Poeira das estrelas?

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Poeira das estrelas?

Por Luiz Leite

Gosto da teoria do Design Inteligente. Não posso dizer que sou um defensor capaz – faltam-me os prazos para a obtenção dos conhecimentos necessários – mas acredito plenamente na ideia central por trás da teoria do Design, de que, não uma força, mas uma mente soberana, pessoal, inteligente, cria e coordena a exuberância estonteante que se observa por todos os lados.  Sim, sou criacionista convicto. Os defensores do Design Inteligente, negando que o universo e seus atores sejam produto do acaso evolucionário, sustentam que toda a natureza, incluindo a criatura humana, é óbvio, foi “desenhada” de modo deliberado, propositado. Nada que é produto de planejamento inteligente pode ter sido concebido senão para funcionar, e ainda, para dar certo. Só podemos ter sido desenhados e criados a partir desta perspectiva! Toda e qualquer hipótese que fuja desse desfecho é, por definição, incoerente.

Tem grande ênfase no discurso dos defensores do Design a complexidade da estrutura física da criação. Os detalhes intrincados que se encontram abundantemente em todos os seres, desde micro-organismos às estruturas mais complexas, revelam uma engenharia tão sofisticada que não faria sentido sem que houvesse alguém por trás de sua concepção! Deixando por um pouco a diversidade indescritível dos detalhes de seres e sistemas, o assombro aumenta quando nos voltamos para o topo da escada onde se encontra o homem, a mais fantástica de todas as criaturas. Para além do assombro da constituição física, vamos encontrar a não menos admirável constituição psicológica deste ser incrível. O aspecto psicológico/espiritual da criatura magnífica a distancia sobremaneira de tudo o que se conhece. É o diferencial da mente inteligente, esse “detalhe” que separa, como abismo intransponível, o homem das demais criaturas.

Nesse oceano da mente inteligente, entretanto, as certezas são poucas, os questionamentos superabundam e as repostas são raramente conclusivas. O homem vê-se inseguro e limitado nessas águas. Sua ciência dá passos de bebê… Ainda assim é nessa incrível oficina que desenvolve sua criatividade e inventa coisas incríveis. Inquieto, está sempre em movimento, inventando respostas para os problemas que afligem sua alma e seu mundo. Trabalhando para melhorar suas condições, às vezes, entretanto, bota fogo na própria casa e vê alguns de seus experimentos explodirem, Literalmente. Sustenta, todavia, que a intenção era das melhores. Ainda que sua estruturação psíquica, moldada de maneira desastrada pela cultura, mostre-se defeituosa, impondo limitações de todas as ordens em várias áreas, pode-se, mesmo sob os escombros da decadência, verificar beleza e grandeza incomparáveis nesta criatura que tanto assusta quanto fascina.

Não, a criatura magnífica não é apenas poeira das estrelas. Os misóginos a desprezam e querem-na extinta. Eu a amo, e a quero redimida. Assim quis o Filho de Deus ao oferecer-se como sacrifício na cruz do calvário, aquele paradoxo de difícil assimilação para tantos. Segundo o próprio Filho: “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”  (Jo 3.16)

INTOLERÂNCIA ISLÂMICA

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Intolerância Islâmica

Por Luiz Leite

Fiquei, como milhões de outras pessoas, estarrecido, quando soube do ataque terrorista em Paris, no qual 12 pessoas foram brutalmente assassinadas. O trágico evento parece confirmar a opinião de muitos, por mim compartilhada, de que a grande ameaça que enfrentamos em nossos dias, não é exatamente a crise econômica, energética nem o aquecimento global, mas a expansão do Islamismo na Europa.

Por mais que os praticantes de um Islamismo moderado advoguem que sua religião é pacifista, os fatos, desesperadamente abundantes, atestam o contrário. Estamos (ocidente e mundo muçulmano) diante de uma clivagem ideológica e religiosa que não tem solução. A truculência, a ferocidade, a selvageria do mundo islâmico inviabiliza o diálogo. Sem diálogo não há possibilidade alguma de acordo.

