Epístola Geral aos Cristãos da Era Digital

1Por Luiz Leite

Aos irmãos e irmãs internautas espalhados por todos os cantos do mundo, conectados na grande rede internacional de compartilhamento de dados, a Wide World Web, graça e paz da parte do Senhor Jesus Cristo.

O Deus revelado nas Escrituras Sagradas ama a comunicação, é extremamente comunicativo, e melhor, interativo também. O Eterno leva a comunicação a sério. Por toda a história faz uso de todas as mídias disponíveis. Comunica-se através de mensageiros, anjos ou homens, através de sonhos e sinais, através de livros, muitos livros… Falando em livros, no Livro Dele se nos comunica muitos segredos. É lá que se revela um dos maiores mistérios acerca da nossa origem. Podemos nos sentir lisonjeados com o que ali se revela acerca de nós! Pode até parecer pretensioso da parte do homo sapiens mas, segundo as Escrituras Sagradas, fomos criados conforme a própria imagem e semelhança deste Deus! Sendo o Criador um Deus comunicativo e que confere à comunicação tão grande importância, não poderíamos ser diferentes. Fomos formados, segundo o salmista (Sl 139), de modo “assombrosamente maravilhoso”, e uma das maravilhas da nossa criação é a linguagem. Somos seres de linguagem.

Fomos estruturados linguisticamente, por essa razão a comunicação está na própria base do exercício da nossa humanidade. Somos profundamente influenciados por mensagens, e, através delas esculpimos nosso mundo e damos forma à nossa realidade. Jesus afirma que nem só de pão vive o homem. O pão sustenta o edifício físico mas o homem não é meramente uma cadeia de carbono ambulante. O homem precisa de palavras, de mensagem para viver. De toda palavra que procede da boca de Deus, disto viverá o homem, arrematou o Mestre. E se tal mensagem não proceder da boca de Deus, segundo Jesus, tal mensagem contaminará o homem e eventualmente poderá vir a matá-lo! Ainda, segundo Jesus o que contamina o homem, não é o que entra pela boca, mas o sai dela.   

Mensagem é coisa séria. O livro que você lê, a música que ouve, os filmes a que assiste, os sites por onde navega, tudo pode afetar… Somos o que somos, com qualidades e defeitos, forças e fraquezas, por causa das mensagens recebidas e assimiladas ao longo de nossa história. Somos seres altamente sugestionáveis. Mensagens nos programam, nos impulsionam, nos dirigem, nos inspiram, nos alegram, nos libertam… O oposto também sempre é verdadeiro.

Vivemos hoje um tempo de grande revolução em termos de linguagem e comunicação. Os meios através dos quais a linguagem trafega em nossos dias são muito rápidos, instantâneos. A Internet é a grande responsável por esta revolução, a maior revolução no universo das comunicações desde a invenção da imprensa de tipos móveis. Mensagens são o material que movem e preenchem o universo da internet; São a verdadeira substância da qual se forma a realidade virtual na qual estamos cada dia mais imersos. Os encantos, acenos, engôdos e perigos desse novo mundo já tem causado muito prejuízo à muitos. O novo sempre choca, escandaliza, mas é inevitável. Como diz o poeta popular, “o novo sempre vem”. A Internet chegou nos anos 90, o que para minha geração é fenômeno recente. Veio como uma ferramenta poderosa e de múltiplas aplicações. Pode tanto informar como desinformar. Pode edificar como destruir. Pode, tanto iluminar como escurecer, esclarecer como confundir. Enfim, pode ser uma benção, mas também pode ser motivo de tropeço.

Espaço livre onde todos publicam o que querem, cumpre a quem faz uso dela filtrar seus conteúdos. Desse modo, não dê crédito a tudo que se encontra por lá. Há mais lixo e desinformação do que se possa imaginar. Se você se deixar levar por teorias conspiratórias, ataques constantes à fé cristã, questionamentos acerca da Bíblia e seus ensinos, contestação dos valores de família, sexualidade, entre outros, logo, logo, você poderá se encontrar intelectualmente confuso, psicologicamente instável, socialmente deslocado e espiritualmente doente, senão morto! 

O apóstolo João em sua primeira Epístola alerta os cristãos de ontem e de hoje dizendo: “amados não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.” (1 Jo 4.1) Em nosso contexto os falsos profetas não são apenas aqueles que, dentro do universo da religião, distorcem a ortodoxia e forjam heresias. A expressão aplica-se de modo geral à todos aqueles que distorcem os valores e difundem mentiras como se fossem verdade para que tenham justificados seus caminhos e práticas.

Por trás de cada mensagem há um espírito, seguindo uma ideologia qualquer, com uma intenção específica. Não devemos tomar por verdade artigos, fotos, vídeos, documentários que circulam pela Internet pedindo nossa atenção e reivindicando defender a verdade acerca disso ou daquilo. A verdade está em Jesus e sua doutrina. A última palavra sobre o homem e seu destino temporal ou eterno encontra-se em Jesus, o resto é especulação! Não se deixe desvirtuar em seu caminho, não se deixe levar por qualquer “vento de doutrina”, especulações fantasiosas e ideologias que surgem no universo da realidade virtual. Fazendo lembradas as palavras do apóstolo Paulo, “tudo nos é lícito mas nem tudo nos convém”.

