Blaise Pascal

Blaise e Deus

Por Luiz C Leite

Enquanto algumas das mentes mais brilhantes já vistas, decidiram combater e ridicularizar a fé no Deus da Bíblia Sagrada, alguns outros se deixaram vencer pelo incrível apelo das Escrituras e pelo maravilhoso conteúdo da mensagem do Evangelho. Um desses grandes vultos foi Blaise Pascal (1623-1662), filósofo, matemático e físico francês, considerado, sem exagero, uma das mentes mais privilegiadas da história intelectual do Ocidente. Disse ele sobre o Evangelho:

“Para mim, a mensagem do Evangelho é irresistível. Sendo como sou, cheio de concupiscência, orgulho, inveja, maldade, ódio e de uma falsa virtude, e tudo isto tendo me causado muita infelicidade, o Evangelho da graça de Deus, da redenção de Cristo, da regeneração e da santificação do Espírito Santo me é simplesmente irresistível. E não consigo entender por que ele não seria igualmente irresistível para todos os mortais nascidos de mulher”.

Pascal abraçou a religião quase no final de sua vida. Defendia a idéia de que a fé é razoável, mesmo que não se possa demonstrar a existência ou inexistência de Deus; os benefícios de se crer em Deus, dizia ele, se efetivamente existir, superam em muito as desvantagens desta crença caso seja falsa.

A mesma coisa que fascinou Pascal certamente continua fascinando milhões de pessoas pelo mundo afora. A proposta do Evangelho é, sem dúvida, a mais inteligente proposta que o homem já recebeu. É lastimável, no entanto, que esta maravilhosa proposta esteja tão enxovalhada pelas incoerências dos mestres da religião os quais tem conseguido a inacreditável façanha de tornar sem graça e tedioso o convite de Deus aos homens por meio de Jesus.

Assim como os judeus conseguiram tornar o projeto de Deus para Israel numa religião enfadonha, pesada e obscura, a igreja de igual forma conseguiu aleijar a fé cristã, tornando a proposta mais inteligente já feita ao homem, uma coisa a ser evitada por muitos. O encanto e a graciosidade da proposta de Jesus perderam-se em meio a um grandioso número de inconsistências que desfiguram tão completamente o evangelho a ponto de nos perguntarmos: “O que isto tem a ver com o ensino de Jesus?”

A religião tem, em muitos casos, operado de forma a contrariar muito daquilo que ela mesma advoga. As lamentáveis guerras religiosas que ocorreram no desenrolar dos séculos têm prestado um desserviço enorme à causa daqueles que procuram promover a mensagem de Deus. Ainda assim, apesar de tantas incoerências, o coração dos homens, sedento por resolver o problema de Deus, não se tem deixado esmorecer.

Extraido de A Inteligencia do Evangelho de Luiz C Leite

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