A cosmovisão ocidental judeo-cristã e a cosmovisão muçulmana, ainda que encontrem aqui e ali alguns pontos de contato, são plenas de diferenças incontornáveis. Desse modo, só poderiam coexistir dentro de um contexto de tolerância dessas diferenças. O Ocidente depois de muitas batalhas aprendeu a respeitar e até celebrar as diferenças. O mundo islâmico, todavia, permanece intolerante, atrasado e medieval em sua relação com o universo de teologias e filosofias múltiplas ao seu derredor. Isto não é islamofobia como alguns podem julgar, mas a verificação de uma verdade simples e desesperadamente constrangedora: Islamismo e democracia são auto-excludentes!

Além de intolerantes, os muçulmanos costumam ser (novamente digo, baseado em fatos) extremamente incoerentes. Como o indivíduo pode imaginar-se no direito de sair do seu país, viver no país do outro, receber benefícios do Estado que o acolheu, e ainda assim exigir que a legislação desse país seja mudada para ajustar-se às regras de sua religião??? É o cúmulo do absurdo! Diversos grupos muçulmanos espalhados por vários países europeus tem feito protestos exigindo a implantação da sua Sharia na casa dos seus anfitriões! Isto não é apenas incoerente. É ridículo!

Eles vêm aos nossos países, são amparados por nossas leis, têm liberdade de construir suas mesquitas, realizar livremente seus cultos e até difundir sua religião. O turco Mehmet Ali quase matou o Papa João Paulo II em 1981. Cumpriu 19 anos de prisão apenas e foi mandado para o seu país. O que teria acontecido se um cristão intentasse o mesmo contra uma autoridade islâmica? Nós, os cristãos, em seus países, nem no sonho temos a mesma liberdade! Somos impuros, somos profanos, somos infiéis. As minorias cristãs (nativos) nesses países são tratados com muito preconceito. Pastores são mortos. Casas incendiadas. Moças cristãs estupradas. Vi isso in loco quando estive no Paquistão. Vista grossa é feita quando a polícia verifica que as vítimas são cristãs.

Voltando à Paris, os franceses estão pagando por seu liberalismo. O ateísmo na França é dos mais altos no mundo ocidental. Voltaram as costas para o Cristianismo, disseram não à fé cristã e quando abriram os olhos descobriram para o seu pavor, sua querida França invadida por uma legião de muçulmanos que hoje fecham ruas inteiras em Paris para, ajoelhados em direção à Meca, reverenciar a Allah! O sul da França hoje tem mais mesquitas do que igrejas. A voz dos pastores se silenciou e a voz dos mulás é que se faz ouvir.

Não apenas a França, mas a Europa como um todo está em uma situação bastante complicada. Num futuro não muito distante a Europa será um continente de maioria muçulmana. Demograficamente isto já se confirma como fato. Os europeus, hedonistas, ateus, não querem filhos, desse modo a população está envelhecendo, sem reposição, a passos largos. Enquanto isso, os imigrantes de fé islâmica casam-se e tem muitos filhos. A Bélgica hoje é um país que tem em sua população 25% de muçulmanos! Na Holanda 50% dos neonatos procedem de famílias de confissão islâmica! Sim, a Europa está em apuros.

O evento trágico que ceifou a vida daqueles 12 franceses foi só um sinal da intolerância, da violência, da truculência, dos hóspedes para os quais os europeus abriram suas portas!

Pesquisa mostra as heresias mais comuns nas igrejas modernas

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Pessoas que não leem a Bíblia, não frequentam suas igrejas com regularidade, não participam dos Estudos Bíblicos, não se comprometem com os esforços de evangelismo, produzem esse tipo de “cristãos”. Se dependesse delas, a Igreja teria muita dificuldade ou talvez jamais alcançasse a próxima geração!

A mais recente pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas LifeWay é intitulada “Americanos acreditam no céu, inferno e em algumas heresias”. Encomendada pela Ligonier Ministries e publicada ontem (28), recebeu destaque em vários sites de conteúdo evangélico.

O material revela que muitos evangélicos americanos têm opiniões “heterodoxas” sobre a Trindade, a salvação, e outras doutrinas. Segundo os padrões dos conselhos mais importantes da Igreja primitiva, essas posturas seriam consideradas heréticas.

Os pesquisadores fizeram 43 perguntas sobre fé, abordando temas como pecado, salvação, Bíblia e vida após a morte. A pesquisa feita com 3 mil pessoas tem uma margem de erro de 1,8% e seu nível de confiança é de 95%.

As principais conclusões do estudo são que embora a imensa maioria – 90% dos evangélicos e 75% dos católicos – acredite que o céu é um lugar real, cerca de 19% dos evangélicos (67% dos católicos) acreditam que existem outros caminhos para chegar lá que não seja através da fé em Jesus.