A Internet oferece todo tipo de conteúdo. Cumpre a cada um entreter-se com aquilo que é bom e lançar na lixeira aquilo que não presta! 

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus, o Pai, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos nós!

Para ler, refletir, ser edificado espiritualmente e intelectualmente visite:

Site da igreja:

http://www.igrejavidacomcristo.com

Blog do Luiz leite:

http://www.luizvcc.wordpress.com

Coluna de luiz leite no portal guiame:

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País sem vergonha! 2

vergonha do senado

Por Luiz Leite

Às vezes penso que somos um povo dissimulado e covarde. Às vezes tenho certeza! O brasileiro foge do confronto. Está na cara que o brasileiro é um molóide! Nos idos dos anos oitenta, em uma viagem a trabalho do Rio a Salvador ouvi de um alemão, diretor da multinacional em que eu trabalhava, que o Brasil, apesar da riqueza disponível, jamais seria uma super potência. Ofendido, quis logo saber porque desconsiderava daquele modo um país continental. Ele, com a fria objetividade alemã respondeu: Porque vocês não são de briga! São muito mansos! Eu que já lia nas entrelinhas fiquei indignado. O que ele estava dizendo na verdade, de modo semi-cifrado, é que éramos um bando de borrabotas! Fiquei, por muito tempo, brigado com o alemão. Levaria muitos anos para compreender e aceitar aquela verdade amarga.

Os fatos que se desenrolaram diante dos meus olhos atônitos nos 30 anos que se seguiram provaram que a tese do alemão estava embaraçosamente correta. Nós somos mesmo um povo sem disposição para o combate, por mais que a letra do hino nacional  diga que um filho do Brasil não foge à luta. Foge, e foge mesmo! Estamos em guerra. Nossa guerra é diferente. Dá-se de um modo manhoso, preguiçoso, medroso… não temos disposição suficiente para irmos até às últimas consequências… na verdade temos medo das últimas consequências, por essa razão um punhado de homens maus exerce o domínio sobre outros tantos milhões de homens que seriam até bons se não fossem tão medrosos e omissos! Veja-se, por exemplo, o caso do tráfico no Rio de Janeiro. O Estado se comporta de modo covarde no confronto com o crime ao permitir que grandes setores da cidade maravilhosa sejam governados pela bandidagem. Os meliantes estabelecem um estado dentro do Estado, legislam e controlam a vida de milhões, e mesmo quando presos, continuam coordenando operações milionárias de dentro dos presídios federais. Que droga de país é este?

É um país de homens pacíficos ou um país de homens patetas? Lutamos por um dia, dois, mas logo queremos pausa para o futebol, o churrasco… saímos às ruas de vez em quando declarando-nos enfurecidos, mas ninguém quer sujar as roupinhas no protesto! As hienas no poder, que compreendem bem a psicologia das massas e o comportamento do gado, fazem pequenos recuos e pequenas concessões e logo a brasileirada frouxa se aquieta novamente. Enquanto isso os barões do tráfico das drogas nos morros do Rio e os barões do tráfico de influência, entre outras coisas, nos palácios de Brasília, seguem engendrando seus esquemas. Business as usual.

Como toleramos tanto desmando? Não bastasse a crise política e a corrupção endêmica que já se desenrolam há anos minando as forças da nação, não bastasse o desmanche da economia e o subsequente empobrecimento da população, não bastasse a violência urbana que revela a ineficiência do Estado em proporcionar segurança aos seus cidadãos, não bastasse o sistema de ensino, um dos piores do mundo, não bastasse a saúde precária… Não bastasse as falanges da esquerda, da direita, do centro, das empreiteiras, do Supremo, do Congresso, dos doleiros, dos marqueteiros, agora temos mais uma falange querendo se impor sobre essa terra que parece de ninguém!

Quando se pensava que não havia mais o que piorar, uma investida nada sutil, pelo contrário, ruidosa e ostensiva, vem forçando a barra tentando marcar posição e ganhar espaço, aproveitando-se do caos em que o país se encontra. Agora a comunidade LGBT também reivindica um naco do Brasil, afinal isto aqui está uma verdadeira casa da mãe joana! O deputado federal Jean Wyllys e a deputada federal Erika Kokay, maiores representantes da liga gay, resolveram começar pelas crianças. Querem desconstruir a família como a conhecemos, desautorizar a autoridade dos país sobre a educação de seus filhos e legislar acerca de como as crianças devem ser orientadas em sua sexualidade… É difícil acreditar na ousadia dessa gente, tamanho o acinte! Investindo contra tudo e contra todos, erguem o punho e a voz e exigem que as leis sejam mudadas para acolher a nojenta noção que nutrem de mundo moderno. Desnecessário dizer, uma agressão contra a família, um atentado contra infância. A agenda LGBT intenta corromper a sociedade em suas bases para assim molda-la segundo o padrão da anomalia, da aberração aventada como ideologia de gênero.

