Ideologias – mentira e fato

44774__

Nosso mundo é construído de escolhas. Apesar da frase soar como aparente obviedade, não se pode tratar o assunto como coisa trivial! As escolhas definem nosso mundo em todos os níveis, seja no âmbito pessoal, seja na esfera da grande coletividade. Neste momento de grande comoção política somos chamados a fazer escolhas. Não apenas isso, somos chamados também a militar por aquilo em que cremos ser a melhor escolha. E assim nasce o embate. Opiniões diferentes se encontram, ânimos se exaltam, amigos se separam…

Forçados a fazer escolhas vez por outra experimentamos esse tipo de desconforto quando escolhas e gostos se conflitam. Não precisaria ser assim se as pessoas fossem maduras e fizessem uma leitura e interpretação “fria” das circunstâncias. Mas, ao contrário, especialmente em se tratando de política, assunto extremamente inflamável, nossas leituras são exageradamente passionais e não raro nos levam à guerra!

Estamos divididos, polarizados, entre esquerda e direita. A princípio a escolha entre uma e outra parece ser simples. Se entrarmos no campo da discussão filosófica e pararmos para dar ouvidos aos intelectuais veremos que o caso é muito complexo. Os argumentos de uma e de outra parte exigem leitura crítica das várias correntes de pensamento político, filosófico, sociológico, e isso pode ser um exercício cansativo e desgastante.

Então, vamos deixar tudo isso pra lá e procurar resumir ao máximo, por meio de uma consideração mais pragmática, mais prática, o que afinal temos diante de nós como escolha: Esquerda e Direita! A maneira mais segura de avaliar essas diferentes propostas é a observação do rastro que as duas ideologias deixaram na história até aqui! Essa é uma consideração empírica que deixa o discurso do lado e verifica os resultados concretos.

Suponhamos que a Esquerda, que no início dos anos 60, inspirada pela revolução cubana, não encontrasse resistência viril para tomar o poder no Brasil… O que seria de nós hoje? Em plena guerra fria a URSS lutava para exportar a ideologia comunista a todos os cantos do mundo e com o êxito conseguido em Cuba visava tomar a América do Sul. O que seria do Brasil? Como estaríamos hoje?

A Esquerda acusa a intervenção militar de tortura e aponta um número de mortos durante aquele período que não chega a 500! Se tivessem tomado o poder quantos teriam matado no processo de implementação dos seus projetos? Cuba, país minúsculo, após a tomada do poder pelo comunistas, com uma população muito menor que a nossa, registra a morte de vários milhares!!!

Ora, verifique-se a história! A Rússia e as repúblicas da união soviética experimentaram o inferno durante os anos da opressão comunista! O que falar da China? O glamour da grande economia emergente está reduzido a 4 ou 5 cidades modernas. O socialismo socializa a pobreza e é isto que os chineses têm experimentado quando derramam produtos baratos no mercado internacional produzidos por mão de obra escrava!

Veja-se o que aconteceu na Coreia do Norte  que abraçou o comunismo e a Coreia do Sul que escolheu a democracia e o mercado aberto? Ora, falar de fatos e números seria desnecessário! O mundo inteiro sabe o que se tornou uma e outra!!!

Vietnam, Camboja, Angola… Faça-se uma análise dos fatos, observe-se os rastros deixados pelo comunismo nesses países! A Hungria, que livrou-se do comunismo após a queda da URSS, traumatizada, chegou ao ponto de criminalizar o
Comunismo! Sim, é proibido por lá, como quaisquer outras drogas!

Por fim, a tragédia dos nossos vizinhos venezuelanos, o abismo em que foram lançados os argentinos, o drama que vive a pobre Nicarágua, dispensam comentários… São os rastros que deixam um e outro que deveriam contar…

Vamos aos fatos:

•Onde há mais educação, mais saúde, mais respeito aos direitos humanos? 

•Onde estão os menores números em termos de violência, homicídios, estupros, tráfico de drogas? 

•Onde existe plena liberdade de expressão, leis duras e justiça que funciona? 

•Onde estão os mais baixos níveis de corrupção, os mais altos, eficientes e transparentes níveis de governança pública e privada? 

•Onde estão as melhores e mais excelentes empresas do mundo, bem como os melhores ambientes de negócios? 

•Onde se encontram os melhores e mais excelentes centros de ensino para onde os filhos da elite são enviados? 

•Para onde levas e levas de imigrantes se dirigem anualmente buscando desesperada e ilegalmente cruzar fronteiras daqueles lugares que, para eles, seria o paraíso?

Certamente não estamos falando de nenhum país onde o Comunismo colocou as mãos!! Então, não seja um idiota romântico guiado por paixões juvenis na hora de fazer sua escolha! Escolha  com base empírica, com base em fatos concretos… Quem tem um currículo melhor? Onde as coisas funcionam? Para onde as pessoas querem ir? Quais países são mencionados com respeito e admiração nas rodas de conversa entre amigos? Você já viu na sua vida um cidadão comum elogiar a vida em Cuba? Não seja idiota como alguns idiotas intelectuais que insistem em flertar essa ideologia desonesta que mentirosamente promete muito e entrega pouco, muito pouco!
Faça sua escolha baseada em fatos e não em panfletos de propaganda ideológica, na mentira daqueles para os quais a mentira é peça imprescindível em seu modus operandi!

