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	<title>um dedo de prosa</title>
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	<description>filosofia, teologia, psicanalise</description>
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		<title>um dedo de prosa</title>
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		<title>Obrigado Pastores</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 14:37:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
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		<description><![CDATA[Obrigado Pastores Por Luiz Leite Ontem, domingo, pela primeira vez, depois de muito tempo, pude desfrutar dessa experiência absolutamente maravilhosa que é assentar-se e ouvir uma boa mensagem. A pregação da Palavra opera de forma multissetorial, operando simultaneamente em níveis diversos e áreas chave, enriquecendo, quer animando, edificando, corrigindo, motivando, repreendendo&#8230; Os (bons) pregadores são [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&amp;blog=3791436&amp;post=2677&amp;subd=luizvcc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://luizvcc.files.wordpress.com/2012/01/download.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2678" title="download" src="http://luizvcc.files.wordpress.com/2012/01/download.jpg" alt="" width="259" height="194" /></a></p>
<p><strong>Obrigado Pastores</strong></p>
<p><strong>Por Luiz Leite</strong></p>
<p><strong>O</strong>ntem, domingo, pela primeira vez, depois de muito tempo, pude desfrutar dessa experiência absolutamente maravilhosa que é assentar-se e ouvir uma boa mensagem. A pregação da Palavra opera de forma multissetorial, operando simultaneamente em níveis diversos e áreas chave, enriquecendo, quer animando, edificando, corrigindo, motivando, repreendendo&#8230;</p>
<p><strong>O</strong>s (bons) pregadores são criaturas realmente fantásticas, ainda que nem sempre reconhecidos. Um dia ele é padeiro, outro dia aguadeiro, vinhateiro, médico&#8230; outras vezes, assume um papel múltiplo, desenvolvendo várias funções ao mesmo tempo e isto com graciosa habilidade. O Pr Jucimar Leite nos serviu com uma mensagem assim neste domingo.</p>
<p><strong>C</strong>omo uma mãe, o pregador tem um trabalho as vezes pesado, de preparar alimento para seu rebanho. É curioso como nos assentamos à mesa para almoçar sem nem sequer agradecer à nossa mãe ou esposas pelo tempo que passaram ao pé do fogão preparando-nos o alimento. Simplesmente corremos para a mesa quando nos é anunciado que está na hora, nos refastelamos, e nos vamos apressados de volta para o computador, a TV, ou sabe-se lá onde.</p>
<p><strong>A</strong>cho incrível como as pessoas nem sequer agradecem. Nem todos tem o costume de dizer: &#8220;Obrigado mamãe! A comida estava ótima!&#8221; Eu, particularmente, tenho o hábito de cumprimentar aquele ou aquela que preparou a comida enquanto ainda à mesa. A gratidão, o elogio, ou um ato simples de serviço (lavar as louças do almoço) são formas de comunicar que apreciamos o que o outro fez. Como as mães que servem, resignadas, seus filhos e maridos, assim são os pregadores. Nem sempre recebem uma palavra de apreço, um muito obrigado!</p>
<p><strong>P</strong>ois, assentado como ouvinte neste domingo, percebendo a riqueza e avaliando a importância do trabalho dessas mães e pais maravilhosos que são os pregadores, gostaria de dizer: MUITO OBRIGADO PASTORES!  Suas pregações tem nos nutrido, fortalecido, edificado, orientado&#8230; Obrigado pelo esmero, trabalho árduo, perseverança, em conduzir de modo excelente nossas vidas.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/luizvcc.wordpress.com/2677/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/luizvcc.wordpress.com/2677/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/luizvcc.wordpress.com/2677/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/luizvcc.wordpress.com/2677/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/luizvcc.wordpress.com/2677/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/luizvcc.wordpress.com/2677/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/luizvcc.wordpress.com/2677/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/luizvcc.wordpress.com/2677/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/luizvcc.wordpress.com/2677/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/luizvcc.wordpress.com/2677/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/luizvcc.wordpress.com/2677/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/luizvcc.wordpress.com/2677/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/luizvcc.wordpress.com/2677/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/luizvcc.wordpress.com/2677/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&amp;blog=3791436&amp;post=2677&amp;subd=luizvcc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Brasileiro e o Livro</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 14:50:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[instrução]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Luiz Leite Hoje, ao cair da tarde, pedalando pela praia, observava as pessoas e fazia um levantamento estatístico. De cada grupo de cem pessoas encontrei no máximo duas com um livro na mão. Admiro-me com o número tão inexpressivo de livros na praia. Tá bom, é verdade, praia é lugar de jogar peteca, deitar-se numa esteira ou numa cadeira, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&amp;blog=3791436&amp;post=2668&amp;subd=luizvcc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://luizvcc.files.wordpress.com/2012/01/blog-pegar-livro-estante.