Tentaram sorrateiramente implantar nas escolas o famigerado kit gay, estratégia dos infernos, que graças a Deus foi combatida e não vingou. Voltaram a atacar, visando novamente as crianças, afinal é na primeira infância que tudo se define. Quem apoderar-se das crianças governa a nação. Como diz o ditado certeiro: A mão que balança o berço governa o mundo! Aproveitando-se da liberdade de expressão garantida pela constituição, recorreram às vias da arte e através da arte, buscam agora propalar sua ideologia doente. A ideologia doente, entretanto, tem costas quentes e suporte poderoso de grandes corporações. É sabido de todos que a Rede Globo com suas novelas promove o homossexualismo. Entra na casa da família brasileira e faz apologia aberta da agenda LGBT. A Disney, através do Disney Channel, ataca pesado ao apresentar o primeiro romance gay em série infanto juvenil!

Surpreendeu a todos como fato novo, o sabão em pó mais vendido do Brasil, da marca Unilever, fazendo campanha comercial em defesa da odiosa ideologia! Comunicado urgente para pais e mães… assim começa o comercial conclamando os pais a aderirem ao projeto proposto pelos ideólogos desta aberração. Não é necessário dizer que este sabão ou qualquer dos outros produtos da marca Unilever a partir desta data não entram mais nada lá em casa! A Avon incita os pais a deixarem os meninos brincarem com boneca e se vestirem de princesa… Junta-se à Globo, Disney, Unilever, a Avon, também o Boticário, revista Veja e outros. Pois bem, não podemos em uma democracia impedir a expressão de opinião de indivíduos e empresas. O que podemos e devemos fazer, no caso das grandes corporações e, simplesmente deixar de consumir seus serviços e produtos. É o mínimo que se espera! Se não conseguirmos fazer pelo menos isto, então somos mesmo um bando de palermas!

Um país sem vergonha!

vergonha do senado

Por Luiz Leite

Quando Charles De Gaulle, presidente da França, disse, em meados dos anos 60, que o Brasil não era um país sério, notas de protesto ressentido se fizeram ouvir por todos os cantos da nação. Enraivecidos, milhões reagiram à observação do francês como se este tivesse chamado sua mãe de mulher de vida fácil. Décadas depois outro francês, Gerome Valcke, secretário geral da FIFA, acirraria os ânimos dos fervorosos patriotas ao dizer, com as obras atrasadas no meio dos preparos para o grande fiasco da copa de 2014 (naturalmente para dar tempo de superfaturá-las ainda mais), que precisávamos de um belo“chute na bunda” para as coisas saírem no tempo apontado.

Se fôssemos mais honestos receberíamos críticas com mais humildade e reflexão mas, como é comum à natureza humana, preferimos naufragar com a bajulação a ser salvos pela crítica. Com todo o respeito aos cidadãos de bem, aqueles que compõem a verdadeira reserva moral da nação, o Brasil talvez não seja uma República das Bananas, considerando o tamanho respeitável de sua economia, mas sem dúvida é um país de bananas! Temos sido roubados descaradamente por um bando de quadrilheiros que se instalaram no poder e toleramos passivamente que esses mequetrefes descarados ainda nos governem!

Estamos em maus lençóis! Não podemos confiar em uma palavra que dizem esses bilontras com seu discurso pronto sobre ética e transparência na gestão da coisa pública. É de causar náusea ouvi-los! Ninguém assume nada. Todos são vítimas de uma conspiração para derrubá-los… Posam de santos, mártires, imaculados como a virgem! Vimos o presidente da república, Michel Temer, pela segunda vez, comprar sua sentença, coisa comum neste país, através de manobra política que envolveu distribuição de dezenas de cargos de confiança. Na mesma semana vimos o Senado Federal, passar a mão na cabeça do senador Aécio Neves, que só não foi preso ainda por causa da imunidade parlamentar. Confirma-se, mais uma vez, ser o senado, com parcas exceções, um covil de ladrões advogando em causa própria. Dos 44 parlamentares que votaram a favor de Aécio, 28 respondem a ações penais ou inquéritos, segundo o jornal O Globo.

Manobras descaradas realizadas por partidos qualificados pelo ministério público federal como organizações criminosas seguem acontecendo no congresso nacional. Quase nada ali reflete os anseios da nação que, a cada dia vê aumentar a agonia… Uma pergunta é comum a todos: Até quando? Vê-se avolumar o coro pelo inconcebível: intervenção militar. Ninguém dentro do Estado democrático de Direito desejaria tal coisa! Mas o clamor que aumenta revela os níveis do desespero de um povo que está cansado de ser achincalhado. Em palestra recente, para aumentar a indignação, o procurador da República Deltan Dallagnol disse que as malas de dinheiro continuam correndo por aí, à despeito da operação lava-jato. O Brasil mata os seus filhos de constrangimento, vergonha e raiva… O recurso dos desesperados nunca é a melhor opção, mas, às vezes, costuma ser a única! Que país é esse? Este é o país que construímos, eu, tu, ele, nós, vós, eles…