Por outro lado, 55% dos evangélicos dizem que o inferno é um lugar real, contra 66% dos católicos. Na média, os americanos não parecem muito preocupados com o pecado ou em irem para o inferno depois de morrer. Dois terços (67%) dizem que a maioria das pessoas são basicamente boas, apesar de todos os seus pecados. Apenas 18% acredita que até mesmo pequenos pecados podem resultar em condenação eterna, enquanto pouco mais da metade (55%) dizem que Deus tem “um lado irado”.

A importância desse tipo de levantamento é a grande influência que a igreja americana tem sobre a maioria das igrejas do mundo ocidental. Segundo Stephen Nichols, diretor acadêmico da Ligonier, os dados mostram “um nível significativo de confusão teológica”. Muitos evangélicos não têm visões em harmonia com a Bíblia sobre Deus ou os seres humanos, especialmente em questões de salvação e do Espírito Santo, acrescentou.

Alguns pontos têm variação expressiva dependendo da tradição teológica a que a pessoa entrevistada pertence. Porém, em algumas questões os resultados surpreendem. Em alguns casos, o problema parece ser mais a falta de informação.

Menos da metade (48%) acredita que a Bíblia é a Palavra de Deus, sendo que 50% dos evangélicos e 49% dos católicos dizem que ela é “útil, mas não uma verdade literal”.

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Ao mesmo tempo, por exemplo, apenas 6% dos evangélicos acham que o “Livro de Mórmon” é uma revelação de Deus, enquanto outros 18% “não tem certeza e acham que pode ser”. Possivelmente desconhecem que os mórmons são uma seita e que, para eles, Jesus e o Diabo são irmãos, filhos do Deus-pai, que vive em outro planeta.

Perguntados sobre a natureza de Jesus, um terço (31%) disse que Deus, o Pai é mais divino do que Jesus, enquanto 9% não tinham certeza. Além disso, 27% dizem que Jesus foi a primeira criação de Deus, e outros 11% não tinham certeza.

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No segundo e terceiro século, proeminentes teólogos e líderes da igreja debateram por muito tempo sobre a natureza. O concílio ecumênico da Igreja em Nicéia, no ano 325, e o concílio ecumênico de Constantinopla, em 381 declararam sua rejeição a qualquer ensinamento que defendia que Jesus não era um com o pai, da mesma substância. Logo, tratar Jesus como um ser criado e menor que Deus-Pai não é um ensinamento cristão, embora permaneça sendo ensinado por seitas como os mórmons e os Testemunhas de Jeová.

Na mesma época, concílios ecumêmicos também esclareceram que a Trindade era composta por Pai, Filho e Espírito Santo, sem diferença de essência ou hierarquia entre eles. Quando questionados sobre a pessoa do Espírito Santo, os evangélicos de 2014 revelam posturas ainda problemáticas. Mais da metade (58%) disse que o Espírito Santo é uma força, não uma pessoa. Enquando 7% disse não ter certeza. Sobre o Espírito Santo ser menos divino do que Deus Pai e Jesus, 18% concordaram e o mesmo percentual respondeu “não sei”. Já dois terços dos católicos (75%) responderam acreditar que o Espírito Santo é apenas uma “força divina”.

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A natureza humana e a salvação são outras áreas que mostram confusão nas respostas. Dois em cada três evangélicos (71%) dizem que uma pessoa será salva se buscar a Deus primeiro, e depois Deus responde com sua graça. Uma percentagem semelhante (67%) disse que as pessoas têm a capacidade de se converter a Deus apenas por sua própria iniciativa. Ao mesmo tempo, mais da metade (56%) disse que as pessoas têm de contribuir para a sua própria salvação.

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Essa parece ser a questão que ainda suscita mais debate. A tradição mais comum entre católicos romanos, ortodoxos e aguns ramos protestantes defende que os seres humanos cooperam com a graça de Deus na salvação. O ensinamento cristão histórico em todos os ramos é que qualquer ação por parte do homem será apenas uma resposta à obra do Espírito de Deus.

Ao serem perguntados sobre a igreja local, 52% acreditam que não há necessidade de pertenceram a uma igreja, pois buscar a Deus sozinho tem o mesmo valor que a adoração comunitária. Ao mesmo tempo, 56% disseram crer que o sermão do pastor não tem “qualquer autoridade” sobre eles. Quarenta e cinco por cento dos entrevistados acredita que tem o direito de interpretar as Escrituras como quiserem.