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2675" title="blog-pegar-livro-estante" src="http://luizvcc.files.wordpress.com/2012/01/blog-pegar-livro-estante.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p><strong>Por Luiz Leite</strong></p>
<p><strong>H</strong>oje, ao cair da tarde, pedalando pela praia, observava as pessoas e fazia um levantamento estatístico. De cada grupo de cem pessoas encontrei no máximo duas com um livro na mão. Admiro-me com o número tão inexpressivo de livros na praia. Tá bom, é verdade, praia é lugar de jogar peteca, deitar-se numa esteira ou numa cadeira, tomar sol e relaxar&#8230; Concordo. Mas a ausência do livro me incomoda também no ônibus, no avião, no metrô&#8230;</p>
<p><strong>R</strong>ecentemente, viajando para passar as festas de fim de ano com minha família, como sempre, observei no meu vôo duas ou três pessoas apenas com um livro na mão. Noutra ocasião, no metrô em Sã0 Paulo, notei um número proporcionalmente menor ainda de pessoas flagradas com essa que é sem dúvida uma das melhores companhias.  Essas observações, ainda que pareçam tolas para alguns (que não gostam de ler), revelam a cultura de um povo. Será que o brasileiro não aprecia o livro?</p>
<p><strong>T</strong>alvez alguém proteste e diga: Isto não é verdade! Temo que as estatísticas provem o contrário. Tempos atrás fiquei chocado com um artigo que li acerca da relação do brasileiro com o livro. O texto informava que há mais livrarias na grande Paris, na França, do que em todo o território brasileiro! Lembrei-me então que durante os anos que morei na Europa sempre me impressionava com o número de pessoas lendo dentro de um ônibus ou trem. Em muitas viagens encontrei livros deixados para trás como que propositadamente para que outros pudessem ter o que ler.</p>
<p><strong>O</strong> fato, pode-se argumentar, é que livro no Brasil é caro. Esta é uma verdade constrangedora. Deixa-nos numa sinuca: O brasileiro não lê porque o livro é caro! ou, O livro é caro e por isso o brasileiro não lê! Tudo nesse país é muito caro, talvez extorsivamente caro&#8230; Revolto-me todas as vezes que entro numa livraria nos EUA. Como o americano pode comprar livros por um preço melhor que o nosso? Bom, esse assunto e essa revolta não cabem aqui. Ficarão para outro artigo.</p>
<p><strong>E</strong>m uma pesquisa feita pelo <a href="http://www.prolivro.org.br/ipl/publier4.0/dados/anexos/48.pdf">Instituto Pró-Livro</a>, Retratos da Leitura no Brasil, os dados constrangem.</p>
<p align="left">(&#8230;) Declaram-se não-leitores 48% (não leram um livro nos três meses anteriores à pesquisa). Essa proporção desce para 45% se forem considerados os que não leram um livro no ano anterior. 33% dos não-leitores são analfabetos e 37% têm até a 4ª série, faixa em que as práticas de leitura ainda não estão consolidadas.</p>
<p align="left">A maior parcela de não-leitores está entre os adultos: 30 a 39 (15%), 40 a 49 (15%), 50 a 59 (13%) e 60 a 69 (11%). O número de não-leitores diminui de acordo com a renda familiar e de acordo com a classe social. Quase não há não-leitores na classe A e há apenas 1% de não-leitores quando a renda familiar é de mais de 10 salários mínimos. Isso pode levar à conclusão de que o poder aquisitivo é significativo para a constituição de leitores assíduos.</p>
<p align="left">As dificuldades de leitura declaradas configuram um quadro de má formação das habilidades necessárias à leitura, o que pode decorrer da fragilidade do processo educacional: lêem muito devagar: 17%, não compreendem o que lêem: 7%, não têm paciência para ler: 11%, não têm concentração: 7%. Todos esses problemas dizem respeito a habilidades que são formadas no processo educacional.</p>
<p align="left">As alegações para a ausência de leitura no ano anterior à pesquisa evidenciam problemas de várias ordens: falta de tempo: 54%, outras preferências:</p>
<p align="left">34%, desinteresse: 19%, falta de dinheiro: 18%, falta de bibliotecas: 15%. Assim, 33% das alegações dizem respeito à falta de acesso real ao livro e 53% dizem respeito ao desinteresse pela leitura. Se considerarmos a falta de tempo uma questão de opção na organização da agenda pessoal, o índice de desinteresse pela leitura cresce muito.</p>
