Construindo a vida sonhada

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Novo livro de Luiz Leite (Lançamento Editora Petrus)

Todo livro é um discurso sobre o mundo. Seja para entendê-lo, explicá-lo, ou, simplesmente, admirá-lo! Cheio de segredos, o mundo fascina. Decifrá-lo é uma obsessão que nos consome vida afora. Passaremos a maior parte dos nossos dias tentando montar o grande e surpreendente quebra-cabeça. Mesmo que circunscritos a recintos limitados, a cubículos minúsculos dentro do grande plano, prosseguiremos nessa busca movidos por uma inquietação imensa e uma curiosidade sem fim. Erasmo de Roterdam, o pensador bem-humorado, dizia que o caminho mais acertado para uma vida feliz é o caminho da simplicidade, o caminho de uma ignorância ingênua.

Seria bom, se fosse tão simples assim. Não é. A necessidade de compreender, bem como explicar o mundo ao redor é inerente à natureza humana. Não tem como deixar de fazer perguntas! Somos seres de linguagem. Temos por principal veículo de comunicação a linguagem falada. A necessidade de comunicar nos levou a inventar um modo de transmitir nossas experiências. Assim nasceu a escrita, e por consequência o livro, esse registro fantástico que preserva o pensamento por gerações. Os livros vêm em muitos formatos e atendem a muitas finalidades. Não importa a forma, o propósito de quem escreve é compartilhar.

Muitos se debruçam sobre a vida para compreendê-la, desvendar seus segredos. Nessa busca alguns acabam esbarrando em descobertas que julgam importante compartilhar. Desse modo nascem os livros mais importantes do mundo. Este livro foi escrito a partir dessa necessidade de partilhar. É um discurso sobre o anseio comum a todos: o sonho de uma vida bem provida, sem o constrangimento de lacunas não preenchidas e peças faltantes. Este livro se propõe a preencher algumas dessas lacunas, lançando luz sobre áreas antes obscuras. Como uma lanterna, iluminará o caminho rumo à organização e construção da vida sonhada.

Que vida você deseja? Como tudo mais, a vida desejável é algo a ser construído, bloco por bloco, cuidadosamente! As instruções estão aqui e ali nas oficinas e nos livros, esse depositário, por excelência, de conhecimentos acumulados de milênios de experiências e experimentos. Neles se encontram registros de fracassos e êxitos de todos os empreendimentos do homem em sua peregrinação pela história. Como disse Jorge Luis Borges “O livro é a grande memória dos séculos… se os livros desaparecessem, desapareceria a história e, seguramente, o homem”.

Publicamos este livro com o propósito de enriquecer você! Padecemos dessa obsessão: Promover o crescimento das pessoas. Leia com calma, sem pressa, pois há pérolas espalhadas por todo o percurso! Será impossível não se sentir inspirado, motivado, após sua leitura. Certamente se tornará uma referência em sua busca pessoal por sentido. As considerações aqui feitas não apenas desafiam, mas enchem de entusiasmo, gerando uma vontade imensa de superar as barreiras que limitam, de romper os obstáculos que se interpõem em nosso caminho. A abordagem inteligente e o arranjo com que as ideias são apresentadas torna a leitura fluida, fácil e extremamente agradável. Você está prestes a entrar na sala dos tesouros. Fique atento, não perca nenhum detalhe! Nessa jornada a leitura reflexiva certamente lhe apresentará as sonhadas chaves que abrem as portas e concedem o acesso. Se você estiver pronto para este livro, esteja certo que ele sequestrará sua mente e coração pelos próximos dias, meses e anos, tornando-se um daqueles preciosos livros de cabeceira, leitura a ser revisitada muitas vezes. Não estranhe se, após terminar a primeira leitura você sentir um impulso para lê-lo uma segunda, terceira, quarta vez.