Anúncios

Encruzilhada histórica

esquerda-e-direita-na-politica-og

Escrevo como cristão militante, sem coloração partidária mas com claro posicionamento ideológico. Podem me classificar como de direita, conservador, reacionário, não me importo. Meu partido não é de direita, centro ou esquerda. Meu partido é do alto, da ordem, da decência, da autoridade, da família, do direito à propriedade, da liberdade de culto e expressão, da velha e boa escola do mérito…

Enfim, estamos diante de uma guerra cultural sem precedentes e que apresenta sérias ameaças aos valores listados acima, que para nós são tão caros. O Brasil ainda corre o risco de ter a Esquerda de volta ao poder. A Esquerdização do Brasil já avançou muito e atingiu níveis preocupantes como se pode ver… É de se perguntar como parte da população ainda acredita nas propostas de partidos de esquerda e centro esquerda (de PSDB, PDT a PCB)?!

Como assim, até o PSDB? Sim, o PSDB!! Alguns dos seus figurões são comunistas enrustidos desde sempre… Liberais e ateus! FHC já disse publicamente que o  PSDB deve se aliar ao PT para combater a radicalização, referindo-se ao crescimento do candidato da Direita, Bolsonaro. Aliar-se ao PT significa alinhar-se e endossar a agenda que aqui se denuncia. O Alkimim também ataca o Bolsonaro em uma campanha agressiva. O candidato, vulgo Xuxu, sempre em cima do muro, foi contra o impeachment da Dilma até o fim! Enrolou como bom camaleão e nunca explicou claramente sua defesa pela continuidade daquele Governo desastroso!

A agenda da esquerda radical (PT) prevê o desmantelamento das estruturas democráticas (que mentirosamente dizem defender) para implantar seu modelo falido e corrupto, como se vê em todo o mundo comunista. Para eles o bloco capitalista deve ser destruído. Pergunta: Em que países do mundo encontramos mais igualdade social, melhor distribuição de renda, mais segurança, mais dignidade, melhor ambiente de negócios para empreendedores, direitos humanos plenamente assegurados, liberdade de imprensa sem mordaça???

A resposta é óbvia. Certamente não se encontra tais condições nos países vitimados pela Esquerda com suas populações tristemente rendidas aos pés dos tiranetes genocidas. Mesmo com todas as evidências apontando para a falência de sua ideologia anacrônica e insana, querem convencer o mundo de que o capitalismo desses países prósperos é a origem de todos os males.

Para alcançarem seus objetivos e viabilizarem seu projeto de poder eles precisam destruir os valores judaico-cristãos, e assim desconstruir a sociedade em suas bases. Por essa razão intentam contra a fé cristã e seus valores. Acintosamente buscam meios como a monstruosa ideologia de gênero para atacar e desfigurar nossas crianças. Doutrinadas na infância, serão mais facilmente manipuladas depois. São contra Israel que representa a matriz espiritual da sociedade judaico-cristã e apoiam abertamente o Irã e todos os grupos anti-Israel do oriente médio. São anti-semitas e, por consequência, anti-cristãos.

Estamos diante de uma encruzilhada histórica. Quem faz a diferença nesses momentos são os militantes. Quem sempre fez a diferença na história foram os militantes, não importa o campo! A militância se dá em primeiro plano no campo da linguagem, da comunicação… Alguém tem que abrir a boca e falar! Esse artigo serve a esse propósito. Você talvez não tenha tempo para militar escrevendo textos como esse, mas, se reflete sua forma de perceber, pode, pelo menos, passá-los adiante. Pronto, falei!

Brasil acima de tudo! Deus acima de todos!

Ideologia fraudulenta

comunismo-mentira7486

Causa espécie ouvir militantes e parlamentares comunistas usando o termo democracia e apelando de modo apaixonado aos ideais democráticos como se fossem eles mesmos os pais da grande idéia. Em seu discurso melodramático fazem-se passar como aqueles que têm a missão sagrada de proteger a democracia contra as ameaças e achaques, pasmem, do capitalismo. Causa espanto ver a defesa enfática que fazem da fraude ideológica, política e econômica que é o comunismo, como se seus marxismos, leninismos, maoismos, fossem o próprio útero onde a democracia foi gestada e em cujos seios foi aleitada.

Como não se enrubecem? Como não se constrangem? Será que não lhes contaram a história por trás da história? Parece que lhes foi vendido um conto de fadas que nada se assemelha à Rússia de Stalin, à China de Mao, ao Vietnam de Ho Chi Min, ao genocídio de Pol Pot no Camboja! Milhões de vidas foram ceifadas pela sanha comunista em sua marcha violenta, maquiavélica, onde os fins sempre justificam os meios. Em se tratando de sua cruzada, graças a Deus, mal sucedida no Brasil, chega a ser risível (com todo respeito à memória dos que morreram) quando denunciam a truculência do período do regime militar. Quando se referirem àqueles anos como anos de chumbo, e ao número daqueles que foram mortos, pergunte-se-lhes quantos tombaram sob a mão de ferro do seu mentor na ilha de Cuba? 