<p align="left">Tais informações parecem configurar um ambiente em que a leitura não é socialmente valorizada, em que o livro não tem um lugar assegurado. Tanto é que 86% dos não-leitores nunca foram presenteados com livros na infância, enquanto no universo dos considerados leitores esse índice cai para 48%. Outra informação importante diz respeito às práticas familiares de leitura.</p>
<p align="left">Nos lares dos não-leitores, 55% nunca viram os pais lendo. Se considerarmos que a maior influência para a formação da leitura vem dos pais (principalmente das mães). No entanto, dado o quadro de que os pais dos entrevistados não têm instrução alguma (23 %), cursaram até a 4ª série do ensino fundamental (23%) ou têm fundamental incompleto (15%), enquanto as mães sem qualquer escolaridade são 26%, 22% fizeram até a 4ª série e 16% têm fundamental incompleto, torna-se muito difícil a inculcação pela família do valor da leitura.</p>
<p align="left"><strong>N</strong>osso sistema educacional consegue a façanha de posicionar-se entre alguns dos países mais pobres do planeta, nós que hoje circulamos orgulhosos no circuito seleto das maiores economias mundiais. Se, como disse Monteiro Lobato, um país se faz com homens e livros, receio que tenhamos que caminhar muito ainda até que nosso povo faça do livro uma companhia inseparável.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/luizvcc.wordpress.com/2668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/luizvcc.wordpress.com/2668/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/luizvcc.wordpress.com/2668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/luizvcc.wordpress.com/2668/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/luizvcc.wordpress.com/2668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/luizvcc.wordpress.com/2668/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/luizvcc.wordpress.com/2668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/luizvcc.wordpress.com/2668/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/luizvcc.wordpress.com/2668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/luizvcc.wordpress.com/2668/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/luizvcc.wordpress.com/2668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/luizvcc.wordpress.com/2668/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/luizvcc.wordpress.com/2668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/luizvcc.wordpress.com/2668/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&amp;blog=3791436&amp;post=2668&amp;subd=luizvcc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Patrimônio Existencial</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 14:50:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz leite</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Patrimônio Existencial Por Luiz Leite Fim de ano é tempo de balanço. Ocasião comumente usada para fazer contas. Geralmente fazemos essas contas considerando quanto perdemos e quanto ganhamos em termos materiais. Sabemos, entretanto, que há outros valores envolvidos. Raramente contabilizamos as derrotas de modo correto. Há perdas que trazem ganhos. Posso ter perdido dinheiro e adquirido [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&amp;blog=3791436&amp;post=2662&amp;subd=luizvcc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://luizvcc.files.wordpress.com/2011/12/luto-3.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2663" title="luto-3" src="http://luizvcc.files.wordpress.com/2011/12/luto-3.jpg?w=300&#038;h=204" alt="" width="300" height="204" /></a></p>
<p><strong>Patrimônio Existencial</strong></p>
<p><strong>Por Luiz Leite</strong></p>
<p><strong>F</strong>im de ano é tempo de balanço. Ocasião comumente usada para fazer contas. Geralmente fazemos essas contas considerando quanto perdemos e quanto ganhamos em termos materiais. Sabemos, entretanto, que há outros valores envolvidos. Raramente contabilizamos as derrotas de modo correto. Há perdas que trazem ganhos. Posso ter perdido dinheiro e adquirido experiência. Posso ter perdido um emprego e adquirido maturidade&#8230; Perdemos determinados valores, às vezes, por falta de cuidado, zelo, investimento. Ganhamos com essas perdas a experiência que não se conquistaria de outro modo.</p>
<p><strong>N</strong>ão se consegue experiência enquanto se teoriza sobre os processos. Só pode ser alcançada mediante a prática. Só se aprende fazendo, afinal. É tempo de rever seu patrimônio, de contabilizá-lo de modo mais completo. Se voce errou, só errou porque tentou&#8230; Se errou fazendo, considere os desacertos como escola. Para alguns esse ano foi um curso intensivo de perda e dor. Incrível que pareça, se visto pela ótica correta, a preciosidade do ensino no curso da perda é superior ao valor em si pelo qual tantos, nesse momento, estão chorando. Pois bem, chorar, como diz o ditado, faz parte. Há tempo de chorar, diz a Bíblia, de se recolher no canto e lamber as feridas, mas só o tempo suficiente para se recompor. Nada mais que isso!</p>