Trecho extraído da introdução de A caça ao Tesouro – Um roteiro para a vida dos sonhos

 

A CAÇA AO TESOURO

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Novo livro de Luiz Leite

Lançamento Petrus

Se você estiver pronto para este livro, esteja certo que ele sequestrará sua mente e coração pelos próximos dias, meses e anos, tornando-se um daqueles preciosos livros de cabeceira, leitura a ser revisitada muitas vezes. Leia-o, portanto, com calma, sem pressa, pois há pérolas espalhadas por todo o percurso! Será impossível não se sentir inspirado, motivado, após sua leitura. Certamente se tornará uma referência em sua busca pessoal por sentido. Não estranhe se, após terminar a primeira leitura você sentir um impulso para lê-lo uma segunda, terceira, quarta vez.

“Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas; os livros só mudam as pessoas.”    ( Mário Quintana)

Pedidos: petruseditora@gmail.com

Alice e Dilma… Impichadas!

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Impichada

Por Luiz Leite

Aprouve ao destino que eu estivesse em Palmas, Tocantins, no dia 17 de abril de 2016, para assistir a um raro espetáculo do jogo político, a votação de um processo de impeachment. O termo, anglicismo já popularmente assimilado, despacha explicações. Ainda que utilizado em sua forma original, não resistimos e aportuguesamos o verbete, como já aconteceu antes com inúmeras palavras. Dilma foi impichada! Ouviram-se foguetes e palmas, de Palmas, a capital do mais jovem estado da União. Milhões pelo país afora folgaram de alívio, vislumbrando o fim de uma era que destroçou a economia deixando de saldo uma década perdida e a imagem internacional do país enxovalhada por escândalos que comprovam que a voracidade da corrupção não tem fim nem fundo.

O primeiro caso de impeachment registrado na história aconteceu em 1376, na Inglaterra, país que criou o dispositivo com a finalidade de punir aqueles que se encontravam fora do alcance da lei. Latimer, um Lord inglês foi acusado de alta traição e desvio de recursos mas o rei Eduardo 3° o absolveu. Os ingleses tomaram gosto pelo impeachment e no ano seguinte, 1377, condenaram por corrupção a primeira mulher, Alice Perrers – Dilma será a segunda em séculos, se o Senado aprovar – que, por corrupção, teve seus bens confiscados e foi banida do reino. O último registro de impeachment na Inglaterra, que terminou em absolvição, se deu em 1806.

Além da Inglaterra, a história registra apenas Paraguai, Equador e Irã, com um caso de impedimento cada. No Brasil, Rui Barbosa, um dos responsáveis pela constituição de 1891, que previa o uso do impeachment, era cético acerca de sua funcionalidade. Disse: “a responsabilidade criada sob a forma de impeachment é absolutamente fictícia, irrealizável, mentirosa.” Enganou-se. Em um período relativamente curto de tempo nos sagramos bicampeões da modalidade e, parece que estamos tomando gosto pela prática, a julgar pelo frenesi que tomou a nação, que de olhos atentos aos monitores de TV acompanhava o show no plenário da câmara dos deputados como se assistisse a uma final de copa do mundo do futebol. Seria um sonho se ultrapassássemos os ingleses em termos de solidez institucional, como aconteceu com aquele famoso jogo de bola que eles inventaram e nós aperfeiçoamos! Temo, entretanto, que tal façanha leve ainda alguns séculos! Tenhamos paciência. Eles também precisaram de muito tempo para atingir a maturidade institucional de que hoje desfrutam.

É o carro enguiçado, é a lama, é a lama…

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É o carro enguiçado, é a lama, é a lama…

Por Luiz Leite

O Brasil tornou-se objeto de espanto para o mundo. O jornal britânico “Financial Times” publicou: “Se o Brasil fosse um paciente internado, os médicos do pronto-socorro o diagnosticariam como doente terminal.” Segundo o jornal, um senador do próprio PT teria dito:“Os rins já pararam; o coração vai em breve”. O jornal verifica o óbvio ao dizer que “as finanças públicas estão em desordem…”  a economia, “uma desordem”.  Sim, o Brasil está derretendo. O carro enguiçou. A situação entretanto mostra-se mais crítica quando se nota que o carro enguiçou em uma subida (a breve farra das comodities e do crédito fácil, entre outros) e agora desce de ré… pior, os calços até aqui colocados não estão conseguindo conter o movimento ladeira abaixo… Presos em uma assustadora espiral descendente, a economia entra em colapso e ninguém sabe ao certo como e quando o pesadelo termina.