O comunismo é, por natureza, violento e tem suas bases históricas fundadas no sangue de milhões. Stalin perseguiu e matou milhões de seu povo, Mao fez da China o maior campo de extermínio da história… Eliminam seus adversários desde sempre. Historicamente, é a representação mais encarnada e contundente da truculência, da violência contra os direitos humanos –  bandeira que descaradamente vivem arvorando em seus discursos anacrônicos e cheios de dolo. O século que passou tem material abundante para desmascarar a farsa que Vanessas, Lindbergs, Gleises e outros aloprados da família “da Silva” continuam apresentando como a melhor proposta para salvar o Brasil e curar suas mazelas. 

Sua máquina de propaganda enganosa que promete, tira mais do que entrega. Manipulando as emoções das massas, seu discurso soa como música aos ouvidos dos incautos, adolescentes, desinformados, rebeldes e iludidos… A experiência do comunismo no Brasil provou que mentem. Maquiaram a proposta com êxito e conseguiram fazer com que muitos acreditassem em sua nova versão mas, mais uma vez provaram que mentem, o que não se pode negar, pois a ideologia fraudulenta que defendem tem suas bases fundadas na mentira, na desonestidade. Não podemos fugir da da essência. Não se pode abraçar o comunismo e negar ou esquecer suas origens, do mesmo modo como não podemos seguir o Cristianismo sem abraçar o Cristo.

Com a crítica da Esquerda comunista não faço apologia nem defesa da Direita. Não posso, em minhas andanças pelo mundo, negar o que vi. Estive em países de matriz capitalista e comunista e encontrei realidades sociais e econômicas mui distintas. Não é necessário dizer onde se encontra direitos humanos assegurados, bem como melhor distribuição de renda e plena liberdade de expressão e consciência… Até mesmo eles sabem disso mas, desonestos, negarão, demonizando o capitalismo como sempre fazem. Novamente, insisto, não essa não é uma peça apologética da Direita. Estou velho demais para ser enganado pelo discurso desses velhacos, de esquerda, direita ou centro. O homem caído é uma fraude, do começo ao fim. Todos têm um modo peculiar de mentir, e métodos especiais de dissimular e esconder seus mal feitos. Ainda que alguns sejam bem intencionados, a maioria nutre intenções suspeitas. Desse modo, se não há esperança no homem, nem em suas formulações de governo, resta-nos escolher o menos pior!

 

Heróis sem caráter

2214490-4331-rec

Por Luiz Leite

Fui apaixonado pela Esquerda, entre outras drogas lícitas e ilícitas, em minha adolescência  e primeiros anos de idade adulta. Os jovens são, por natureza, idealistas, e por falta de exame profundo das ideologias que abraçam, iludidos. Por ter sido um dos tais, tenho paciência para com os comunistas dentro desta faixa etária. Minha paciência, entretanto, que não é de Jó, despenca vertiginosamente quando no trato com comunistas e delinquentes velhos. Neste ponto desconsidero o princípio de respeito e honra devido aos mais velhos e acato o conselho lúcido de Rui Barbosa que disse: “não se deixe enganar pelos cabelos brancos. Os canalhas também envelhecem.”

Uma das marcas da canalhice é a desonestidade. Seu modus operandi institucionaliza o desvio. Falta aos canalhas o pilar central do caráter. Parece que isto é bastante frequente entre os comunistas. Por pautarem sua agenda entre meias  verdades e mentiras, acabam se tornando uma usina de produção de heróis sem caráter. A biografia de quase todos os seus ícones sagrados, venerados como deuses (caídos), é manchada pela corrupção e pelo sangue de milhões de assassinatos chancelados por regimes dirigidos por facínoras (☆) como Stalin, Mao Tsé Tung, Pol Pot, Fidel, entre outras divindades menores. (☆) Se o termo “facínoras” incomoda, pergunte-se aos milhares de milhares de órfãos e viúvas desses regimes por um adjetivo mais apropriado.

No projeto de poder da Esquerda os fins são o que importa. Que se danem os princípios! Às favas com os valores cristãos! Para a esquerda o homem é centro e a própria “raison  d´être” (razão de ser). E Deus? Ora, apenas um instrumento para ludibriar e arrancar o voto e apoio dos pobres, geralmente crédulos. Vimos dia desses um arremedo de missa promovida pela Esquerda que deixou envergonhados e enfurecidos cristãos sinceros de todas as matizes. Eles rezam e fazem o sinal da cruz, mas desonram, pisam e repisam tudo aquilo que a cruz representa. Usam de tudo, até de setores da igreja que se rendem a volúpia pelo poder.

Sua maior arma, a propaganda ideológica, tem por munição a mentira, bem elaborada ou descarada. Gostam de se apresentar como paladinos da esperança, prometendo defender os direitos do indivíduo mas a primeira coisa de que lhe privam é o direito de pensar diferente. O que menos se pode verificar em sua cruzada libertária em favor dos oprimidos, é a  defesa dos humanos direitos. Capitalizam sobre a pobreza e, como ninguém, sabem manipular essas massas carentes de pão, inclusão e justiça. Operam como os barões do tráfico que compram o apoio  dos bolsões de pobreza das periferias carentes, oferecendo-lhes alguns poucos  benefícios enquanto desviam bilhões. Seu discurso paternalista  convincente que promete preencher tais lacunas, arrebata, fideliza e rende popularidade.