<p><strong>S</strong>e você observar bem, é possível que o aparente ano difícil esteja fechando e o deixando com um patrimônio existencial mais robusto do que voce imagina. Considere. As perdas nos deixam humildes em áreas onde possivelmente éramos prepotentes. Deixam-nos atentos onde éramos displicentes. Os fracassos são reveladores. São essas pancadas que nos despertam da ingenuidade, da tolice, da arrogância, da autossuficiência&#8230; Geralmente esses prejuízos, em termos de ativos materiais, são transformados em ativos de outra ordem. Se aprendemos com a derrota e a dor, resta-nos o consolo de que podemos ter nosso patrimônio existencial acrescido de humildade, prudência, respeito, honra, amor&#8230;</p>
<p><strong>P</strong>ortanto, as perdas, como instrumentos pedagógicos altamente eficazes, trazem escondidas sob os seus escombros lições inestimáveis. Não se abata. Infelizmente, raríssimos são aqueles que aprendem sem ter que errar. Ainda que exortados a seguir o conselho, preferimos sempre fazer as coisas à nossa maneira. Se por acaso resolver buscar o conselho dos sábios, no ano que entra, você certamente vai errar menos, mas receio que a natureza impetuosa do velho homem ainda vai continuar querendo fazer seus experimentos. Pois bem, a escolha é de cada um. Que você tenha um ano de muitos acertos. Se porventura cometer alguns erros, pelo menos tente incorporar o aprendizado do tropeço em seu patrimônio existencial.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/luizvcc.wordpress.com/2662/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/luizvcc.wordpress.com/2662/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/luizvcc.wordpress.com/2662/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/luizvcc.wordpress.com/2662/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/luizvcc.wordpress.com/2662/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/luizvcc.wordpress.com/2662/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/luizvcc.wordpress.com/2662/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/luizvcc.wordpress.com/2662/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/luizvcc.wordpress.com/2662/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/luizvcc.wordpress.com/2662/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/luizvcc.wordpress.com/2662/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/luizvcc.wordpress.com/2662/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/luizvcc.wordpress.com/2662/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/luizvcc.wordpress.com/2662/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&amp;blog=3791436&amp;post=2662&amp;subd=luizvcc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Reféns das horas</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 15:50:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz leite</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Reféns das horas Por Luiz Leite O ano passou muito rápido! Meu Deus, já é dezembro! Este é um comentário comum no dia a dia nesta época do ano. Há muito tornou-se uma espécie de pretexto para entabular conversa quando se padece de falta de assunto. É fato que viajamos muito, muito rápido&#8230; O ano, entretanto, não passou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&amp;blog=3791436&amp;post=2659&amp;subd=luizvcc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p><strong>Reféns das horas</strong></p>
<p><strong>Por Luiz Leite</strong></p>
<p><strong>O</strong> ano passou muito rápido! Meu Deus, já é dezembro! Este é um comentário comum no dia a dia nesta época do ano. Há muito tornou-se uma espécie de pretexto para entabular conversa quando se padece de falta de assunto.</p>
<p><strong>É </strong>fato que viajamos muito, muito rápido&#8230; O ano, entretanto, não passou rápido como se supõe. A astrofísica não publicou qualquer documento sugerindo que nossa revolução em torno do sol tenha acelerado. Permanecemos viajando a exatos 107.000 km por hora!  Os dias, por sua vez, também não estão mais corridos, como julgamos. O movimento de rotação da Terra em torno do seu eixo permanece inalterado. Continuamos girando a 1674 km por hora! Donde, pois a idéia de o tempo está passando mais rápido?</p>
<p><strong>A</strong> princípio esse conceito de tempo é muito relativo. Os animais não sabem dele. Tampouco os anjos. Nós o inventamos. Juntamente com ele criamos o calendário, uma baita de uma invenção! Servem-nos bem o calendário e o relógio. Do mesmo modo que nos ajudam, incomodam, oprimem, estressam&#8230;</p>
<p><strong>T</strong>ive uma experiência interessante na África há alguns anos atrás. Pregava numa aldeia no coração de Uganda. Os encontros que duraram toda a semana eram longos e tranquilos. As pessoas chegavam cedo para o culto e não se inquietavam com o passar do tempo. Notei, curioso, como ocidental, que ninguém se ocupava em checar as horas, uma vez que os cultos eram muito demorados. Percebi depois que ninguém procurava saber as horas porque ninguém tinha relógio!</p>
