Não tenha vergonha de ser evangélico!

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não tenha vergonha de ser evangélico!

Por Luiz Leite

Vez por outra recebo textos de pessoas que se dizem tão frustradas com a geléia geral do cenário dito evangélico que não querem mais ser chamadas de evangélicas. Ora, eu também já vou me cansando desse tipo de conversa. Cansei-me a ponto de gastar um pouco do meu tempo para responder a semelhantes tolices. Veja se faz sentido eu mudar minha identidade porque tem um sujeito por nome Luiz fazendo falcatruas na praça. Meu nome é minha marca e eu o honrarei, agora se outros que sustentam o mesmo nome não o honram, azar deles!

Pois não me envergonho de ser evangélico. Guardo com o termo sua melhor acepção e me orgulho de poder dizer que sou sim cristão evangélico de velha e boa cepa. Agora quanto aqueles que dizem que são mas produzem um testemunho que intenta contra os valores que eles mesmos pregam, não os guardo com desprezo, antes compadeço-me deles; Vitimados pelo engano cairam reféns de forças narcísicas maiores que seus egos adoentados; Entregaram-se à sedução e ao aceno de fama e projeção. Se o próprio Jesus do alto daquela rude cruz pediu ao Pai que lhes perdoasse, porque eu haveria de condená-los?

Talvez seja exatamente isto que o inimigo intenta ao divulgar as vergonhas desses que se vão extraviando ainda que respaldados pela instituição. Não se envergonhe de ser evangélico pois o adjetivo deriva diretamente da base que providencia sustentação para tudo aquilo em que cremos. Ser evangélico é crer em Jesus como diz as Escrituras! Ser evangélico é ter por balizas firmes o ensino de Jesus e a doutrina dos apóstolos! Ser evangélico enfim é ser crente em Jesus, tendo essa crença orientada pelo ensino dos evangelhos!

Agora, quanto aos levitas performáticos, estrelas midiáticas, pastores, apóstolos, patriarcas e demais supostos vendilhões do templo, quem somos nós para julgá-los? Talvez alguém possa recorrer ao argumento dos frutos de tais árvores, ainda assim, o texto só nos autoriza a conhecer que tipo de árvore são, mas daí a julgar e sentenciar é outra história.

À Prova de Tragédias

 

 

 

 

 

 

 

À Prova de Tragédias

Por Luiz Leite

Estamos tão anestesiados pela mídia e expostos a uma descarga tão massiva de eventos trágicos no dia a dia que até parece que ficamos  “à prova de tragédias”. A tragédia que sacudiu o Japão foi  capaz de deixar muita gente impressionada, mas não vi ninguém consternado com a dor dos japoneses. Estamos nos tornando cada vez mais insensíveis à dor do próximo. 

Será que as imagens que revelam o caos em que o Japão se tornou nos últimos dias não nos levaram a derramar uma lágrima sequer? Deveria. Talvez alguém argumente que o Japão, afinal, não é país simpático e que seu caráter beligerante é responsável por essa reação fria por parte da comunidade internacional. O pesar não se mostrou expressivo, alguém poderia conjecturar, porque afinal eles são muito ricos e também arrogantes.

E no caso do Haiti, qual seria a justificativa? talvez porque sejam muito idólatras e retrógrados… É mesmo assim. Ignoramos a dor do outro até o dia que a tragédia nos bate à porta. Talvez não tenhamos derramado lágrimas pelos milhares de milhares vitimados pelas tragédias no Haiti e Japão, mas certamente experimentamos uma dor lancinante quando nossa manhã de quinta feira nublou-se com as notícias das 12 crianças ceifadas brutalmente no Rio; Provavelmente voce também foi visitado por uma aflição do tamanho do mundo ao ver o rostinho das meninas assassinadas friamente em Cunha, no estado de São Paulo, ou ainda…

Bom, se sua alma não se agitou pesarosamente dentro de voce pelos eventos mencionados, se seus olhos não derramaram uma lágrima sequer, se um suspiro sentido não brotou do fundo de suas entranhas então, parabéns, ou melhor, meus pêsames, voce realmente está blindado, à prova de tragédias! 

Ps.: Não conheci a Laryssa mas não pude conter as lágrimas ao pensar nela ao terminar esse post.