Em todos os cantos do mundo onde o engodo da Esquerda se instalou no governo,   aparelhou o Estado e fez calar, por todos os meios, as vozes dos seus contrários, suprimindo toda e qualquer forma de expressão democrática. Causa náusea ouvi-los usar  o termo democracia em seus discursos. São truculentos, mal intencionados e  intolerantes. E isto não sou eu, anti – comunista, que afirmo. É a história! A Esquerda é desonesta moral e intelectualmente. Esta desonestidade passa despercebida aos olhos dos simples pois vem sempre bem embalada, travestida de virtude. Ao afirmar a desonestidade da Esquerda, não estou com isso querendo dizer que a Direita seja o último bastião da verdade. A Direita também corrompe e é corrompida. A Esquerda, entretanto, aperfeiçoou o crime e o levou ao status de “estado da arte” em termos de corrupção. É voraz, violenta, subterrânea, dissimulada, e todo o rosário imenso de adjetivos irmanados a esses.

No Brasil vimos nesses dias ser levado para a prisão o demiurgo de Garanhuns, “a alma mais honesta que esse país jamais viu.”  Julgado e derrotado nas quatros instâncias, continua arrotando insultos à justiça e à polícia federal,  enquanto sua militância insiste em repetir o mantra de “presunção de inocência” como argumento irrebatível contra a suposta injustiça cometida contra o semideus de Pernambuco. Os 16 juízes que julgaram sua causa deveriam ser exonerados por incapacidade! Todos os outros atores do maior caso de corrupção da história (que até hoje veio à tona) admitiram seus crimes e fizeram “mea culpa” público. Os dirigentes da Esquerda que (des)governaram a nação por mais de uma década e protagonizaram a sangria bilionária de recursos públicos negam, desavergonhadamente, qualquer ilícito. Sem o menor pudor culpam a justiça por descobrir suas vergonhas. É mesmo difícil acreditar que alguém possa sustentar inocência por tanto tempo e sob uma tal avalanche de provas. Pois ele diz que vai faze-lo. Seus correligionários acreditam. Como historicamente os comunistas não creem em Deus, resta-lhes crer nesses simulacros mulambentos de deuses (Chaves, Maduro, Kim Jong-un…) que eles mesmos fazem! 
Espero, milhões comigo, que o semideus tupiniquim permaneça o resto dos seus dias em um presídio federal cumprindo a pena que lhe cabe. Espero também que o playboy de Minas Gerais, o velho dono do Maranhão, o camaleão coronel das Alagoas, bem como os demais sangue sugas da nação, sejam em breve alcançados pelo doce mão da justiça e terminem seus dias longe dos palácios de Brasília!

Pobreza, Messianismo Político e Caos

Qualquer pessoa poderia, a julgar por alguns dos meus artigos, chegar à conclusão rápida, de que sou um homem de Direita. Não me sinto confortável com o estereótipo. Mas, se “de Direita” significa a favor da família em seu modelo tradicional e contra o “casamento homossexual”, a favor da orientação pedagógica heterossexual e contra a ideologia de gênero, a favor de um Estado leve e contra o gigantismo estatal, a favor do mérito e contra o paternalismo (ou fisiologismo), a favor da educação e contra a truculência, a favor da liberdade de expressão e contra o amordaçamento dos contrários, a favor da liberdade de credo e contra o cerceamento desta mesma liberdade, a favor do Estado de direito e contra o aparelhamento do Estado por parte de tirenetes oportunistas, então não me incomodaria tanto com o rótulo.

Fato é que sou um homem que já não se acende nem se acirra com as cores e paixões ideológicas. Polarizei política e ideologicamente nos anos verdes da primeira juventude. Quem não o fez? Se você foi um jovem nos anos 80 e usou uma camiseta com a cara do “Che”, saberá do que estou falando. Não diria que os jovens, que à época diziam-se politizados, eram ignorantes. Eram simplesmente ingênuos. Pois hoje não tenho agremiação política. Todas faliram. O esvaziamento ideológico é uma característica marcante do homem pós-moderno mas esse estereótipo tampouco me definiria. O meu caso não se trata de efeito da pós modernidade, ou da modernidade líquida de Zigmunt Bauman. Foi Ortega y Gasset que chamou minha atenção para o desencanto com as paixões ideológicas. Meu encontro com Ortega y Gasset deu-se quando perambulava pelas ruas de Roma em 1993. Em uma frase grafitada em um velho muro da velha cidade o pensador dizia: “Defirnirse di destra, de sinistra, de centro, equivale a autodefinirse imbecille.”

Não faço, com isso, qualquer esforço para defender-me de um enquadramento ideológico. Quem já discutiu política comigo certamente me ouviu atacar a direita com pesadas críticas. Repito, como um mantra, que a elite (política e econômica) brasileira é burra! “Peraí – diria o leitor mais atento -, você estava falando da Direita política e agora está falando da elite… Intercambiando assim os termos você está dizendo que uma e outra coisa são a mesma coisa?” Sim, isto mesmo. A Direta sempre cuidou dos interesses da elite e a elite sempre cuidou dos interesses da Direita. Até aí não há nada de errado. O problema é que a Direita, cuidando dos interesses do capital, nunca lançou um olhar mais cuidadoso sobre o imenso contingente de pobres deste país, nunca teve uma agenda social que atingisse com contundência a perversidade da distribuição de renda no Brasil. E o pobre, mesmo analfabeto, se ressentia.