<p><strong>A</strong>ssim, não é o tempo que voa, nós é que perdemos o equilíbrio. É lastimável observar a agitação do ser humano urbano em sua rotina atropelada; Como um cavalo sob o estalo do açoite do tempo, o homem segue, resfolegando, atarantado, o que resulta em adoecimento do corpo e da alma. Um preço alto demais para uma vida, em muitos sentidos, sórdida demais!</p>
<p><strong>O</strong> velho Moisés já há muito, tendo escapado do cativeiro do calendário e de seu turbilhão desestabilizador, ora com muita propriedade e pede ao Eterno: &#8220;Ensina-nos a contar os nossos dias de tal modo que alcancemos um coração sábio.&#8221; (Sl 90.12)  É bom que oremos assim também para que não iniciemos o próximo giro em torno do sol apressados demais e sem tempo para desfrutar da paisagem.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			<media:title type="html">etiel</media:title>
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		<title>A Vida Em Três Tempos</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 16:55:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Calderon de la Barca]]></category>
		<category><![CDATA[Epicuro]]></category>
		<category><![CDATA[Gonzaguinha]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros Leitores, minha editora achou por bem que eu parasse com a publicação no blog do meu livro A PEDAGOGIA DO DESERTO &#8211; Um Convite ao Desconforto.  Segue o último trecho compartilhado aqui. Em breve o livro estará disponível. Boa Leitura!    A vida em três tempos Por Luiz Leite  “Que és la vida? Una ilusión, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&amp;blog=3791436&amp;post=2627&amp;subd=luizvcc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://luizvcc.files.wordpress.com/2011/12/deserto1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2645" title="Deserto" src="http://luizvcc.files.wordpress.com/2011/12/deserto1.jpg?w=300&#038;h=196" alt="" width="300" height="196" /></a></strong></p>
<p><strong>Caros Leitores, minha editora achou por bem que eu parasse com a publicação no blog do meu livro A PEDAGOGIA DO DESERTO &#8211; Um C</strong><strong>onvite ao Desconforto.  Segue o último trecho compartilhado aqui. Em breve o livro estará disponível. Boa Leitura! </strong></p>
<p><strong></strong> </p>
<p><strong>A vida em três tempos</strong></p>
<p><strong>Por Luiz Leite</strong></p>
<p> <em>“Que és la vida? Una ilusión, una sombra, una ficción, y el mejor bien és pequeño: que toda la vida es sueño y los sueños&#8230; sueños son.”</em></p>
<p align="center"><em> </em>                                                              Calderón de La Barca</p>
<p align="center"><em> </em></p>
<p>Como no ocidente racionalizamos mais do que intuímos, temos a tendência de perceber o mundo de forma mais encorpada, por ser este material, e dispensar à vida e à espiritualidade uma consideração diminuta. Concluímos que o mundo é grande e que a vida é curta, pequena. Polarizados nestes extremos, desenvolvemos concepções errôneas. Seria a vida assim tão pequena. Segundo o poeta Gonzaguinha<em>,“há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo, é uma gota, é um tempo que não dá um segundo&#8230;”</em></p>
<p><em>“Um nada no mundo?”</em> Seria o mundo maior do que a vida? Depende. Como sempre, tudo depende do ângulo de onde se observa uma coisa e outra. Se considerada segundo a ótica de Epicuro (314-271 a.C.), filósofo grego antigo que não cria que a alma pudesse resistir o golpe desintegrador da morte, a vida encontraria o seu “fim” com o colapso do corpo. Não haveria nada mais com que se ocupar.</p>
<p>Se por outro lado a vida prossegue, como sustenta o pensamento cristão e o de outras religiões que crêem na imortalidade da alma, então a vida é maior. Todavia, como não temos instrumentos para fazer tal verificação, ficamos diante de uma situação de difícil solução. O mundo é conceito concreto, passível de ser capturado, a vida, por sua vez, escapa-nos para os domínios do subjetivo.</p>
<p>Fato é que, num primeiro instante, a vida como a conhecemos, se dá no mundo, no âmbito concreto do tangível e pode até mesmo parecer insignificante diante da imponência avassaladora da matéria. Engano. Equivoco conceitual. Ainda que a ótica seja estreita e a compreensão obtusa, a vida é maior. O subjetivo sempre entornará para além dos limites da objetividade.</p>
