Heróis sem caráter

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Por Luiz Leite

Fui apaixonado pela Esquerda, entre outras drogas lícitas e ilícitas, em minha adolescência  e primeiros anos de idade adulta. Os jovens são, por natureza, idealistas, e por falta de exame profundo das ideologias que abraçam, iludidos. Por ter sido um dos tais, tenho paciência para com os comunistas dentro desta faixa etária. Minha paciência, entretanto, que não é de Jó, despenca vertiginosamente quando no trato com comunistas e delinquentes velhos. Neste ponto desconsidero o princípio de respeito e honra devido aos mais velhos e acato o conselho lúcido de Rui Barbosa que disse: “não se deixe enganar pelos cabelos brancos. Os canalhas também envelhecem.”

Uma das marcas da canalhice é a desonestidade. Seu modus operandi institucionaliza o desvio. Falta aos canalhas o pilar central do caráter. Parece que isto é bastante frequente entre os comunistas. Por pautarem sua agenda entre meias  verdades e mentiras, acabam se tornando uma usina de produção de heróis sem caráter. A biografia de quase todos os seus ícones sagrados, venerados como deuses (caídos), é manchada pela corrupção e pelo sangue de milhões de assassinatos chancelados por regimes dirigidos por facínoras (☆) como Stalin, Mao Tsé Tung, Pol Pot, Fidel, entre outras divindades menores. (☆) Se o termo “facínoras” incomoda, pergunte-se aos milhares de milhares de órfãos e viúvas desses regimes por um adjetivo mais apropriado.

No projeto de poder da Esquerda os fins são o que importa. Que se danem os princípios! Às favas com os valores cristãos! Para a esquerda o homem é centro e a própria “raison  d´être” (razão de ser). E Deus? Ora, apenas um instrumento para ludibriar e arrancar o voto e apoio dos pobres, geralmente crédulos. Vimos dia desses um arremedo de missa promovida pela Esquerda que deixou envergonhados e enfurecidos cristãos sinceros de todas as matizes. Eles rezam e fazem o sinal da cruz, mas desonram, pisam e repisam tudo aquilo que a cruz representa. Usam de tudo, até de setores da igreja que se rendem a volúpia pelo poder.

Sua maior arma, a propaganda ideológica, tem por munição a mentira, bem elaborada ou descarada. Gostam de se apresentar como paladinos da esperança, prometendo defender os direitos do indivíduo mas a primeira coisa de que lhe privam é o direito de pensar diferente. O que menos se pode verificar em sua cruzada libertária em favor dos oprimidos, é a  defesa dos humanos direitos. Capitalizam sobre a pobreza e, como ninguém, sabem manipular essas massas carentes de pão, inclusão e justiça. Operam como os barões do tráfico que compram o apoio  dos bolsões de pobreza das periferias carentes, oferecendo-lhes alguns poucos  benefícios enquanto desviam bilhões. Seu discurso paternalista  convincente que promete preencher tais lacunas, arrebata, fideliza e rende popularidade.

Em todos os cantos do mundo onde o engodo da Esquerda se instalou no governo,   aparelhou o Estado e fez calar, por todos os meios, as vozes dos seus contrários, suprimindo toda e qualquer forma de expressão democrática. Causa náusea ouvi-los usar  o termo democracia em seus discursos. São truculentos, mal intencionados e  intolerantes. E isto não sou eu, anti – comunista, que afirmo. É a história! A Esquerda é desonesta moral e intelectualmente. Esta desonestidade passa despercebida aos olhos dos simples pois vem sempre bem embalada, travestida de virtude. Ao afirmar a desonestidade da Esquerda, não estou com isso querendo dizer que a Direita seja o último bastião da verdade. A Direita também corrompe e é corrompida. A Esquerda, entretanto, aperfeiçoou o crime e o levou ao status de “estado da arte” em termos de corrupção. É voraz, violenta, subterrânea, dissimulada, e todo o rosário imenso de adjetivos irmanados a esses.

No Brasil vimos nesses dias ser levado para a prisão o demiurgo de Garanhuns, “a alma mais honesta que esse país jamais viu.”  Julgado e derrotado nas quatros instâncias, continua arrotando insultos à justiça e à polícia federal,  enquanto sua militância insiste em repetir o mantra de “presunção de inocência” como argumento irrebatível contra a suposta injustiça cometida contra o semideus de Pernambuco. Os 16 juízes que julgaram sua causa deveriam ser exonerados por incapacidade! Todos os outros atores do maior caso de corrupção da história (que até hoje veio à tona) admitiram seus crimes e fizeram “mea culpa” público. Os dirigentes da Esquerda que (des)governaram a nação por mais de uma década e protagonizaram a sangria bilionária de recursos públicos negam, desavergonhadamente, qualquer ilícito. Sem o menor pudor culpam a justiça por descobrir suas vergonhas. É mesmo difícil acreditar que alguém possa sustentar inocência por tanto tempo e sob uma tal avalanche de provas. Pois ele diz que vai faze-lo. Seus correligionários acreditam. Como historicamente os comunistas não creem em Deus, resta-lhes crer nesses simulacros mulambentos de deuses (Chaves, Maduro, Kim Jong-un…) que eles mesmos fazem! 
Espero, milhões comigo, que o semideus tupiniquim permaneça o resto dos seus dias em um presídio federal cumprindo a pena que lhe cabe. Espero também que o playboy de Minas Gerais, o velho dono do Maranhão, o camaleão coronel das Alagoas, bem como os demais sangue sugas da nação, sejam em breve alcançados pelo doce mão da justiça e terminem seus dias longe dos palácios de Brasília!