Teólogos comentam

A revista Christianity Today consultou teólogos sobre os resultados da pesquisa. Para Nichols, a Ligonier apenas está verificando o que muitos pastores já sabem: as pessoas não conhecem sua fé a fundo.

Timothy Larsen, professor do pensamento cristão no Wheaton College, afirma que isso só poderá ser revertido com mais discipulado bíblico. John Stackhouse, professor de teologia no Regent College, em Vancouver, é enfático: “Um sermão no domingo e um estudo bíblico simples durante a semana não é suficiente para informar e transformar a mente das pessoas para seguirem a teologia cristã ortodoxa.”

Ele acredita que é preciso mais empenho dos que pregam para deixar claro o que a Bíblia ensina sobre essas questões-chaves. Opinião parecida tem Beth Felker Jones, professora de Teologia no Wheaton College: “Os líderes da Igreja precisam ser capazes de ensinar a verdade da fé com clareza e precisão, e nós precisamos ser capazes de mostrar às pessoas por que isso é importante para as nossas vidas.”

Howard Snyder, ex-professor de em vários seminários conhecidos, enfatiza que a doutrina da Trindade não é um “conceito teológico abstrato, mas uma verdade cristã fundamental que nos informa sobre o Deus que adoramos, que somos como seres humanos, e toda a criação”.

Na análise do diretor da LifeWay, Ed Stetzer, o evangélico médio “gosta de acreditar em um tipo de Deus quase cristão, com doutrinas incompletas”.

Observatório Cristão

A mais recente pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas LifeWay é intitulada “Americanos acreditam no céu, inferno e em algumas heresias”. Encomendada pela Ligonier Ministries e publicada ontem (28), recebeu destaque em vários sites de conteúdo evangélico.

O material revela que muitos evangélicos americanos têm opiniões “heterodoxas” sobre a Trindade, a salvação, e outras doutrinas. Segundo os padrões dos conselhos mais importantes da Igreja primitiva, essas posturas seriam consideradas heréticas.

Os pesquisadores fizeram 43 perguntas sobre fé, abordando temas como pecado, salvação, Bíblia e vida após a morte. A pesquisa feita com 3 mil pessoas tem uma margem de erro de 1,8% e seu nível de confiança é de 95%.

As principais conclusões do estudo são que embora a imensa maioria – 90% dos evangélicos e 75% dos católicos – acredite que o céu é um lugar real, cerca de 19% dos evangélicos (67% dos católicos) acreditam que existem…

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Eles Profanaram o Sagrado

Trecho de ELES PROFANARAM O SAGRADO, lançamento Editora Petrus

As duas grandes guerras e demais conflitos que redesenharam as feições geopolíticas do planeta, as grandes ideologias que dividiram o mundo em blocos, bem como as conquistas da ciência que alteraram para sempre o nosso modo de viver são alguns dos motivos que justificam que se classifique o século XX como único. Neste período cheio de peculiaridades, assistimos perplexos ao advento de novidades que nos deixariam sem as balizas firmes dos valores que orientaram a humanidade por eras.

Mudanças em todos os setores têm conduzido a humanidade a uma versão de sociedade que, em alguns aspectos, faz lembrar o clássico Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley. No futuro antevisto por Huxley, valores como família e ética religiosa são resquícios de um passado de ignorância. Os indivíduos são condicionados biológica e psicologicamente, obedecendo a um programa de controle estabelecido pelo governo. O uso de uma droga mágica regulamentada pelo próprio governo oferece, sem efeitos colaterais, uma resposta mágica para todos os males. Com liberdade irrestrita para o sexo e droga à vontade para lidar com a ansiedade e demais transtornos psicológicos, o mundo profetizado por Huxley descarta Deus e toda forma de religião.

Tantas décadas após a obra de ficção ter sido publicada, assusta o fato de que a configuração que nossa sociedade vai tomando assemelha-se, em muito, ao mundo estranho e à época, improvável, que Aldous Huxley apresentou quando publicou seu livro, em 1932.