<p>Não deveríamos insistir em fazer contas e submeter tudo à exatidão fria e inflexível de uma operação aritmética. O código da vida jamais será desvendado pelos expedientes da lógica. Poderemos avançar dissecando os componentes da matéria e descrevendo sua dinâmica, mas não passaremos da fronteira onde a bruma misteriosa e permanente paira sobre a bifurcação que separa mundo e vida. O autor do livro de Eclesiastes, o mais filosófico da bíblia hebraica, diz que o <em>espírito</em> (vida) retornará para Deus que o deu, quando o <em>“cântaro </em>(corpo)<em> se quebrar junto à fonte.”</em> A vida não está circunscrita ao corpo. Transcende.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/luizvcc.wordpress.com/2627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/luizvcc.wordpress.com/2627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/luizvcc.wordpress.com/2627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/luizvcc.wordpress.com/2627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/luizvcc.wordpress.com/2627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/luizvcc.wordpress.com/2627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/luizvcc.wordpress.com/2627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/luizvcc.wordpress.com/2627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/luizvcc.wordpress.com/2627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/luizvcc.wordpress.com/2627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/luizvcc.wordpress.com/2627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/luizvcc.wordpress.com/2627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/luizvcc.wordpress.com/2627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/luizvcc.wordpress.com/2627/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&amp;blog=3791436&amp;post=2627&amp;subd=luizvcc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">etiel</media:title>
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		<title>Duas Leituras</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 20:35:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[  Caros Leitores, segue mais um trecho do livro. Os textos aqui publicados são escolhidos do livro A PEDAGOGIA DO DESERTO – Um convite ao desconforto. Boa Leitura!    Duas Leituras O nosso mundo, no que respeita ao planeta, está divido em duas grandes porções geográficas distintas que chamamos de Oriente e Ocidente. Os termos que se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&amp;blog=3791436&amp;post=2632&amp;subd=luizvcc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://luizvcc.files.wordpress.com/2011/12/deserto_393.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2635" title="deserto_39" src="http://luizvcc.files.wordpress.com/2011/12/deserto_393.jpg?w=300&#038;h=240" alt="" width="300" height="240" /></a></p>
<p><strong>Caros Leitores, segue mais um trecho do livro. Os textos aqui publicados são escolhidos do livro A PEDAGOGIA DO DESERTO – Um convite ao desconforto. Boa Leitura! </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Duas Leituras</strong></p>
<p>O nosso mundo, no que respeita ao planeta, está divido em duas grandes porções geográficas distintas que chamamos de Oriente e Ocidente. Os termos que se referiam a regiões geográficas acabaram se tornando sinônimo de mentalidades. O Oriente é místico e por essa razão mais espiritualista; o Ocidente, por sua vez, é lógico e materialista. O materialismo ocidental apresenta-nos o homem que supervaloriza o mundo, em sua acepção material, e entrega-se ao hedonismo nas suas mais variadas versões. O misticismo oriental apresenta-o mais despojado, espiritualizado, com certo desprezo em relação às coisas materiais, espiritualizando a vida em todas as suas formas.</p>
<p>Encontramos, todavia, no oriente, a influência materialista do ocidente, e no ocidente a influência mística do oriente. O ocidente produz ciência, e o oriente produz religião. É praticamente impossível para o homem do ocidente compreender a “lógica” do homem oriental quando, por exemplo, um monge budista ateia fogo ao seu próprio corpo, ou um guerreiro muçulmano entrega a sua vida num ataque suicida, convicto de que a recompensa que o aguarda vale o sacrifício. Esse desprezo e desapego para com a vida no mundo aponta para a importância sobremodo enfática que o homem oriental deposita no além.</p>
<p>De igual modo, quando os orientais observam a leviandade dos modos do ocidente, escandalizam-se em face à maneira tão materialista com que os ocidentais vivem no mundo. Estamos situados em dois extremos. As leituras que fazemos do mundo e da vida são tão diferentes que não parece haver possibilidade de conciliá-las.</p>
<p>Há muitos séculos Aristóteles já divergia profundamente de seu pupilo Alexandre na arena da política externa. Achava o “Intelecto”, alcunha pelo qual Platão o chamava, que não era possível helenizar o mundo oriental como sonhava Alexandre. Era inútil tentar impor a cultura grega sobre o oriente. A distância entre um e outro é intransponível. Alexandre, que mais tarde se tornaria, o Grande, não acatou o ensino do ilustre mentor e, em seu apetite desenfreado por poder investiu contra as terras do oriente, conquistou-as, e até tentou ocidentalizá-las, mas não teve êxito. Ainda que o mundo conhecido de então estivesse sob o controle de Alexandre, a vida não estava. Morreu o homem e com ele sepultou-se também o sonho.</p>