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HABEMOS HEROS

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Por Luiz Leite

Um país precisa de heróis. Aqueles ícones da historiografia que arrebatam, fascinam e inspiram… Com exceção dos heróis domésticos, nossos pais e mães, o Brasil é um país pobre em termos de heróis. Nossa história até que tentou produzir alguns aqui e ali, mas sem sucesso. A República, que nasceu às pressas, sem bandeira, sem hino – para nossa vergonha cantaram a Marselhesa, quando de sua proclamação! – e também sem herói, teve que chamar às pressas o pobre alferes mineiro Joaquim José da Silva Xavier, vulgo Tiradentes, do seu silêncio sepulcral, para servir ao novo regime como figura central no projeto republicano de unificar o grande e disperso país.

Tentaram nos convencer do heroísmo de Tiradentes, da bravura de Caxias, da ousadia de Dumont, mas apesar dos esforços dos artífices da nação, permanecemos sem heróis de fato! A futilidade de muitos dá mais projeção aos astros do futebol do que àqueles que se entregam à causas de maior relevância na construção da nação. Em palestra dia desses em Santiago do Chile, compartilhei com os presentes sobre o desconforto que sinto quando, ao dizer no exterior que sou do Brasil, vejo as pessoas relacionarem meu país ao futebol! Para nossa felicidade, entretanto, parece-nos que finalmente teremos um herói de verdade, alguém que deixará uma marca na história de que não se poderá esquecer facilmente, alguém de quem poderemos finalmente nos orgulhar!

Não é necessário dizer: “Guarde bem esse nome!” Sergio Moro não vai entrar para a história. Já entrou! E, não sei se melhor, ou pior, já virou mito, uma espécie de semi-divindade que vem conquistando a simpatia – e voto! – de milhões de brasileiros revoltados com a propinocracia que se instalou na vida pública como metástase! O cancro que já ia carcomendo tudo com uma voracidade assustadora deparou-se com um potente opositor!

O nome Sergio Moro tornou-se uma poderosa franquia cujo valor, talvez nem ele mesmo possa estimar. Estará grudado em nossa memória por muitos e muitos anos e, ainda que se diga que o brasileiro tenha memória curta, neste caso o mantra deve colarO jovem e destemido juiz da “instância agrícola de Curitiba”, assim pejorativamente designada pela defesa de Lula, será lembrado por muitos anos. Moro não é apenas destemido. É temido também. Está armado e é perigoso. Armado de provas fartas contra os desmandos de inúmeros políticos, empreiteiros, lobistas, doleiros, marqueteiros, e demais sanguessugas que há muitos anos, num conluio diabólico, vinham surrupiando verbas públicas.

Os programas sociais do governo populista que aparelhou e arrasou a economia do Brasil nos últimos anos, não passavam de um truque de ilusionismo… Encantou muita gente mundo a fora! Tanto os de lá – mormente a esquerda deslumbrada, é claro! – como os incautos do lado de cá, batiam palmas e conferiam ao mago ilusionista  e mentiroso confesso, diplomas de Doutor Honoris Causa, sem jamais desconfiar que, como faz o Cão, o Tinhoso, o Coisa ruim, dava com a colher e tirava com a concha.

Cabe ainda a metáfora que envolve o traficante e a população das áreas carentes espalhadas, para o nosso maior constrangimento, por todas as grandes cidades brasileiras. O traficante distribui favores à população e a população responde ao favorecimento ilícito, providenciando suporte ao traficante. Sim, era mais ou menos por aí que funcionava a política no Brasil. Sentíamo-nos (a maior parte da população) roubados, lesados, ludibriados, defenestrados, no mais lato dos sentidos. Estávamos angustiados, aflitos, governados por quadrilheiros de fato…

Em meio à tão grande desespero, – como estávamos angustiados! – para a nossa alegria, eis que surge, no meio do caminho, uma pedra! Bom, a partir daqui, já não é necessário dizer mais nada! Habemos heros! Temos um herói! Sem dúvida, a partir daqui, sem medo de incorrer  em um rasgo de empolgação otimista, a nossa história passa a ser reescrita. Possivelmente como a.M e d.M.! Obrigado Paraná! Obrigado Curitiba!