Distopia

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Distopia

Por Luiz Leite

Desde 1516, quando Thomas Morus publicou o clássico pelo qual hoje ainda é lembrado entre os literatos, não se tem notícia de outro livro que seja lembrado imediatamente quando se trata da concepção teórica de um Estado perfeito. Refiro-me à UTOPIA, onde Morus fala de um lugar ideal onde todos vivem de modo harmônico sob o governo sábio e justo do rei Utopus. A partir de Morus e seu livro o termo utopia passou a designar tudo o que é imaginário e que se relaciona com a fantasia.

Thomas Morus escreveu o seu clássico inspirado em relatos que lera sobre o Brasil! Pelo menos é o que afirma um número expressivo de comentaristas da obra. Ao ler relatos de Américo Vespúcio acerca de suas viagens pelo BrasilMorus construiu o seu monumento a um Estado ideal. Vespúcio chegou à baia da Guanabara no dia primeiro de janeiro e, pensando que estavam na foz de um grande rio, batizaram o lugar de Rio de Janeiro. No dia no dia 6 de janeiro chegaram a uma enseada de grande beleza, e por ser dia de Reis, batizou-se o lugar como Angra dos Reis. Encantado registrou: “…(me) extasiei com os odores das árvores e das flores e com os sabores destas frutas e raízes, tanto que pensava comigo estar perto do Paraíso Terrestre!”

A Utopia de Thomas Morus causou efeito em seus leitores medievais. A ficção utópica inúmeras vezes quis escapar das páginas do livro e transpor-se para a realidade nos tempos modernos. Os delírios utópicos geralmente conduzem à loucura generalizada e institucionalizada. Ocorrem, de começo, no coração ou mente de um só louco e depois espalha, como fogo em capim seco. Sim, essa aridez, essa sequidão de mentes capazes de refletir os processos proporciona as condições fundamentais para precipitar o fenômeno. No cenário religioso, vez por outra encontramos falsos profetas conduzindo rebanhos de outros loucos rumo à uma Shangri-la qualquer, que invariavelmente tem por desfecho a tragédia. A proposta utópica sempre conduz a um fim distópico!

A memória recente nos trás o fim trágico dos integrantes da seita de Jim Jones na Guiana, de David Koresh em Waco, Texas ou o caso estranho dos seguidores da seita Portal do Paraíso, mistura de elementos cristãos com ficção científica que ceifou 38 vidas em San Diego, Califórnia. Nesse exato momento dezenas de delírios utópicos com potencial incendiário para um final apocalíptico estão em andamento. Na distante Sibéria, na Rússia vive e viceja hoje, ninguém menos que “Jesus Cristo”!! Milhares tem ido vê-lo! No Brasil, o delírio utópico mais trágico, ocorrido no século XIX, sob a condução de Antonio Conselheiro, ceifou ao seu fim cerca 25 mil pessoas!

Só no século que passou a humanidade assistiu atônita a delírios como o fascismo de Hitler, o comunismo de Lenin e Stalin, dentre outros laboratórios absurdos que levaram países inteiros ao caos. Em nossos dias assistimos, não menos perplexos, ao delírio Islamista que pretende estabelecer o califado, sua versão de Estado ideal, não apenas no Oriente Médio mas em todo o mundo, e isto à força da espada! Na América do Sul observamos outro delírio utópico conduzido de modo manhoso e dissimulado pelos líderes que compõem o Foro de São Paulo. O delírio desse foro, de inspiração castrista, é comunizar o continente instaurando aquilo que chamam de uma verdadeira democracia social e de massas! Uma grande Cuba, que tal? Meu Deus, que pesadelo seria esse! Já podemos, com náuseas, verificar o estado em que se encontra Brasil, Argentina e Venezuela… É aí que passamos da utopia à distopia! Dá para imaginar a grande nação sul americana governada por Dilmas, Cristinas, Evos, Maduros e Costas?? Estou certo que o leitor dever estar passando mal só de pensar .

A distopia hoje vende muito mais que a utopia. Hollywood descobriu isso e fatura “horrores” com a projeção do caos. É impressionante o número de livros, filmes e séries, explorando temas distópicos! Os grandes campeões de bilheteria confirmam a atração mórbida pelo cine catástrofe. Retrata-se aí a humanidade dizimada, o fim da civilização, o retorno à barbárie, epidêmias causadas por vírus e toda sorte de moléstias, invasões alienígnas… Quanto mais os autores distópicos “pesam a mão” nos cenários mais desesperadores, tanto mais o público delira, espumejando nas filas das salas de cinema ao redor do planeta. Filmes como Maze Runner, Jogos Vorazes, mais recentes, como os já clássicos Eu Sou a Lenda ou O Planeta dos Macacos, entre centenas de outros, confirmam esse fato.

A distopia como pano de fundo para as mais incríveis estórias, faz do cinema uma das indústrias mais poderosas do planeta. Essa atração mórbida pela morte, pela destruição, por sangue, revela o adoecimento coletivo da família humana. Esse adoecimento psíquico tem suscitado o aumento crescente do número de psicopatas em nossa sociedade. A julgar pelos fatos ao nosso derredor, estamos desesperadoramente acuados. Não há razões para fantasiar um mundo melhor. Pelo menos na história. A distopia será a grande vencedora. Desse modo, há que se aguardar, resignados, pela pós-história.

