Homem Fragmentado

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O Homem Fragmentado

Por Luiz C Leite

Para mim, é quase impossível ler as notícias veiculadas pela mídia (que desinforma e aleija) sem colocar o homem na perspectiva histórica, sem considerar o seu longo e sinuoso itinerário até aqui. Observar o homem em seu manquejar claudicante através das páginas da história é um exercício que produz estados de perplexidade variados, proporcionando sentimentos dúbios, desde celebrações exaltadas à impressões confusas e abatimento profundo…

Entender a criatura humana é absolutamente difícil, explicá-la, impossível! Mesmo que a desmontemos, como sugeria Descartes, reduzindo-a a nacos menores, para melhor entendê-la, ainda assim nos veremos surpreendidos; Mesmo que a dissequemos, num detalhado estudo de anatomia, como Da Vinci faz com o seu homem vitruviano, ainda assim nos encontraremos com poucas respostas e perguntas de sobra.

A mim muito incomoda ver o homem frustrado, acabrunhado num ensimesmamento negativo e adoecido. Sinto assim de forma doída o fracasso dos homens. Sempre que encontro essa criatura fantástica que é o homem, acuado em um canto qualquer, como animalzinho assustado, sou tomado por indizível tristeza. Ainda que encontre essa realidade impressa na vida do outro, ainda assim dói… Dói porque o outro sou eu!!

O homem não foi projetado para a pobreza (seja ela qual for). A experiência da escassêz é uma agressão aviltante. Talhada para a grandeza, encontramos a criatura humana diminuída em todos os cantos; A nobreza deu lugar a uma mesquinhêz que não encontra paralelo em nenhum outro ser (deste mundo). Em flagelos, fragmentado, perdido, esse é o quadro. Irremediavelmente perdido. Por essa e por outras é que a raça necessita de um salvador, de alguém que, vindo de fora, lhe sirva de ponte para uma realidade outra que não aquela em que encontra-se chafurdada.

Jesus veio e disse: “Se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados”. Com essa e muitas outras afirmações, se apresenta como referência única de homem inteiro, através do qual podemos ser curados, libertos, salvos… Ousado, reivindica “Ego sum via, veritas et vita” (Eu sou o caminho, a verdade e a vida).

Enquanto não se prostrar diante do Cristo de Deus, o homem permanecerá fragmentado, perambulando em andrajos pelos séculos afora, pois, como disse o Apóstolo Pedro: “não há outro nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos”. Felizmente a fragmentação do homem é uma tragédia que pode ser revertida. O desfecho desta estória não precisa terminar em cacos…Basta render-se ao Senhorio do Salvador, o restaurador de homens!

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