Estamos emperrados em um atoleiro político e econômico sem precedentes. “É o carro enguiçado – diria Tom Jobim – é a lama, é a lama…”  Falando em lama, conversando dia desses com um amigo, engenheiro da Samarco e participante da comissão criada para gerenciar o imenso caos em que a empresa se meteu com a tragédia de Mariana em Minas Gerais, pude ouvir pela primeira vez uma defesa da empresa que todos estão demonizando. Segundo o engenheiro da Samarco – uma joint-venture entre as duas maiores mineradoras do mundo (Vale S/A e PHP Billiton) – não houve negligência, o que houve foi um acidente triste e acidentes, como é sabido, acontecem.

O desastre de Mariana, o maior desastre ambiental de nossa história, é apenas uma parábola, um sinal físico, simbolizando uma chaga espiritual, moral, ética, de proporções muito maiores. O mar de lama despejado sobre o coração do Brasil pelo rompimento da barragem é uma metáfora do mar de lama que cobre o Planalto Central. Tenho muito mais confiança na integridade e profissionalismo dos gestores da Samarco do que nos gestores da coisa pública nos palácios de Brasília. Se a tragédia de Mariana, como afirmam muitos especialistas, foi um acidente, a tragédia que acontece no Planalto Central e devasta toda a nação passa longe disso. Trata-se de má fé, negligência, acobertamentos, aparelhamento descarado do Estado para fins ideológicos acima dos interesses da nação.

A recuperação do Rio Doce, com sua flora e fauna, vai demorar muito tempo. A Samarco vai pagar o preço que a justiça estabelecer. A multa até agora foi de apenas R$ 1 bilhão de reais. O grupo, entretanto, já está sendo muito mais pesadamente penalizado. Somente a Vale S/A já perdeu mais de R$ 15 bilhões em valor de mercado. Suas ações despencaram para os patamares mais baixos de sua história, desde que abriu o capital. É o Brasil derretendo… As duas empresas símbolo do orgulho da nação hoje tornaram-se motivo de vergonha. A Vale afundando por um acidente, a Petrobrás e seus parceiros adúlteros, por formação de quadrilha facultado por apadrinhamento político. É o fim do caminho…

Para aumentar o terror e pesar a mão nos tons sombrios, tanto os especialistas da mineração, como os analistas políticos e econômicos alertam para o rompimento de outras barragens…. É possível que venhamos a sangrar um pouco mais. O rombo ainda não foi devidamente mensurado. Há muita apreensão acerca da CPI do BNDES. É possível, dizem alguns, que o escândalo da Petrobrás venha se parecer com brincadeira de criança, quando se abrir a caixa preta do BNDES. O Brasil, entretanto, é maior do que a sanha desses sanguessugas lesa-pátria. A recuperação será lenta, devendo demorar muito tempo para se sanear o dano causado pelo mar de lama que a presente administração lançou sobre o país. Apertem os cintos cidadãos e cidadãs. Que Deus nos ajude! E fortaleça o Judiciário!

 

 

 

 

 

Poeira das estrelas?

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Poeira das estrelas?

Por Luiz Leite

Gosto da teoria do Design Inteligente. Não posso dizer que sou um defensor capaz – faltam-me os prazos para a obtenção dos conhecimentos necessários – mas acredito plenamente na ideia central por trás da teoria do Design, de que, não uma força, mas uma mente soberana, pessoal, inteligente, cria e coordena a exuberância estonteante que se observa por todos os lados.  Sim, sou criacionista convicto. Os defensores do Design Inteligente, negando que o universo e seus atores sejam produto do acaso evolucionário, sustentam que toda a natureza, incluindo a criatura humana, é óbvio, foi “desenhada” de modo deliberado, propositado. Nada que é produto de planejamento inteligente pode ter sido concebido senão para funcionar, e ainda, para dar certo. Só podemos ter sido desenhados e criados a partir desta perspectiva! Toda e qualquer hipótese que fuja desse desfecho é, por definição, incoerente.