O ressentimento não era infundado. A casa grande sempre tratou com descaso a senzala. Todos os nossos governantes antes do desastre do lulopetismo, eram egressos da casa grande, das famílias mais abastadas ou das oligarquias políticas dos coronéis da velha escola. Falando em escola, os pobres, sempre escolados na escola da fome, da privação, aguardavam avidamente por alguém que lhes transmitisse o mínimo de consideração, que prometesse e cumprisse as promessas mais singelas e básicas, que lhes ajudasse, mesmo que minimamente, a romperem com a barreira da pobreza na qual se achavam encerrados por gerações, e desse aos seus filhos condições para que não viessem a perpetuar a história de humilhação a que se viram submetidos seus antepassados…

Pois o dia chegou em que um personagem, preenchendo todos os requisitos do messias das classes oprimidas surgiu no cenário e no horizonte da esperança das massas menos favorecidas. Este pequeno roteiro é como uma receita de bolo. É neste mesmo contexto sócio-econômico que se deu a guinada e ascensão de todos os líderes populistas, desde Antonio Conselheiro a Villa, de Lenin a Pol Pot, de Franco a Mussolini, de Castro a Chaves… A lista é grande. O Petismo simplesmente seguiu a receita. Nos dias de seu surgimento, Capitalismo e Comunismo ainda digladiavam-se numa luta encarniçada que havia resultado em revoluções e mortes em por todo o mundo. O Comunismo, que como vimos nos últimos anos, dividiu a sociedade brasileira em vários aspectos, naqueles dias pregava com muito mais vigor a luta de classes, conceito marxista que aponta a tensão e o conflito entre as classes como inevitável e necessário. Em seu delírio, o conflito de classes só termina quando houver uma só classe. Desse modo, nivelam a todos por baixo, reduzindo todos à pobreza. Só assim o Estado pode se apoderar de todos os meios de produção. Na mente comunista, em sua pretensão mirabolante, deve prevalecer apenas uma orientação para conduzir o Estado, que é aquela que procede da cartilha de Marx. Todas as demais devem ser banidas. A ilusão da ditadura do proletariado estava para concretizar-se e o Petismo encontrava-se muito bem posicionado para fazer o melhor uso da oportunidade. Trazia no discurso o vocabulário democrático, mas seus ideais eram outros.

É curioso (e também vergonhoso) ouvir parlamentares comunistas se utilizarem do conceito Democracia e Estado de Direito em sua melopéia no Congresso Nacional (Câmara e Senado). Vimos no último congresso do Foro de São Paulo, em Manágua, na Nicarágua, para nossa vergonha e constrangimento a Senadora Gleisi Hoffmann, que frequentemente recorre aos termos Democracia e Estado de Direito em seus sofríveis pronunciamentos na tribuna do Senado, louvar a ditadura Castrista, e comunicar total apoio do PT ao governo truculento e anti-democrático de Maduro, na Venezuela. Diz a presidente do Partido: “O PT manifesta seu apoio e solidariedade ao governo do PSUV, seus aliados e ao presidente Nicolás Maduro frente à violenta ofensiva da direita contra o governo da Venezuela e condenamos o recente ataque terrorista contra a Corte Suprema. Temos a expectativa que a Assembleia Constituinte possa contribuir para uma consolidação cada vez maior da revolução bolivariana e que as divergências políticas se resolvam de forma pacífica”. Como tal pessoa e tal partido podem falar de Democracia? Em seu ideal comunista não há lugar para opiniões diferentes e divergentes. Como ousam falar em Estado de Direito? Sabemos bem o que aconteceu com a oposição em todos os regimes onde o Comunismo se instaurou!

O discurso esquerdopata que, seguindo o Manifesto Comunista promete a extinção da desigualdade, soa como música aos ouvidos dos pobres. O PT soube, como ninguém, vender sua utopia e explorar o poder de voto deste batalhão de desfavorecidos ávidos por inclusão. Conquistaram milhões dando-lhes aquilo que mais ansiavam. E o que pediam? Ora, não muito. Tanto que, com tão pouco, estavam contentes. Queriam comer frango, tomar refrigerante, comprar um carro, mesmo usado e, em adição, se possível, ver os filhos cursando o ensino superior… Ora, ninguém pode negar que o PT fez isso! por outro lado, ninguém pode afirmar que a Direita jamais fez isso! Neste ponto tenho que repetir que a Direita é burra! Não só isto! Insensível até! Poderia ter feito muito e mais… Alguém poderia dizer: Mas a ideia do Bolsa Família, entre outros programas sociais já existia… Sim, mas era apenas migalha e nunca impressionou ninguém! Se a Elite burra (política e econômica) não mudar seus programas e não voltar os olhos para essa gente, o lulopetismo ainda pode causar muito transtorno. 