<p>Temos visto em nossos tempos a mesma tendência. O ocidente, capitaneado pelos EUA, tentando impor a democracia e os valores ocidentais no Oriente Médio, pelos meios da força bélica. Certamente Aristóteles ainda deveria ser ouvido neste quesito. Aquilo que o Intelecto percebeu há mais de dois milênios atrás permanece oculto aos poderes ocidentais que insistem em uniformizar as mentes de mundos em conflito.</p>
<p>Esses dois blocos que formam o nosso mundo funcionam quase que exatamente como os dois hemisférios do cérebro humano. Segundo o que hoje é fato, resultado dos avanços da neurologia moderna, o hemisfério esquerdo do cérebro seria o responsável por gerenciar os fatos a partir de uma lógica racional, linear, enquanto o direito administra vida com os recursos da intuição, produzindo compreensões desvinculadas da lógica. São as duas faces, por assim dizer, de uma mesma moeda, dois aspectos fundamentais na composição da mente, os quais fazem da mesma, uma unidade completa e complexa.</p>
<p>Supervalorizar a lógica racional desprezando o valor e lugar da intuição, e vice versa, é um erro grosseiro de juízo. Ambos são importantes para nos providenciar uma conceituação completa do mundo e da vida. Quando desprezamos um e supervalorizamos outro, empobrecemos nossa cosmovisão e nos tornamos reféns do preconceito. E este tem nos matado.</p>
<p>Embora o Ocidente seja jovem em termos de civilização, em termos comparativos, uma vez que o Oriente já apresentava civilização avançada enquanto o Ocidente vivia submerso na barbárie, os bárbaros caucasianos ultrapassaram o Oriente no campo das ciências. Hoje, a tecnologia que floresce no oriente, foi transferida para lá pelo ocidente; por outro lado, tudo o que sabemos de religião no ocidente, foi trazido de lá para cá.</p>
<p>A mente ocidental é materialista e linear, e no seu reducionismo cartesiano venera o racionalismo, ao passo que a mente oriental, espiritualizada e holística, preza a intuição e a mística. Por essa razão, o oriente vem ao ocidente buscar tecnologia e este vai ao oriente buscar religião. Não é, portanto, de admirar que todas as grandes religiões tenham o seu berço na porção oriental do mundo e que a maior parte das conquistas tecnológicas aconteçam no Ocidente! É também notável que o Ocidente seja uma usina geradora de prêmios Nobel, ao passo que o Oriente seja uma imensa incubadora de “santos”.</p>
<p>Não deveria existir tal coisa como razão <em>versus</em> intuição. Poderíamos extrair o melhor desses milênios de reflexão e incansável inquirição, e fazer uso mais inteligente de tão grande acervo de conhecimento acumulado. Possivelmente, construiríamos um mundo melhor e desfrutaríamos de uma vida mais equilibrada, mas, infelizmente, parece que temos seguidamente feito a opção pelas águas perigosas do extremo.</p>
<p><strong>Ps.: Deixe o seu comentário expressando o interesse pela continuação.</strong></p>
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		<title>A Caverna De Platão</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 03:09:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Aristóteles]]></category>
		<category><![CDATA[Empirismo]]></category>
		<category><![CDATA[mística]]></category>
		<category><![CDATA[Metáfora da Caverna]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria da verdade]]></category>

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		<description><![CDATA[Caro leitor, segue a continuação do livro inédito aqui publicado em trechos. A Pedagogia do Deserto vai nos levar a descobertas surpreendentes. Boa leitura!   A PEDAGOGIA DO DESERTO Capítulo I (c)   A VIDA NO MUNDO   O surpreendente filósofo grego Platão (428/348 a.C.) há muito já desconfiava da capacidade da razão para explicar o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&amp;blog=3791436&amp;post=2592&amp;subd=luizvcc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://luizvcc.files.wordpress.com/2011/11/deserto-do-saara-clima-temperatura-noite-vegetacao1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2610" title="deserto-do-saara-clima-temperatura-noite-vegetacao" src="http://luizvcc.files.wordpress.com/2011/11/deserto-do-saara-clima-temperatura-noite-vegetacao1.jpg?w=300&#038;h=191" alt="" width="300" height="191" /></a></p>
<p><strong>Caro leitor, segue a continuação do livro inédito aqui publicado em trechos. A Pedagogia do Deserto vai nos levar a descobertas surpreendentes. Boa leitura!</strong></p>
<p><strong></strong> </p>
<p><strong>A PEDAGOGIA DO DESERTO </strong></p>
<p><strong>Capítulo I (c)</strong></p>
<p><strong></strong> </p>
<p><strong>A VIDA NO MUNDO</strong></p>
<p><strong></strong> </p>
<p>O surpreendente filósofo grego Platão (428/348 a.C.) há muito já desconfiava da capacidade da razão para explicar o altamente complexo sistema de coisas ao nosso redor. Suspeitando das verdades superficiais, aquilo que se vê, chegou à conclusão que a percepção dos sentidos é enganosa. O método empírico, que se orienta basicamente pelas informações colhidas pela experiência através dos sentidos, não nos conta a estória toda. Na verdade nos ludibria, deixando-nos vendidos a uma doce, porém, tola ilusão.</p>
