Poema I

Por trás desse seu riso convincente…

Por Luiz C Leite

Está escrito no livro de Deus que há tempo pra tudo…

Há tempo pra falar, desabafar, tempo pra ficar mudo…

Há tempo de cair na gargalhada e fazer troça dessa vida;

Há tempo de recolher no canto e lamber a ferida…

Nem tudo é tão claro e evidente como quer parecer;

Por trás desse seu riso convincente há um outro voce…

É sua natureza em pé de guerra nesse eterno conflito;

É sangue, é suor, é riso, é dor…é silêncio, é grito!

Eu grito…eu grito de alegria passageira…é gol no futebol!

Eu choro num silêncio altissonante, choro em mi bemol…

E assim eu vou levando essa toada no compasso dessa lida;

Eu que já fui capoeira, parabelo, hoje sublimo a briga…

**************************************************************

 NADA ERA DELE

Inspirado em Stanley Jones

Disse um poeta um dia,

fazendo referência ao Mestre amado:

“O berço que Ele usou na estrebaria,

por acaso era dEle?”  

 – Era emprestado!

 E o manso jumentinho,

em que, em Jerusalém, chegou montado

e palmas recebeu pelo caminho,

por acaso era dEle?

– Era emprestado!

 E o pão – o suave pão

que foi por seu amor multiplicado,

alimentando toda a multidão -,

por acaso era dEle?

 – Era emprestado!

 E os peixes que comeu

junto ao lago e ficou alimentado,

esse prato era seu?

 – Era emprestado!

 E o famoso barquinho?

aquele barco em ficou sentado,

mostrando à multidão qual o caminho,

por acaso era dEle?

 – Era emprestado!

 E o quarto em que ceou

ao lado dos discípulos, ao lado

de Judas, que o traiu, de Pedro, que o negou,

por acaso era dEle?

 – Era emprestado!

 E o berço tumular,

que, depois do Calvário, foi usado

e de onde havia de ressuscitar,

o túmulo era dEle?

 – Era emprestado!

 Enfim, NADA era dEle!

Mas a coroa que ele usou na cruz

e a cruz que carregou e onde morreu,

essas eram, de fato, de Jesus!”

 Isso disse um poeta, certo dia,

numa hora de busca da verdade;

mas não aceito essa filosofia

que contraria a própria realidade…

O berço, o jumentinho e o suave pão,

os peixes, o barquinho, o quarto e a sepultura,

eram dEle a partir da criação,

“Ele os criou” – assim diz a Escritura…

 Mas a cruz que Ele usou

– a rude cruz, a cruz negra e mesquinha

onde meus crimes todos expiou,

essa não era Sua,

ESSA CRUZ ERA MINHA!

Goiânia, 21/09/1955

Um comentário sobre “Poema I

  1. NADA ERA DELE
    Inspirado em Stanley Jones

    Disse um poeta um dia,

    fazendo referência ao Mestre amado:

    “O berço que Ele usou na estrebaria,

    por acaso era dEle?”

    – Era emprestado!

    E o manso jumentinho,

    em que, em Jerusalém, chegou montado

    e palmas recebeu pelo caminho,

    por acaso era dEle?

    – Era emprestado!

    E o pão – o suave pão

    que foi por seu amor multiplicado,

    alimentando toda a multidão -,

    por acaso era dEle?

    – Era emprestado!

    E os peixes que comeu

    junto ao lago e ficou alimentado,

    esse prato era seu?

    – Era emprestado!

    E o famoso barquinho?

    aquele barco em ficou sentado,

    mostrando à multidão qual o caminho,

    por acaso era dEle?

    – Era emprestado!

    E o quarto em que ceou

    ao lado dos discípulos, ao lado

    de Judas, que o traiu, de Pedro, que o negou,

    por acaso era dEle?

    – Era emprestado!

    E o berço tumular,

    que, depois do Calvário, foi usado

    e de onde havia de ressuscitar,

    o túmulo era dEle?

    – Era emprestado!

    Enfim, NADA era dEle!

    Mas a coroa que ele usou na cruz

    e a cruz que carregou e onde morreu,

    essas eram, de fato, de Jesus!”

    Isso disse um poeta, certo dia,

    numa hora de busca da verdade;

    mas não aceito essa filosofia

    que contraria a própria realidade…

    O berço, o jumentinho e o suave pão,

    os peixes, o barquinho, o quarto e a sepultura,

    eram dEle a partir da criação,

    “Ele os criou” – assim diz a Escritura…

    Mas a cruz que Ele usou

    – a rude cruz, a cruz negra e mesquinha

    onde meus crimes todos expiou,

    essa não era Sua,

    ESSA CRUZ ERA MINHA!

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