Em política, pobre significa arma, oportunidade, poder, capital político. Com um líder que fala a língua da pobreza e conhece a realidade de outros Brasis que não aquele da avenida Paulista, o PT, adotou os pobres com seu discurso paternalista de todos os populismos que viscejam em meio à miséria. Pobreza e Messianismo político sempre resulta em caos, e sempre surge onde há miséria e desinformação. Desse modo, eletrizaram os milhões que os levaria e os manteria no poder por longos e catastróficos 13 anos. Poderiam se perpetuar no poder por décadas se não fossem tão corruptos. A Direita é burra, mas para nossa sorte, a Esquerda também o é! Menos trágico se fossem apenas burros, mas para nosso desespero são burros e desesperadamente corruptos. Aparelharam o Estado e acharam que poderiam fazer o que quisessem sem prestar contas a ninguém, deslumbrados que estavam. Assaltaram os cofres do tesouro, e destruíram com a voracidade de um cardume de piranhas, em pouco tempo, aquilo que, pela herança do governo anterior e pela convergência de fatores positivos dos mercado internacional, haviam colhido. Levaram o país ao caos político e econômico, expuseram a nação ao ridículo e protagonizaram o maior caso de corrupção da história.

Enfim, Coxinhas e Mortadelas, lideranças e militância, são apenas dois flagrantes constrangedores de uma mesma classe política (não necessariamente o povo, mas os Renans, Jucás, Gleisis e Dilmas…) que causa entojo, ascídio, asco, repulsa, fastio, estuação, talassia, aversão, náusea, desgosto, enjôo, e todos os demais adjetivos que o dicionário apresentar como sinônimo. Ou nos esclarecemos politicamente ou continuaremos a passar muita raiva nas mãos de governos sempre perdulários e irresponsáveis, conduzidos por políticos de baixíssimo nível, em quase todos os aspectos. Acredito que já temos sido demasiadamente abusados por essas raposas. É tempo de dar-lhes o troco, sejam as raposas de Esquerda, Direita ou Centro! Sem paixões. Sem estima por agentes da corrupção. Sem imbecilidade política, afinal como disse Ortega y Gasset: “Defirnirse di destra, de sinistra, de centro, equivale a autodefinirse imbecille.”

 

 

 

 

 

 

 

 

Esquerdismo — a infância da política

bizarro-politico

Esquerdismo — a infância da política

Por Luiz Leite

A infância é geralmente caracterizada por um conjunto de comportamentos marcados por pequenas inconsistências, até certo ponto toleráveis, próprias de um indivíduo que ainda não atingiu a idade madura. Dirigida por sentimentos e uma série de pulsões primitivas, a criança é regida pelo princípio do prazer, conceito freudiano bastante comum no estudo e descrição do psiquismo infantil. Por óbvia inferência, nesta fase a razão e o bom senso ainda não orientam o pensamento e nem regulam a ação. Desse modo, não se pode esperar de uma criança, grande elaboração de ideias e, tampouco, um comportamento que leve em consideração as regras e demandas do universo adulto. Embalada por fantasias e medos, a criança não tem condições psicológicas nem cognitivas para fazer leituras e interpretações balanceadas da realidade complexa que a envolve.

A termo “infância” geralmente remete-nos à cronologia da vida biológica, e quando nos referimos à essa infância estamos falando de uma fase, um estágio no desenvolvimento de um ser humano quando corpo e mente ainda não atingiram sua maturidade. A medida de anos que estabelece quando se atinge a maturidade biológica é fixada por uma régua relativamente bem definida. Existem, porém, outras infâncias e adolescências. Podemos considerar uma infância ou adolescência espiritual, uma infância emocional/psicológica, bem como uma infância ou adolescência intelectual, política, ou até mesmo financeira… Não existe, para esses casos, um período que defina o fechamento dos ciclos. Um indivíduo pode chegar aos 40 anos de idade cronológica e, apesar de ter alcançado a maturidade biológica plena, apresentar um comportamento de um garoto de 15!

Quando eu era menino, – diz o apóstolo Paulo em sua carta aos Coríntios, – falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. (1 Co 13:11) No contexto da cultura de Paulo, e por extensão, em todo o mundo antigo, não havia o conceito da adolescência. Dava-se um pulo, direto da infância, para a vida adulta. Talvez o caso mais extremado seja o caso de Esparta, onde os meninos, “depois de passarem os primeiros 7 anos de vida com a família, eram enviados para centros de treinamento para serem educados e transformados em guerreiros. Até os 11 anos, o jovem espartano passava pelo primeiro ciclo, a meninice, em que recebia o treinamento militar básico.” Assim, a chamada meninice dos 7 aos 11 anos, era dedicada a treinamento militar básico. Não havia refresco!

A sociedade ocidental moderna mudou muito. Em alguns aspectos, para melhor, em outros, não tanto. Os rituais de passagem nas sociedades antigas, marcavam a transição de fases e, de certo modo, ajudavam o indivíduo a se posicionar e assumir responsabilidades acerca de seu novo papel. Nesses nossos dias, amadurecer e assumir responsabilidades não é algo tão comum como se deveria esperar. Muitos amadurecem fisicamente mas psicologicamente permanecem meninos, manhosos e chorões. Poucas coisas são tão constrangedoras como uma pessoa adulta (faça-se aqui as devidas concessões) vivendo uma relação permanentemente parasitária, às custas de outrem. É absolutamente embaraçoso ver um indivíduo adulto querendo ter suas necessidades supridas por outros meios que não seus próprios méritos.