Comparação Impossível

Trecho de A INTELIGÊNCIA DO EVANGELHO, da editora Petrus

Muitas batalhas foram travadas para que a fé cristã chegasse até aqui. O Cristianismo, entretanto, não sobreviveu aos inúmeros ataques que sofreu graças aos esforços da igreja, mas deve sua continuidade ao próprio Cristo. O magnetismo imenso que emana da pessoa de Jesus, bem como o apelo irresistível que exerce sobre aqueles que Dele se aproximam, são alguns dos fatores que explicam como sua mensagem rompeu os séculos e chegou até a nós.

Testemunhos podem ser colhidos em todas as eras, até mesmo de pessoas que jamais se fizeram seus discípulos, atestando este imenso fascínio. Disse Albert Einstein:

“Quando criança recebi instrução tanto na Bíblia como no Talmud. Eu sou judeu, mas fico encantado com a figura luminosa do Nazareno …. Ninguém pode ler os Evangelhos sem sentir a presença real de Jesus. Sua personalidade pulsa em cada palavra. Nenhum mito poderia ser preenchido com tanta vida.”

Alguém disse que Sócrates ensinou por 40 anos, Platão por 50, Aristóteles por 40, e Jesus por apenas 3. No entanto, a influência dos 3 anos do ministério de Cristo transcende infinitamente o impacto deixado pelos 130 anos de ensino destes homens que figuram entre os maiores filósofos de toda a antiguidade.

Ao contrário dos demais mestres, Jesus não apenas descreve o drama do ser humano como também apresenta-se como a solução! Agostinho de Hipona disse: “Eu tenho lido em Platão e Cícero dizeres que são muito sábios e muito bonitos, mas eu nunca li em nenhum deles algo como: “Vinde a mim todos os que estais cansados ​​e oprimidos (e eu vos aliviarei).”

A superioridade esmagadora da mensagem de Jesus não deixa sequer margem para comparação com qualquer outra proposta. Alguém em algum lugar já disse que
Buda nunca afirmou ser Deus. Moisés nunca disse ser Jeová. Maomé nunca afirmou ser Deus. No entanto, Jesus Cristo afirmou ser o Deus vivo e verdadeiro.

Buda disse simplesmente: “Eu sou um professor em busca da verdade.”

Jesus disse: “Eu sou a Verdade”.

Confúcio disse: “Eu nunca disse ser santo.”

Jesus disse: “Quem me convence de pecado?”

Mohammed disse: “A menos que Deus lançe o manto da misericórdia de mim, eu não tenho esperança.”

Jesus disse: “A menos que você acredite em mim, você vai morrer nos seus pecados.”

A Inteligência do Evangelho não é propriamente uma apologia do Cristianismo, mas uma verificação inteligente dos fatos. O testemunho de historiadores famosos não deixa dúvida acerca da dimensão e importância de Jesus e sua influência sobre a humanidade. H.G. Wells testifica: “Eu sou um historiador, eu não sou um crente. mas devo confessar como hsitoriador que este pobre pregador de Nazaré é irrevogavelmente o centro da história. Jesus Cristo é a figura mais facilmente dominante em toda a história.”

A Razão Bifurcada

A Razão Bifurcada

Por Luiz Leite

A razão, dádiva que segundo Agostinho de Hipona nos faz superiores, não deveria nos atrapalhar a vida. Fato é, entretanto, que muito conflito nasce por conta dos princípios equivocados utilizados nos processos mentais responsáveis pela formação de argumentos considerados “razoáveis” pelo indivíduo. Como a verdade é a verdade do sujeito, o que significa que cada um tem a sua, a desavença e o conflito são inevitáveis. Os homens se atritam diariamente na disputa para estabelecer por força do argumento ou pela violência das armas, quem está certo.

Esta boa razão supostamente deveria mitigar a tensão nos impasses e trazer harmonia ao caos. Seria bom se fosse assim tão simples. Complicamos tudo quando assumimos a mediação da razão como suficiente para nos assessorar. Erramos trágica e pateticamente ao nos apoiarmos unicamente sobre ela pois comumente é essa mesma razão que freqüentemente acaba emprestando a fagulha que precipitará a combustão

Esmeramo-nos na estruturação dos nossos argumentos para enfrentar nossos problemas e negligenciamos o mais sutil e fundamental elemento: a sabedoria. Entre uma e outra há um abismo imenso. A razão é bastante pragmática, linear, exata. Esse é o seu grande benefício mas também o seu grande problema. Sem o conselho da sabedoria a razão comete loucuras pois segue uma lógica implacável que esmaga impiedosamente a todos os que se lhe opõem.