Tem grande ênfase no discurso dos defensores do Design a complexidade da estrutura física da criação. Os detalhes intrincados que se encontram abundantemente em todos os seres, desde micro-organismos às estruturas mais complexas, revelam uma engenharia tão sofisticada que não faria sentido sem que houvesse alguém por trás de sua concepção! Deixando por um pouco a diversidade indescritível dos detalhes de seres e sistemas, o assombro aumenta quando nos voltamos para o topo da escada onde se encontra o homem, a mais fantástica de todas as criaturas. Para além do assombro da constituição física, vamos encontrar a não menos admirável constituição psicológica deste ser incrível. O aspecto psicológico/espiritual da criatura magnífica a distancia sobremaneira de tudo o que se conhece. É o diferencial da mente inteligente, esse “detalhe” que separa, como abismo intransponível, o homem das demais criaturas.

Nesse oceano da mente inteligente, entretanto, as certezas são poucas, os questionamentos superabundam e as repostas são raramente conclusivas. O homem vê-se inseguro e limitado nessas águas. Sua ciência dá passos de bebê… Ainda assim é nessa incrível oficina que desenvolve sua criatividade e inventa coisas incríveis. Inquieto, está sempre em movimento, inventando respostas para os problemas que afligem sua alma e seu mundo. Trabalhando para melhorar suas condições, às vezes, entretanto, bota fogo na própria casa e vê alguns de seus experimentos explodirem, Literalmente. Sustenta, todavia, que a intenção era das melhores. Ainda que sua estruturação psíquica, moldada de maneira desastrada pela cultura, mostre-se defeituosa, impondo limitações de todas as ordens em várias áreas, pode-se, mesmo sob os escombros da decadência, verificar beleza e grandeza incomparáveis nesta criatura que tanto assusta quanto fascina.

Não, a criatura magnífica não é apenas poeira das estrelas. Os misóginos a desprezam e querem-na extinta. Eu a amo, e a quero redimida. Assim quis o Filho de Deus ao oferecer-se como sacrifício na cruz do calvário, aquele paradoxo de difícil assimilação para tantos. Segundo o próprio Filho: “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”  (Jo 3.16)

Distopia

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Distopia

Por Luiz Leite

Desde 1516, quando Thomas Morus publicou o clássico pelo qual hoje ainda é lembrado entre os literatos, não se tem notícia de outro livro que seja lembrado imediatamente quando se trata da concepção teórica de um Estado perfeito. Refiro-me à UTOPIA, onde Morus fala de um lugar ideal onde todos vivem de modo harmônico sob o governo sábio e justo do rei Utopus. A partir de Morus e seu livro o termo utopia passou a designar tudo o que é imaginário e que se relaciona com a fantasia.

Thomas Morus escreveu o seu clássico inspirado em relatos que lera sobre o Brasil! Pelo menos é o que afirma um número expressivo de comentaristas da obra. Ao ler relatos de Américo Vespúcio acerca de suas viagens pelo BrasilMorus construiu o seu monumento a um Estado ideal. Vespúcio chegou à baia da Guanabara no dia primeiro de janeiro e, pensando que estavam na foz de um grande rio, batizaram o lugar de Rio de Janeiro. No dia no dia 6 de janeiro chegaram a uma enseada de grande beleza, e por ser dia de Reis, batizou-se o lugar como Angra dos Reis. Encantado registrou: “…(me) extasiei com os odores das árvores e das flores e com os sabores destas frutas e raízes, tanto que pensava comigo estar perto do Paraíso Terrestre!”

A Utopia de Thomas Morus causou efeito em seus leitores medievais. A ficção utópica inúmeras vezes quis escapar das páginas do livro e transpor-se para a realidade nos tempos modernos. Os delírios utópicos geralmente conduzem à loucura generalizada e institucionalizada. Ocorrem, de começo, no coração ou mente de um só louco e depois espalha, como fogo em capim seco. Sim, essa aridez, essa sequidão de mentes capazes de refletir os processos proporciona as condições fundamentais para precipitar o fenômeno. No cenário religioso, vez por outra encontramos falsos profetas conduzindo rebanhos de outros loucos rumo à uma Shangri-la qualquer, que invariavelmente tem por desfecho a tragédia. A proposta utópica sempre conduz a um fim distópico!

