Nó na Língua

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Nó na Língua

Por Luiz Leite


Spectaculum facti summus Deo, angelis et hominibus.” (Acima das tribunas dos reis, estão as tribunas dos anjos, está a tribuna e o tribunal de Deus, que nos ouve e nos há de julgar!)

Pe. Antonio Vieira


Voe mihi, quia tacui.” (Ai de mim, que não disse o que convinha!)

Dê um nó na sua língua. Só o desate quando tiver completo controle sobre ela! Não permita que ela se movimente por aí, livre e sem censura. Faça como Davi que disse: ” Guardarei os meus caminhos para não pecar com a minha língua; guardarei a minha boca com uma mordaça, enquanto o ímpio estiver diante de mim.” (Sl 39.1)

A Bíblia alerta para o cuidado com as palavras e o uso que se faz delas… Muito já tem sido ensinado e escrito acerca do tema. Simplesmente não damos o valor devido. Negligenciamos. Pecamos contra os outros, pecamos contra Deus, e por fim prejudicamos nossa própria alma.

As palavras modelam nosso destino, configurando ou desconfigurando-o.  Pelo menos 90% das batalhas são causadas por elas, mas as machucaduras sofridas nestes conflitos tambem são curadas por elas. Como setas de fogo, quando atingem o alvo, produzem dor lancinante. Desequilibram, enlouquecem…

Afortunadamente, palavras não são veículos de destruição apenas. São também condutoras de medicina, bálsamo potente, com poderes miraculosos de cicatrizar as mais crônicas das mazelas. Devem ser utilizadas com sobriedade. Vêm de Ana, mãe de Samuel um dos conselhos mais sóbrios a respeito do cuidado que se deve ter para com o seu uso. Diz a mãe do profeta: “Não faleis mais palavras tão altivas, nem saia da vossa boca a arrogância; porque o Senhor é o Deus da sabedoria, e por ele são pesadas as ações.” (I Sm 2.3)

Guarde bem os seus lábios e mova-se com prudência. Escolha com paciência os caminhos da língua, trabalhe melhor o seu fraseado, seja um artesão na construção mágica das letrinhas, pois estas, tais quais tijolos, vão construir o mundo ao seu redor. Se sua morada será um lugar aprazível ou uma masmorra lúgubre, dependerá em muito desta fantástica matéria prima que é a palavra falada!

O velho e sábio Salomão disse que as palavras devem ser escolhidas e sintetizou o conceito numa de suas mais deliciosas pérolas:  “Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.” O Apóstolo Paulo, fazendo coro com o rei de Israel, adverte:“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas sim, unicamente a que for boa para a edificação, conforme a necessidade, e assim transmita graça aos que ouvem.”

Se refletíssemos um pouco mais prolongadamente sobre este conselho certamente nos portaríamos com mais cuidado  e teríamos menos problemas para resolver no campo delicado dos relacionamentos. O jogo da vida é muito sutil e cheio de armadilhas. As palavras podem tanto nos ajudar, se escolhidas cuidadosamente, como podem nos atrapalhar, se proferidas atabalhoadamente. “Falar sem refletir é estultície e vergonha.”


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4 comentários sobre “Nó na Língua

  1. AGUINALDO disse:

    LUIS MUITO BOM ESSE ARTIGO, PARABENS! Tive a liberdade de coloca-lo no site da cbs, com os creditos e claro. Deus te abencoe

  2. Anirsis F. Brito disse:

    Pr Luiz,muito bem colocado,Deus usou a Palavra para construir o mundo.E disse Deus:Haja luz ;e houve luz.E disse Deus:Haja firmamento….etc e houve.A Palavra de Deus em hebreus nos diz:Hebreus1:3 sustentando todas as coisas pela Palavra do Seu Poder…Há realmente poder nas palvras.
    Abraços.

  3. luiz leite disse:

    é verdade anirsis… parece, entretanto, que ainda duvidamos que a coisa funciona realmente assim…

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