Lições da Grécia

 

Por Luiz Leite

A economia globalizada, fenômeno dos nossos dias, trás consigo algumas características curiosas. Os grandes “players” que protagonizavam a cena e que antes desprezavam as economias nanicas, despachando-as como “repúblicas da banana”, hoje mudaram dramaticamente a postura. É do maior interesse de todos que todos se dêem bem. A arrogância de outrora tem dado lugar a uma espécie de expansão de consciência onde, finalmente, parece estarmos começando entender que o bem estar do outro de algum modo contribui para o meu próprio bem estar.

O que se passava com o longínquo oriente ou uma ilha gelada nos mares do atlântico norte pouco interessava ao habitante dos trópicos e vice-versa. As regras mudaram, e muito. Nunca antes se percebeu com tanta clareza como o fracasso de um país pode afetar o desempenho de outro, principalmente se o outro é um país vizinho. Presenciamos atualmente os esforços combinados dos países europeus para evitar que as economias de países do bloco naufraguem. As economias mais fortes estão lutando juntas para ajudar países como Irlanda, Portugal, Espanha e a maior ameaça de todas, a Grécia, que encontra-se à beira de um colapso. A queda da Grécia não é boa para ninguém, nem mesmo para o “inimigo” histórico ao lado, a Turquia.  

Poucas pessoas, senão aquelas que tem uma formação acadêmica na área, sabem exatamente o que está acontecendo com a economia em mais um momento de pânico nos mercados mundiais. As razões que explicam o que conduz países e grandes corporações à bancarrota são basicamente as mesmas que estão por trás da falência nas finanças individuais. Países e indivíduos “quebram ” devido a má gestão de seus recursos. Se gerenciássemos bem nossas vidas e finanças não conheceríamos o fosso, às vezes intransponível, das dívidas. A Grécia encontra-se diante desse fosso. Vinha  gastando além dos limites, ignorando a regra básica.

Na gestão financeira existem regras básicas que jamais deveriam ser violadas. É tão simples e conhecida a regra de ouro que diz que não se pode gastar mais do que se ganha. Esse axioma, entretanto, está perigosamente errado. Não se pode gastar mais do se ganha? Isto não se traduz em inteligência financeira! Mesmo que não se ultrapasse o limite do orçamento, basta gastar o que se ganha para que a vida começe a encontrar dificuldades na área referida. Voce não pode gastar o que voce ganha! Gratificar seus desejos agora (sem poder) para pagar depois, é quase sempre sinônimo de falta de inteligência financeira, para não dizer outra coisa… Se voce acha que, porque ganha 1000 pode gastar esses 1000, receio que esteja muitíssimo enganado!

O consultor financeiro Pedro Queiroga Carrilho apresenta 5 lições básicas que deveriam ser firmemente observadas por aqueles que desejam ter sossego nessa área:

  • Gaste menos do que ganha.
  • Faça uma gestão saudável do seu orçamento doméstico. Use crédito apenas para a compra de bens de longo prazo, como casa ou automóvel (se houver garantias de renda para honrar as parcelas, é óbvio)
  • Assim que receber seu salário, guarde uma parte. Nesse caso, não pense no valor, mas na percentagem: o ideal é reservar, no mínimo, 10% do seu salário
  • Faça como as empresas, que controlam a entrada e a saída de recursos e depois definem um orçamento para cada tipo de despesa. Faça uma lista com todos os seus gastos. Se, ao fim do mês, você concluir que gastou R$ 600 com alimentação, por exemplo, reserve esse valor para esse tipo de despesa no mês seguinte
  • Reserve um tempo da semana para fazer o dinheiro trabalhar por você. Isso significa investir o dinheiro que separou do salário: pode ser na poupança, em títulos de renda fixa ou em ações. Quanto mais cedo você começar a investir, mais o dinheiro vai se multiplicar

A administração desastrada das finanças decorre, entre outras coisas, da falta de noção que muitos tem acerca de sua relação com o dinheiro. Dinheiro é coisa séria. Jamais subestime seu poder. Dinheiro não trás felicidade, diz o bordão, mas faz as pessoas sorrirem (quando se tem) e, mais do que se sabe, faz muitas outras chorarem (quando não se tem). Sei que precisamos de dinheiro para financiar o ir e vir da vida, mas sejamos cuidadosos: Se os recursos estão escassos, vá de lotação. Pelo menos por enquanto! Tenha uma boa vida. 

12 comentários sobre “Lições da Grécia

  1. It’s Great!

    Thanks for the tip!

  2. Olá pastor Luiz… Muito bom o artigo. Me fez lembrar o quanto os ensinamentos que temos nas escrituras são pertinentes ainda hoje, neste mundo globalizado. O Mundo vive um crise de gestão de recursos e, esta má gestão não se refere apenas aos recursos financeiros. Há uma má gestão de recursos humanos, intelectuais…
    Que o Senhor conceda-nos sabedoria para potencializarmos os recursos que temos, sejam eles quais forem, ao invés de desperdiçarmos.
    Grande abraço pastor!

  3. Perfect English Du! U r improving… keep pressing on!

  4. É isso aí caro Pr Marcos. Grande abraço pra vc tb!

  5. “Eu, a sabedoria, habito com a prudência e disponho de conhecimentos e de conselhos.” (Pv 8:12) Obrigada! Abraço afetuoso.

  6. Muito bom, o artigo! Parabéns Pr. Luiz!

    Creio que não devemos amar o dinheiro, conforme a palavra de Deus, porém, devemos sim ter sabedoria para lidar com ele…
    Deus abençoe a todos!!

    Abraços!!

  7. é verdade fillipe! grande abc.

  8. Em se tratando de dinheiro temos que ter grande sabedoria para fazer dele nosso servo . não podemos nunca deixar que ele seja senhor . assim como o cabra safado do diabo usa suas artimanhas para nos tirar da direção .uma destas é as propagandas as ofertas de preços.este jogo nos faz tropeçar . quando vamos além vivemos dias amargos. paises ricos esqueceram como viver com o sinto apertado. minha oração é para que estes país lembre-se do senhor que nos dá sabedoria para vencer as crises.

  9. certíssimo hamilton. grande abraço.

  10. obrigado sueli. abc pra vc tambem.

  11. Olá Pastor Luiz,

    Gostei muito do artigo acima…Parabéns !!!

    Quero compartilhar algo com o senhor e todos os seguidores do blog o seguinte:

    Que o dinheiro é a nossa vida! Explicação: Quando trabalhamos em uma empresa ou como autônomo, nós damos 30 dias da nossa vida (Tempo), exercendo o nosso ofício com muito esmero e suor. Quando chega ao final desses trinta dias, nós recebemos a nossa Vida em forma de dinheiro.
    Deixo uma reflexão aqui para nós: Como estamos gastando nossa vida, ou seja nosso dinheiro?

    Abraço.
    Enéas Pires

  12. Boa pergunta Eneas. Cada um deve responder para si mesmo. Grande abc.

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