A memória recente nos trás o fim trágico dos integrantes da seita de Jim Jones na Guiana, de David Koresh em Waco, Texas ou o caso estranho dos seguidores da seita Portal do Paraíso, mistura de elementos cristãos com ficção científica que ceifou 38 vidas em San Diego, Califórnia. Nesse exato momento dezenas de delírios utópicos com potencial incendiário para um final apocalíptico estão em andamento. Na distante Sibéria, na Rússia vive e viceja hoje, ninguém menos que “Jesus Cristo”!! Milhares tem ido vê-lo! No Brasil, o delírio utópico mais trágico, ocorrido no século XIX, sob a condução de Antonio Conselheiro, ceifou ao seu fim cerca 25 mil pessoas!

Só no século que passou a humanidade assistiu atônita a delírios como o fascismo de Hitler, o comunismo de Lenin e Stalin, dentre outros laboratórios absurdos que levaram países inteiros ao caos. Em nossos dias assistimos, não menos perplexos, ao delírio Islamista que pretende estabelecer o califado, sua versão de Estado ideal, não apenas no Oriente Médio mas em todo o mundo, e isto à força da espada! Na América do Sul observamos outro delírio utópico conduzido de modo manhoso e dissimulado pelos líderes que compõem o Foro de São Paulo. O delírio desse foro, de inspiração castrista, é comunizar o continente instaurando aquilo que chamam de uma verdadeira democracia social e de massas! Uma grande Cuba, que tal? Meu Deus, que pesadelo seria esse! Já podemos, com náuseas, verificar o estado em que se encontra Brasil, Argentina e Venezuela… É aí que passamos da utopia à distopia! Dá para imaginar a grande nação sul americana governada por Dilmas, Cristinas, Evos, Maduros e Costas?? Estou certo que o leitor dever estar passando mal só de pensar .

A distopia hoje vende muito mais que a utopia. Hollywood descobriu isso e fatura “horrores” com a projeção do caos. É impressionante o número de livros, filmes e séries, explorando temas distópicos! Os grandes campeões de bilheteria confirmam a atração mórbida pelo cine catástrofe. Retrata-se aí a humanidade dizimada, o fim da civilização, o retorno à barbárie, epidêmias causadas por vírus e toda sorte de moléstias, invasões alienígnas… Quanto mais os autores distópicos “pesam a mão” nos cenários mais desesperadores, tanto mais o público delira, espumejando nas filas das salas de cinema ao redor do planeta. Filmes como Maze Runner, Jogos Vorazes, mais recentes, como os já clássicos Eu Sou a Lenda ou O Planeta dos Macacos, entre centenas de outros, confirmam esse fato.

A distopia como pano de fundo para as mais incríveis estórias, faz do cinema uma das indústrias mais poderosas do planeta. Essa atração mórbida pela morte, pela destruição, por sangue, revela o adoecimento coletivo da família humana. Esse adoecimento psíquico tem suscitado o aumento crescente do número de psicopatas em nossa sociedade. A julgar pelos fatos ao nosso derredor, estamos desesperadoramente acuados. Não há razões para fantasiar um mundo melhor. Pelo menos na história. A distopia será a grande vencedora. Desse modo, há que se aguardar, resignados, pela pós-história.

A pós-história, para onde apontam os profetas hebreus, fala de um tempo fora do tempo. É artigo de fé. O apóstolo Paulo diz, certamente referindo-se à esse tempo que “nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou no coração do homem aquilo que Deus preparou para aqueles que o amam.” O profeta Malaquias, também se referindo à esse “tempo fora do tempo” diz que naquele dia se verá a “diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve.” Antes que aquele dia chegue, eventos apocalípticos nunca antes vistos vão se abater sobre a sociedade humana. Teremos então o evento distópico final que não servirá de tema para nenhuma grande produção pois não haverá remanescente algum para produzir nem consumir a distopia.The End.