Por trás desse seu riso convincente…
Por Luiz C Leite
Está escrito no livro de Deus que há tempo pra tudo…
Há tempo pra falar, desabafar, tempo pra ficar mudo…
Há tempo de cair na gargalhada e fazer troça dessa vida;
Há tempo de recolher no canto e lamber a ferida…
Nem tudo é tão claro e evidente como quer parecer;
Por trás desse seu riso convincente há um outro voce…
É sua natureza em pé de guerra nesse eterno conflito;
É sangue, é suor, é riso, é dor…é silêncio, é grito!
Eu grito…eu grito de alegria passageira…é gol no futebol!
Eu choro num silêncio altissonante, choro em mi bemol…
E assim eu vou levando essa toada no compasso dessa lida;
Eu que já fui capoeira, parabelo, hoje sublimo a briga…
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NADA ERA DELE
Inspirado em Stanley Jones
Disse um poeta um dia,
fazendo referência ao Mestre amado:
“O berço que Ele usou na estrebaria,
por acaso era dEle?”
- Era emprestado!
E o manso jumentinho,
em que, em Jerusalém, chegou montado
e palmas recebeu pelo caminho,
por acaso era dEle?
- Era emprestado!
E o pão – o suave pão
que foi por seu amor multiplicado,
alimentando toda a multidão -,
por acaso era dEle?
- Era emprestado!
E os peixes que comeu
junto ao lago e ficou alimentado,
esse prato era seu?
- Era emprestado!
E o famoso barquinho?
aquele barco em ficou sentado,
mostrando à multidão qual o caminho,
por acaso era dEle?
- Era emprestado!
E o quarto em que ceou
ao lado dos discípulos, ao lado
de Judas, que o traiu, de Pedro, que o negou,
por acaso era dEle?
- Era emprestado!
E o berço tumular,
que, depois do Calvário, foi usado
e de onde havia de ressuscitar,
o túmulo era dEle?
- Era emprestado!
Enfim, NADA era dEle!
Mas a coroa que ele usou na cruz
e a cruz que carregou e onde morreu,
essas eram, de fato, de Jesus!”
Isso disse um poeta, certo dia,
numa hora de busca da verdade;
mas não aceito essa filosofia
que contraria a própria realidade…
O berço, o jumentinho e o suave pão,
os peixes, o barquinho, o quarto e a sepultura,
eram dEle a partir da criação,
“Ele os criou” – assim diz a Escritura…
Mas a cruz que Ele usou
- a rude cruz, a cruz negra e mesquinha
onde meus crimes todos expiou,
essa não era Sua,
ESSA CRUZ ERA MINHA!
Goiânia, 21/09/1955





NADA ERA DELE
Inspirado em Stanley Jones
Disse um poeta um dia,
fazendo referência ao Mestre amado:
“O berço que Ele usou na estrebaria,
por acaso era dEle?”
– Era emprestado!
E o manso jumentinho,
em que, em Jerusalém, chegou montado
e palmas recebeu pelo caminho,
por acaso era dEle?
- Era emprestado!
E o pão – o suave pão
que foi por seu amor multiplicado,
alimentando toda a multidão -,
por acaso era dEle?
– Era emprestado!
E os peixes que comeu
junto ao lago e ficou alimentado,
esse prato era seu?
– Era emprestado!
E o famoso barquinho?
aquele barco em ficou sentado,
mostrando à multidão qual o caminho,
por acaso era dEle?
– Era emprestado!
E o quarto em que ceou
ao lado dos discípulos, ao lado
de Judas, que o traiu, de Pedro, que o negou,
por acaso era dEle?
– Era emprestado!
E o berço tumular,
que, depois do Calvário, foi usado
e de onde havia de ressuscitar,
o túmulo era dEle?
– Era emprestado!
Enfim, NADA era dEle!
Mas a coroa que ele usou na cruz
e a cruz que carregou e onde morreu,
essas eram, de fato, de Jesus!”
Isso disse um poeta, certo dia,
numa hora de busca da verdade;
mas não aceito essa filosofia
que contraria a própria realidade…
O berço, o jumentinho e o suave pão,
os peixes, o barquinho, o quarto e a sepultura,
eram dEle a partir da criação,
“Ele os criou” – assim diz a Escritura…
Mas a cruz que Ele usou
- a rude cruz, a cruz negra e mesquinha
onde meus crimes todos expiou,
essa não era Sua,
ESSA CRUZ ERA MINHA!
Comentário por João Enicelio — 11 de fevereiro de 2011 @ 4:51 pm