A economia e o fim do mundo

Economia do fim do mundo

Por Luiz Leite

Dizem que agosto, “mau gosto”, é um mês de azar, de cachorro doido… As expectativas de tempos de refrigério e uma espécie de renovo mágico recaem sobre setembro. Quando menino ouvia, encantado, lá nos cafundós da Bahia, pelas ondas do rádio, a belíssima “manhãs de setembro”, na voz de Vanusa. Desde então grudou no meu inconsciente a relação entre setembro e algo fresco, inaudito, alvissareira novidade. Ainda que não liguemos para tais superstições que envolvem dias ou meses, de modo geral a aproximação de setembro nos enche de uma curiosa sensação, ingênua diria, de que algo especial está a caminho.

Pois a sombra que toldou os céus do mundo não se dissipou em setembro… Setembro chegou e se foi sem dizer a que veio. Não confirmou as expectativas pueris dos românticos. As boas novas não correram os campos como esperado. Pelo contrário, notícias de assombro tomaram as páginas dos jornais. Os mercados do mundo estão “derretendo” segundo o jargão dos analistas. Economias antes vistas como sólidas, mostram-se em suspense, inseguras, em compasso de espera. Todos agora esperam por um milagre, uma jogada mirabolante que tire tais economias do buraco em que se encontram.

Segundo alguns, o repertório dos magos das finanças internacionais está se esgotando, se não já se esgotou. O quadro que pintam assusta. Não há mais o que inventar. Não há como tirar coelhos da cartola ou sacar um “Ás” da manga… Nesse ínterim a lista de países “quebrados” vai aumentando. O efeito da “quebradeira” produz um fenômeno curioso. Os países do mundo que ainda estão de pé, se reunem com os “falidos” para falar de cooperação, de ajuda mútua. Novas alianças surgem a cada momento e o cenário sugere mais enfaticamente uma solução comum que satisfaça a todos.

O colapso das economias globais está bem desenhado. Por essa razão os governantes estão costurando tratados e mais tratados para evitar o pior. Entre os líderes mundiais cogita-se a necessidade de uma liderança central para sanar as dificuldades quase insolúveis nas quais o mundo se meteu. Os sistemas políticos e econômicos conhecidos estão paralisados e sem saber o que fazer. Pois é exatamente em meio a esta convulsão  que, do mar das nações surgirá, mais dia, menos dia, o pai de todas as trucagens. Encantará mais uma vez, como fazem os magos, deixando a todos pasmos, com uma resposta mirabolante ao problema incontornável.  O autor do apocalipse diz:

“E vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia. E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio. E vi uma das suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta. E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela? E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses…” Apocalipse 13:1-9

Não se pode afirmar que será dessa vez que a tal besta medonha vai se manifestar, mas o que não se pode negar é que um ensaio geral está em franco andamento! O balé das sombras está dando seus passos.

Um comentário sobre “A economia e o fim do mundo

  1. Que palavra boa! Ter um coração grato é o que devemos nos esforçar para alcançar.

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