O Jesus Histórico

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O Jesus Histórico

Por Luiz Leite

Extraído do livro A INTELIGÊNCIA DO EVANGELHO de Luiz Leite

Com respeito ao Novo Testamento em si, qualquer crítica que questione o seu valor só pode proceder de alguém que ignora os fatos. Podemos afirmar que o Novo Testamento é um dos escritos antigos mais bem documentados que existem. Milhares de manuscritos antigos, cobrindo um período que vai, desde o século II até a invenção da imprensa, estão à disposição dos eruditos. Champlin diz:

“Admira-nos quão escassa é a evidência em forma de manuscritos que há em favor dos grandes clássicos não bíblicos. Alguns deles dependem de alguns poucos manuscritos medievais. (…) As obras de muitos autores famosos da antiguidade foram preservadas para nós somente em manuscritos compostos na Idade Média. Em contraste com isso, o Novo Testamento conta com 5000 manuscritos gregos, alguns dos quais datam de cerca de um século após a composição dos originais…

Geisler nos conta que o clássico da literatura secular antiga mais documentado é a Ilíada de Homero, sobrevivendo em apenas 643 cópias manuscritas. Todavia, se levarmos m consideração todos os manuscritos do NT, além daqueles produzidos em língua grega, teríamos um total de mais de 14 mil cópias! Revela-nos ainda um fato surpreendente:

“Além disso, se compilarmos as 32 289 citações dos pais da igreja primitiva dos séculos II a IV, podemos reconstruir todo o NT com exceção de onze capítulos”.

Diante de tão numerosas evidências documentais, é fácil dar crédito à historicidade do Novo Testamento. Além de contar com manuscritos antigos, o estudioso das Escrituras pode contar também com manuscritos precisos. Frederic Kenyon, autoridade reconhecida sobre manuscritos antigos, citado por Geisler em sua Enciclopédia Apologética, disse acerca do NT:

“O número de manuscritos do NT, de traduções antigas e de citações dele nos autores mais antigos da Igreja é tão grande que é praticamente garantido que a leitura correta de toda passagem duvidosa é preservada em uma outra dessas autoridades antigas. Não se pode dizer isso sobre nenhum outro livro antigo no mundo”.

Se, diante de tanta prova torna-se fácil verificar a autenticidade do NT, difícil é acreditar, como querem os céticos, que um punhado de pessoas iletradas, oriundas de uma região obscura e sem qualquer relevância cultural, tenha produzido uma história tão fascinante, tendo por centro da trama o mais eletrizante personagem que a história humana já teve notícia.

Com respeito à pessoa de Jesus, muitos têm objetado a possibilidade de sua existência e procurando reduzi-lo a uma figura mitológica. Personagens famosos de áreas diversas tem se pronunciado a respeito de Jesus, deixando claro que o fascínio do Cristo é grande demais para ser verdadeiro. Bertrand Russel disse em seu ensaio Por que não sou cristão:

“Historicamente é muito duvidoso que Cristo tenha sequer existido, e se existiu não sabemos nada a seu respeito.”

Bertrand Russel, ateu confesso, bem como os demais céticos iluministas e toda a produção teológica liberal do século XIX, desejava submeter o Evangelho às regras do método científico. Entretanto, apesar dos relativamente recentes questionamentos envolvendo o elemento fundamental da fé cristã, autores antigos célebres como Tácito (115 d. C), Suetônio (125 d.C) e Plínio, o Jovem (110 d.C), fazem menção dele, não como um mito, mas como um personagem histórico.

Além desses pode-se encontrar traços do Jesus histórico em Flávio Josefo, importante historiador judeu, ainda que a referida menção seja questionada pela crítica como possível interpolação. Diz-nos Josefo: 

“Nesse mesmo tempo apareceu Jesus, que era um homem sábio, se, todavia, devemos considerá-lo simplesmente como um homem, tanto suas obras eram admiráveis. Ele ensinava os que tinham prazer em ser instruídos na verdade e foi seguido não por somente muitos judeus, mas mesmo por muitos gentios. Era o Messias.”

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