Maomé e as Mulheres

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Maomé e as Mulheres
Por Luiz Leite

Evidentemente, Maomé não só honrava a mulher mais que qualquer outro homem, mas elevou-a ao status que realmente pertence a ela – uma realização da qual apenas Maomé já foi capaz.” (Sahih Al-Bukhari, apologista muçulmano)

Maomé amava as mulheres. E muito. Amou com tanta sofreguidão que, puxando a sardinha para a sua brasa, abriu uma cláusula especial que lhe favorecesse com respeito a tão nobre questão.

Segundo a Surata 4.3 a regra é: “Podereis desposar duas, três ou quatro das que vos aprouve.”  Mas isso se aplica aos homens comuns. A Maomé, entretanto, foi concedido um privilégio, afinal Maomé é Maomé, né? Segundo o Corão, recebeu uma revelação registrada na Surata 33;50 que diz:

“Ó Profeta, em verdade, tornamos lícitas, para ti as esposas que tenhas dotado, assim como as que a tua mão direita possui (…) bem como toda mulher crente que se oferecer ao profeta, por gosto, e uma vez que o Profeta queira desposá-la; este é um privilégio exclusivo teu, vedado ao demais crentes”.

É óbvio que diante desse veto divino, aos demais pobres mortais ismaelitas só resta um suspiro. Mas poxa vida, já não dá pra se contentar com quatro!! Voce pode ter quatro!! Sossega! Diante dessa concessão as mulheres ocidentais perguntam: “A regra aplica-se às mulheres também? Elas podem ter quatro maridos?? Lógico que não!! Voces ficaram malucas é?

Há muita contradição na emancipação que o Profeta realizou em favor das pobres e oprimidas filhas de Ismael. Certo autor muçulmano defende o fato de que “O Islamismo deu à mulher direitos e privilégios que ela jamais teve em outras religiões ou sistemas constitucionais”.

Privilégios como aquele absurdo do esmagamento do clitoris das meninas porque o prazer sexual não pode ser desfrutado pela mulher. Por causa desse benefício 8.000 meninas engrossam a cada dia as fileiras das mulheres que passaram por aquilo que se chama educadamente de “circuncisão feminina”, principalmente na África e Ásia!

As mulheres são inferiores e terrivelmente ingratas aos favores que seus maridos lhes prestam, razão porque em sua maioria vão parar no inferno. É isso mesmo, no inferno!  O profeta disse: “Foi-me mostrado o inferno e que a maioria dos seus habitantes eram mulheres ingratas”. Perguntaram: “Elas não creem em Alá?” (ou são ingratas a Alá?) Ele respondeu: “Elas são ingratas a seus maridos e ingratas pelos favores e pelo bem (ações caridosas) feitos a elas”.

Outro PROFETA, não muito longe dalí, cerca de 600 anos antes, foi o protagonista de uma cena que tinha uma mulher como coadjuvante de uma trama entretecida pelos homens e seus preconceitos. No evento em foco a Lei se esborrachou diante da Graça!

A mulher que lhe foi trazida deveria ser apedrejada por conta de um adultério (até hoje não se sabe onde foi parar o amante que certamente estava na cena quando se deu o flagrante!) Esperavam dele o veredito, e com esse, o aval para o apedrejamento da pobre. Foram surpreendidos de uma forma tão inusitada que certamente perderam o rumo de casa! Com uma simples frase o PROFETA desarmou a multidão que, envergonhada, deixou ali, aos seus pés, a desafortunada adúltera.

Dirigindo-se à ela perguntou-lhe o SENHOR: “Mulher, onde estão os teus acusadores? Ninguém te acusa?” Respondeu a mulher (certamente desgrenhada e debulhando-se em lágrimas): “Não, Senhor”. Acrescentou o PROFETA: Nem eu tampouco te condeno…vai e não peques mais.”

Deixo pra imaginação do leitor qual seria o veredito daquele que, como dito por um de seus apologetas “deu à mulher privilégios que ela jamais teve”.