A pós-história, para onde apontam os profetas hebreus, fala de um tempo fora do tempo. É artigo de fé. O apóstolo Paulo diz, certamente referindo-se à esse tempo que “nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou no coração do homem aquilo que Deus preparou para aqueles que o amam.” O profeta Malaquias, também se referindo à esse “tempo fora do tempo” diz que naquele dia se verá a “diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve.” Antes que aquele dia chegue, eventos apocalípticos nunca antes vistos vão se abater sobre a sociedade humana. Teremos então o evento distópico final que não servirá de tema para nenhuma grande produção pois não haverá remanescente algum para produzir nem consumir a distopia.The End.

INTOLERÂNCIA ISLÂMICA

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Intolerância Islâmica

Por Luiz Leite

Fiquei, como milhões de outras pessoas, estarrecido, quando soube do ataque terrorista em Paris, no qual 12 pessoas foram brutalmente assassinadas. O trágico evento parece confirmar a opinião de muitos, por mim compartilhada, de que a grande ameaça que enfrentamos em nossos dias, não é exatamente a crise econômica, energética nem o aquecimento global, mas a expansão do Islamismo na Europa.

Por mais que os praticantes de um Islamismo moderado advoguem que sua religião é pacifista, os fatos, desesperadamente abundantes, atestam o contrário. Estamos (ocidente e mundo muçulmano) diante de uma clivagem ideológica e religiosa que não tem solução. A truculência, a ferocidade, a selvageria do mundo islâmico inviabiliza o diálogo. Sem diálogo não há possibilidade alguma de acordo.

A cosmovisão ocidental judeo-cristã e a cosmovisão muçulmana, ainda que encontrem aqui e ali alguns pontos de contato, são plenas de diferenças incontornáveis. Desse modo, só poderiam coexistir dentro de um contexto de tolerância dessas diferenças. O Ocidente depois de muitas batalhas aprendeu a respeitar e até celebrar as diferenças. O mundo islâmico, todavia, permanece intolerante, atrasado e medieval em sua relação com o universo de teologias e filosofias múltiplas ao seu derredor. Isto não é islamofobia como alguns podem julgar, mas a verificação de uma verdade simples e desesperadamente constrangedora: Islamismo e democracia são auto-excludentes!

Além de intolerantes, os muçulmanos costumam ser (novamente digo, baseado em fatos) extremamente incoerentes. Como o indivíduo pode imaginar-se no direito de sair do seu país, viver no país do outro, receber benefícios do Estado que o acolheu, e ainda assim exigir que a legislação desse país seja mudada para ajustar-se às regras de sua religião??? É o cúmulo do absurdo! Diversos grupos muçulmanos espalhados por vários países europeus tem feito protestos exigindo a implantação da sua Sharia na casa dos seus anfitriões! Isto não é apenas incoerente. É ridículo!

Eles vêm aos nossos países, são amparados por nossas leis, têm liberdade de construir suas mesquitas, realizar livremente seus cultos e até difundir sua religião. O turco Mehmet Ali quase matou o Papa João Paulo II em 1981. Cumpriu 19 anos de prisão apenas e foi mandado para o seu país. O que teria acontecido se um cristão intentasse o mesmo contra uma autoridade islâmica? Nós, os cristãos, em seus países, nem no sonho temos a mesma liberdade! Somos impuros, somos profanos, somos infiéis. As minorias cristãs (nativos) nesses países são tratados com muito preconceito. Pastores são mortos. Casas incendiadas. Moças cristãs estupradas. Vi isso in loco quando estive no Paquistão. Vista grossa é feita quando a polícia verifica que as vítimas são cristãs.

Voltando à Paris, os franceses estão pagando por seu liberalismo. O ateísmo na França é dos mais altos no mundo ocidental. Voltaram as costas para o Cristianismo, disseram não à fé cristã e quando abriram os olhos descobriram para o seu pavor, sua querida França invadida por uma legião de muçulmanos que hoje fecham ruas inteiras em Paris para, ajoelhados em direção à Meca, reverenciar a Allah! O sul da França hoje tem mais mesquitas do que igrejas. A voz dos pastores se silenciou e a voz dos mulás é que se faz ouvir.

Não apenas a França, mas a Europa como um todo está em uma situação bastante complicada. Num futuro não muito distante a Europa será um continente de maioria muçulmana. Demograficamente isto já se confirma como fato. Os europeus, hedonistas, ateus, não querem filhos, desse modo a população está envelhecendo, sem reposição, a passos largos. Enquanto isso, os imigrantes de fé islâmica casam-se e tem muitos filhos. A Bélgica hoje é um país que tem em sua população 25% de muçulmanos! Na Holanda 50% dos neonatos procedem de famílias de confissão islâmica! Sim, a Europa está em apuros.

O evento trágico que ceifou a vida daqueles 12 franceses foi só um sinal da intolerância, da violência, da truculência, dos hóspedes para os quais os europeus abriram suas portas!