Os movimentos sociais de esquerda funcionam mais ou menos assim. É a política da primeira infância. A política do “Eu quero porque quero!” é muito perigosa. A criança, segundo a psicanálise, é um perverso polimorfo. Não importa se é do outro… Se não me der eu grito, esperneio, mordo, bato, puxo os cabelos, sem dó…O esquerdismo é infantil em muitos aspectos, por essa razão barulhento, e por definição, baderneiro, desordeiro… Consegue, em casos, até chegar à idade juvenil, mas raramente amadurece. Os arroubos de idealismo incendiados por muita paixão e pouca reflexão, exercem forte apelo ao psiquismo infantil. Não é por outra razão que seduzem as massas que, sem consciência crítica, como crianças, são facilmente encantadas e mobilizadas.

Identifica-se no discurso da ideologia política de esquerda um conteúdo alienante e em nada libertário como querem fazer crer seus ícones. Estados de orientação comunista, seja leninista, maoista, ou de qualquer outra ordem, já provaram-se, historicamente, um erro. Suas populações são infantilizadas e, em diversos aspectos,  impedidas de amadurecerem. Como poderia amadurecer intelectualmente e espiritualmente um povo que tem seu acesso à informação e sua liberdade de expressão cerceada pelo Estado? Até hoje na Rússia existem pessoas que não sabem quem foi Nicolau II, seu último imperador! Mesmerizados pela máquina da propaganda estatal que projeta o ego grandioso de seus líderes, como crianças, olham para as estátuas majestosas como se fossem verdadeiros deuses. O Estado e seus governantes são divindades substitutas (digo isto em meu livro Eles Profanaram o Sagrado) e o culto a eles toma lugar das religiões comumente banidas ou reprimidas. Governantes corruptos, desonestos, frequentemente perversos, são venerados como salvadores. É a figura do pai totêmico. Ainda que estejam completamente errados e em débito para com a justiça, faz-se sacrílego aquele que ousar apontar seus crimes. Vê-se claramente nesses grandes experimentos sociais a infantilização de populações inteiras.

Quando eu era menino pensava como menino e como menino abracei a ideologia de esquerda. Justiça social era um tema que me incendiava. A perversa distribuição de renda no Brasil, país injusto e desigual, era a prova que eu precisava para adotar a ideia de que os fins (a promoção da justiça) justificavam os meios (O achaque dos mais ricos). Deveríamos tirar dos mais ricos e dar para os mais pobres. Isto soa muito bonito aos ouvidos de uma criança mas não pode fazer sentido algum aos ouvidos de uma pessoa madura. O discurso esquerdista é infantil, bestializante e mal intencionado. Só se rende aos seus apelos aqueles que são muito românticos (ingênuos) e pouco maduros, psicológica ou intelectualmente. À propósito, veja-se o que um certo Sr. Maduro está fazendo com um lindo país, logo ali do outro lado da fronteira! Qualquer pessoa amadurecida espiritual, psicológica e intelectualmente há de chegar à conclusão que o princípio do prazer – que rege o universo infantil do “eu quero e eu quero agora!” – é a marca inequívoca dos movimentos e regimes de esquerda.

A julgar pelos regimes comunistas ou, se não tanto, simpáticos ao comunismo e de orientação esquerdista, o que se pode observar é estarrecedor. A truculência e a opressão do mais forte governam com mão de ferro, do mesmo modo que acontece com as crianças nas brincadeiras na rua ou no pátio da escola. Como delinquentes juvenis, não querem estudar, não querem trabalhar, e sempre encontram alguém a quem culpar por aquilo que lhes falta. Verifica-se o caos, a baderna administrativa, a sangria dos recursos, a corrupção endêmica, em todos eles, desde a China ao Equador, da Rússia à Venezuela, da Coréia do Norte à Cuba. É óbvio, que nesses “paraísos” onde os pobres são tratados de modo tão “paternal”, a imprensa não pode noticiar, a polícia não pode investigar e o judiciário não pode emitir sentenças… Estão amordaçados!

Em nosso país, o desastre em que nos envolvemos nos expôs ao ridículo diante dos olhos do mundo. Estamos constrangidos e embaraçados… Temos vergonha de um país do qual devíamos nos orgulhar… Se por um lado o vexame nos fez enrubescer, por outro lado podemos ter algum alento e até mesmo dizer graças a Deus, por termos tido nossas vergonhas expostas. É a oportunidade de reconstruir um novo país. Um fato recente, o rompimento da barragem de rejeitos em Mariana, Minas Gerais, é uma parábola triste e que aplica muito bem ao mar de lama em que se encontra nossa administração pública. O dano causado vai levar anos para recuperar, como serão necessários muitos anos para recuperar o nosso, um dia belo e hoje triste Rio Doce. Mas, a lição não pode se perder. O Governo de uma nação como essa não pode ser confiado à crianças, a delinquência juvenil, à irresponsabilidade de baderneiros esquerdistas. Se, entretanto, aqueles que se julgam maduros não tomarem a frente, em uma verdadeira cruzada, os tais baderneiros, para o nosso pesadelo, podem voltar, porque eles falam a linguagem dos infantes, e para o nosso espanto, a maior parte daqueles que tem o poder de voto, não amadureceram ainda (intelectualmente) e são, como já fartamente verificado, massa de manobra fácil. Como já disse Dostoievski, “Pode-se dizer tudo a uma criança – Tudo!” 