A lógica adotada pela sabedoria a princípio é estranha à razão. Por essa causa nem sempre se harmonizam.  A sabedoria tem algo de místico e utiliza-se da fé como recurso para se orientar. Fato é que tanto uma como outra dependem de uma teoria da verdade para se sustentar. Como a verdade do homem fragmentou-se em mil cacos e cada um tomou para si um desses fragmentos julgando ter posse da melhor e mais completa porção é evidente que jamais chegarão a um consenso.

Estabelecer o que é a verdade é o ponto de partida para a solução dos problemas. Jesus, quando interrogado por Pilatos disse para aquele que viera ao mundo para dar testemunho da verdade. Pilatos perguntou-lhe:  O que é a verdade? Se o tom foi solene, sincero ou jocoso jamais saberemos. Fato é que o questionamento de Pilatos revela uma dúvida milenar. Foi exatamente em razão dessa dúvida atemporal que muitas teorias da verdade foram desenvolvidas. Quando Jesus veio ao mundo basicamente as maiores e mais importantes teorias já haviam sido concebidas.

Para os empíricos a verdade é apreendida através da experiência prática sendo percebida objetivamente por meio dos sentidos. Os racionalistas por sua vez sustentam que a verdade é alcançada por meio da razão, uma espécie de órgão inato onde estão armazenados todos os conhecimentos necessários para explicar o mundo. Os místicos, entretanto, contrariando os primeiros, apontam para outras fontes que estão além da empeiria (experiência) ou racionalidade humana. A verdade, dizem, só pode ser acessada através da revelação, trazida por uma entidade espiritual procedente daquela dimensão onde reside a realidade e explicação última das coisas.

Ainda que empíricos e racionalistas façam concessão uns aos outros nesse ou naquele aspecto acerca do acesso à verdade, ambos torcem o nariz às razões dos místicos, deixando assim a razão bifurcada. Partindo de pressupostos tão diferentes acerca do mesmo objeto é natural que tenha conclusões também distintas. A religião sempre suspeitando da razão e com um forte discurso sobre a sabedoria está sempre a acenar para a criatura humana convidando-a a abraçar a fé e partir para uma aventura para além dos domínios da razão e da experiência sensual. Uma vive a desdenhar da outra.  A fé ri-se da razão e a razão e esta por sua vez não é menos cruel com aquela.

Assim, a crendice, discursando sabedoria preciosa e oculta arrasta o homem para os domínios da mística; a incredulidade dos ímpios, apoiada sobre a razão, esforça-se para tirá-lo de lá, num movimento constante como se numa disputa de “cabo de guerra”, com a diferença de que neste caso não se trata apenas de um recurso lúdico para passar tempo. Esse é jogo é, literalmente, um jogo de guerra.

Se perguntarmos por que não existe a possibilidade de harmonizar esse binômio conflituoso, encontraremos respostas na velha e boa bíblia. É lógico que esse parágrafo vai fazer o incréu protestar. Existe uma lógica divina e outra satânica. A lógica divina assenta-se sobre princípios que não se adequam aos padrões da razão natural. Desferindo golpe letal a toda forma de materialismo, a lógica divina deposita uma ênfase especial sobre o outro. A lógica diabólica por sua vez busca os seus próprios interesses, princípio sobre o qual se fundamenta todas as versões de violência que aprisionam o homem em cadeias de eterno conflito.

Qualquer observador da trama social pode identificar essa dualidade sem muito esforço. A doutrina do ego (egoísmo) baseada sobre aquela velha e inexorável razão linear, e a doutrina do outro (altruísmo), estabelecida sobre os pilares de uma lógica que não produz as vantagens esperadas numa disputa. Ficam  estabelecidas aí de modo perfeitamente claro o lugar exato onde a razão cindiu-se em dois ramos conflitantes. A razão divina obedece a uma lógica diferente daquela que encontramos regendo as relações humanas de modo geral.

Todos seguem um padrão de comportamento que revelam o fundamento ético que dirige suas ações. No fim das contas, o que vale mesmo não é o discurso, a menos que esse seja revestido de carne e sangue na arena prática da vida diária. Para assegurar consonância entre o discurso e a praxis Jesus orientou: Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas. (Mt 7.12) Eis a sabedoria da lógica divina.