Obrigado Pastores

Obrigado Pastores

Por Luiz Leite

Ontem, domingo, pela primeira vez, depois de muito tempo, pude desfrutar dessa experiência absolutamente maravilhosa que é assentar-se e ouvir uma boa mensagem. A pregação da Palavra opera de forma multissetorial, operando simultaneamente em níveis diversos e áreas chave, enriquecendo, quer animando, edificando, corrigindo, motivando, repreendendo…

Os (bons) pregadores são criaturas realmente fantásticas, ainda que nem sempre reconhecidos. Um dia ele é padeiro, outro dia aguadeiro, vinhateiro, médico… outras vezes, assume um papel múltiplo, desenvolvendo várias funções ao mesmo tempo e isto com graciosa habilidade. O Pr Jucimar Leite nos serviu com uma mensagem assim neste domingo.

Como uma mãe, o pregador tem um trabalho as vezes pesado, de preparar alimento para seu rebanho. É curioso como nos assentamos à mesa para almoçar sem nem sequer agradecer à nossa mãe ou esposas pelo tempo que passaram ao pé do fogão preparando-nos o alimento. Simplesmente corremos para a mesa quando nos é anunciado que está na hora, nos refastelamos, e nos vamos apressados de volta para o computador, a TV, ou sabe-se lá onde.

Acho incrível como as pessoas nem sequer agradecem. Nem todos tem o costume de dizer: “Obrigado mamãe! A comida estava ótima!” Eu, particularmente, tenho o hábito de cumprimentar aquele ou aquela que preparou a comida enquanto ainda à mesa. A gratidão, o elogio, ou um ato simples de serviço (lavar as louças do almoço) são formas de comunicar que apreciamos o que o outro fez. Como as mães que servem, resignadas, seus filhos e maridos, assim são os pregadores. Nem sempre recebem uma palavra de apreço, um muito obrigado!

Pois, assentado como ouvinte neste domingo, percebendo a riqueza e avaliando a importância do trabalho dessas mães e pais maravilhosos que são os pregadores, gostaria de dizer: MUITO OBRIGADO PASTORES!  Suas pregações tem nos nutrido, fortalecido, edificado, orientado… Obrigado pelo esmero, trabalho árduo, perseverança, em conduzir de modo excelente nossas vidas.

O Lobo

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Pastor ou Lobo?

Por Luiz Leite

O rebanho ficou à mercê do seu mais voraz predador quando Adolf Hitler ascendeu ao poder na Alemanha, em 1937. Hitler veio para confundir e com um talento arrebatador conquistou a atenção dos milhões de alemães humilhados e inseguros, com sua voz rouca e retórica afogueada e dramática. Em tempos de crise os oportunistas fazem hora extra e se multiplicam aceleradamente. Tony Allan nos conta em seu Livro de Ouro das Profecias, por exemplo, que a astrologia “teve mais praticantes na Alemanha na década de 1920 do que em qualquer outra parte da Europa”.

Hitler, com seu discurso eletrizante e envolvente conduzia os alemães a visualizarem quase que tão bem quanto ele mesmo o sonho megalomaníaco de uma grande Alemanha, diferente do país que saiu da primeira guerra derrotado e ainda mais severamente humilhado pelos termos do tratado de Versalhes. Atordoados pela poderosa metralhadora giratória que era a sua oratória, poucos tinham condições de discernir na escuridão da longa noite em que a Alemanha adentrara, se aquele homem era mesmo o pastor de que a nação necessitava, ou um lobo pronto a conduzir o país ao seu mais terrível pesadelo.

O fato é que o enigma chamado Adolf Hitler tem início no seu próprio nome. “Adolf” significa “lobo nobre”, ao passo que “Hitler” tem origem possível na palavra “hütte” que significa “pastor”. Pastor ou lobo? A história já deu o seu veredicto. O nome entrou, à força, na galeria daqueles que realizaram grandes feitos. Se não fosse por um único erro estratégico cometido por Hitler, que a exemplo de Napoleão investiu contra as terras russas, provocando o velho urso, possivelmente o mapa geopolítico do mundo hoje teria outra feição.

Adolf Hitler foi um dos grandes realizadores que deixou uma marca indelével na história da humanidade. Enquanto houver mundo, o nome desse homem incrível será mencionado, livros continuarão sendo publicados e a sua figura enigmática continuará atraindo a curiosidade de milhões. O reconhecimento de estadistas do mundo todo de que ele foi um grande líder, um exímio estrategista, na verdade é o louvor a ele devido pelos seus feitos. Entretanto, ninguém, em sã consciência o adoraria. Hitler inspira admiração como líder, mas não inspira devoção como pessoa. Louvamos a alguém por aquilo que essa pessoa faz. Só nos devotamos a ela por aquilo que ela é! Como líder foi notável, como pessoa foi monstruoso!

É bem sabido de todos que Hitler foi um daqueles que se rendeu ao “lado escuro da força” e detém o título nada invejável de super anti-herói número 1. Ninguém, entretanto, poderia negar que Hitler tinha um sonho, um plano, e uma determinação inquebrantável.

Dotado de coragem e intrepidez, traços comuns a todos os grandes estadistas, Hitler provou ser um soldado de valor durante a primeira guerra mundial e foi distinguido com a famosa condecoração da cruz de ferro, por atos de coragem. Ferido duas vezes no campo de batalha, terminou a guerra confinado a um período de convalescença em virtude e prosseguiu sua vida após a guerra vivendo uma vida miserável em país arruinado e sem perspectiva.

Ergueu-se no cenário, e dos destroços e do desespero de uma nação falida abriu caminho entre os escombros para ascender ao poder e construir um nome notável para si. Onde muitos vêem crise e desfalecidos entregam-se de vez à mediocridade e ao pessimismo, os realizadores identificam oportunidades únicas de ascender à plataforma do sucesso.

O lobo nefasto ergueu-se em meio à uma crise sem precedentes e carregou consigo uma nação inteira. HItler alinhou suas forças com a oportunidade. Percebeu que tinha um talento muito acima da média na área da oratória e da articulação política. Tirou vantagem tanto do seu potencial quanto da crise externa, pois não viu crise na crise, antes enxergou possibilidades.

É notório que Hitler obteve o sucesso sonhado. Utilizando-se da ética da personalidade, Hitler encantou os seus seguidores e pouca importância deu à ética do caráter. Cresceu para cima, mas nunca se importou em crescer pra dentro, em crescer, como as árvores, para baixo. A tempestade veio e Hitler caiu. Esse é o fim de todos os que tomam a rota do sucesso  a qualquer custo. Mas não se pode negar que foi um homem de foco e que teve o seu dia de glória!

Trecho do livro O PODER DO FOCO