 

 

Abismo Imponderável

10

Abismo Imponderável

Por Luiz Leite

Vivemos tempos de grande inquietação política e nos encontramos em uma perigosa encruzilhada ideológica. Custa acreditar que a doutrina comunista, já há algum tempo dada como ultrapassada e moribunda, pudesse voltar a nos assombrar com seu discurso e práticas. Olhávamos com desdém para as legendas anãs que levantam bandeiras vermelhas em marchas e protestos pelo Brasil afora. Este povo – pensávamos – está na contra mão da história. Não podíamos sequer imaginar o quê estava sendo gestado bem debaixo dos nossos olhos!

Despertarmos apavorados com o resultado das urnas no dia 26 de outubro, que muitos afirmam ter sido fraudado. Dentre os milhões de revoltados, um cidadão brasileiro tomou uma atitude inusitada ao enviar uma petição ao governo americano através do site da Casa Branca rogando a Washington atenção com respeito aos rumos que o Brasil está tomando. Mais de uma centena de milhares de pessoas já assinaram a tal petição que nesses dias é uma das petições mais acessadas do site. Eis o tamanho da inquietação! A petição lê:

Nós peticionamos o governo Obama para: Se posicionar contra a expansão bolivariana comunista no Brasil promovida pelo governo de Dilma Rousseff. Em 26/10, Dilma Rousseff foi reeleita e continuará o plano de seu partido de estabelecer um regime comunista no Brasil — nos moldes bolivarianos propostos pelo Foro de São Paulo. Nós sabemos que, aos olhos da comunidade internacional, a eleição foi integralmente democrática, mas as urnas usadas não são confiáveis, além do fato de que a cúpula do Judiciário é, em sua maioria, de membros do partido vencedor. Políticas sociais também influenciaram a escolha da presidente e as pessoas foram ameaçadas com a perda do benefício de alimentação caso não reelegessem Dilma. Conclamamos uma posição da Casa Branca em relação à expansão comunista na América Latina. O Brasil não quer e não será uma nova Venezuela, e os EUA que (sic) precisam ajudar os promotores da democracia e da liberdade no Brasil.”

Temos razões, e não poucas, para estarmos assustados. Há 12 anos no poder, o PT caminha para mais quatro anos no governo. A ditadura do proletariado está se instaurando de maneira inequívoca, quando observamos os mecanismos de aparelhamento do Estado sendo largamente utilizados. Queira Deus não venhamos nos precipitar, ou ser precipitados no abismo imponderável desta absurda e anacrônica involução que está varrendo a America do Sul. O Foro de São Paulo, encontro anual da esquerda radical latino americana que reúne o que existe de mais retrógrado no pensamento político e econômico, vem tomando força ano após ano. Sua agenda é clara. Para essa gente os fins justificam os meios. Após o mandato da Dilma ainda teremos que enfrentar o retorno do maior falastrão da história da República, o parlapatão que fala de tudo mas não sabe de nada. Se vencer a corrida para o Planalto em 2018 então teremos estendido o pesadelo por mais 1460 longas noites!

Muitas coisas podemos aprender com a história recente. Um ou outro cientista político anteviu o que aí está e levantou a voz em tom de alerta, poucos, entretanto, os levaram a sério. A elite política desse país é burra, indolente e arrogante. O PSDB que deveria fazer oposição ao PT teve, por doze anos, a oportunidade de reprimir, pelos meios democráticos, a sanha e o desvario petista. Calaram-se sabe-se lá por que. Deixaram para abrir a boca na reta final da campanha. É lógico que já não teriam tempo. Ingenuidade? Duvida-se. Conluio? Quiçá. Ainda não se interpretou de modo definitivo a razão por trás de uma atuação tão pífia, tão patética. Fato é que, sem oposição vigorosa, o PT velejou em águas tranquilas. E do PMDB, o que poderia se esperar? Nada! Como todos com o mínimo de educação política devem saber, é um partido que dança conforme a música, não se importando nem mesmo se o convite para dançar proceda do diabo.

Estamos em maus lençóis. Quem tem projeto de poder e planejamento estratégico sério mesmo é o PT. Eles chegaram para ficar, e isto por cem anos! O que já acontece em Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia, Argentina, está acontecendo aqui. Como o partido de Chaves, de Rafael Correia, de Morales, dos Kirchner, entre outros, o PT já se apoderou do poder e temo que não sairá de lá por meios democráticos. Estão dispostos a usar todas as armas que lhes garanta a perpetuidade. Sim, o quadro político não é bonito não! Não se trata de alarmismo. O tiranete da Venezuela Nicolás Maduro, vibrando declarou que a vitória de Dilma “vem reforçar todas as forças revolucionárias do continente”.

Não se trata de alarmismo. É simplesmente como a coisa está desenhada diante dos nossos olhos.