<p><strong></strong> <strong>Além do véu – a metáfora da caverna</strong></p>
<p>Para explicar e fundamentar suas idéias quanto à ilusão em que vivem aqueles que se norteiam pelos sentidos, criou a metáfora da caverna. Nessa parábola conta-nos acerca de um grupo de homens que viviam aprisionados dentro de uma caverna. Acorrentados, tudo o que podiam ver era a face de uma rocha desnuda sobre a qual as chamas de uma fogueira projetava suas imagens.</p>
<p>Por muitos anos estudaram aquelas sombras, escreveram tratados sobre as imagens, desenvolveram filosofias, teologias e todo um corpo de “conhecimentos” daquela que era a sua realidade. Um dia, entretanto, um deles conseguiu escapar dos grilhões que o prendiam e, desesperadamente, buscou a saída da caverna. Ao chegar à porta da caverna deparou-se com a luz resplandecente do sol.  Com a visão ofuscada nada podia ver de forma clara, cegado pelo clarão, até que, passado algum tempo pôde por fim começar a apreciar aquele cenário incrivelmente belo. Ficou encantado. Mal podia acreditar no que via!</p>
<p>Resolveu correr o risco de retornar à caverna para compartilhar com os amigos sua grandiosa descoberta da verdade. Ao chegar ao interior da caverna começa a falar com grande entusiasmo aos amigos acerca do que havia encontrado. Diz para os amigos que eles estavam enganados com respeito às coisas e que tudo aquilo que tinham aprendido não correspondia à verdade, não passando de sombras de uma realidade outra. Os amigos, indignados, se recusam a abrir mão do conhecimento acumulado em anos de “estudos” e mais, ameaçam até mesmo matá-lo por tamanhas heresias. Como ele ousava questionar de forma tão irreverente uma tradição milenar e dizer que todos estavam errados?</p>
<p>Com essa metáfora Platão deseja ilustrar aquela que seria a base da sua teoria. A “realidade”, e por extensão todo o conhecimento que obtemos através dos sentidos, não passa de sombras projetadas sobre a face da rocha em nossa caverna. A verdade última acerca dos fatos não se encontra aqui, mas em outra esfera. Precisamos sair da caverna.</p>
<p><strong> </strong><strong>A mística platônica</strong></p>
<p>O que é a verdade? perguntou Pilatos a Jesus quando este lhe disse que havia vindo ao mundo para dar testemunho da verdade. Como se chega à verdade? É possível conhecê-la? Várias teorias tem sido desenvolvidas para responder a tais perguntas. Dentre as teorias da verdade, a teoria mística é possivelmente a mais antiga. Desde há muito o homem tem se visto limitado em sua capacidade de apreensão da verdade a partir das próprias observações e elucubrações da razão. Por causa dessa desalentadora restrição sempre acaba voltando para a crença religiosa.</p>
<p>Diferentemente de seu ilustre discípulo Aristóteles, que cria ser possível provar a existência de Deus a partir da razão, e que atribuía grandíssima importância à <em>empeiria</em> (experiência através do uso dos sentidos), Platão era um místico (do grego <em>mustikós</em> &#8211; referente aos mistérios). O místico é aquele que sustenta crença em coisas sobrenaturais sem a necessidade de uma base racional. Cria que existe uma realidade espiritual que não pode ser captada pelos sentidos, nem apreendida pela razão.</p>
<p>Sua gnosiologia (teoria de como obtemos o conhecimento e como podemos averiguar a veracidade deste) consistia de uma “escada” onde os degraus mais elementares são aqueles da percepção sensorial e da razão. Em seu esquema, os sentidos nos provêem de um conhecimento rudimentar; a razão, por sua vez nos proporciona acesso a um nível mais seguro da verdade, mas ainda assim não consegue abarcar todas as coisas. Ainda que absolutamente útil, a razão, cria Platão, limita-se a processar o conhecimento de uma esfera inferior. Ajuda, mas não responde a tudo.</p>
<p>Num terceiro degrau, a intuição nos daria condições de compreender coisas que nem os sentidos nem a razão poderiam explicar, e, num quarto degrau estaria o misticismo, como recurso mais elevado. A mística nos tomaria pela mão, e através da revelação, uma espécie de conhecimento trazido por uma entidade espiritual, deuses ou espíritos; sem qualquer relação com o tipo de conhecimento natural a que estamos acostumados, a mística nos daria acesso à uma realidade imaterial inacessível por outros meios.</p>
<p>Para Platão, era imensa e tola a pretensão humana de decifrar a vida a partir dos parcos recursos de que os sentidos e a razão dispõem. Por valorizar a intuição e a mística Platão acabou tornando-se atraente para os pensadores cristãos. Estes, ao encontrarem em sua filosofia tantos pontos de contato com sua doutrina, acabaram por absorvê-lo em sua teologia. Seria cristianizado&#8230;</p>
<p><strong>Ps.: Se voce está gostando do texto, recomende aos amigos enquanto estamos apenas no começo da viagem. Até mais!</strong></p>
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		<title>A Pedagogia do Deserto</title>
		<link>http://luizvcc.wordpress.com/2011/11/23/a-pedagogia-do-deserto/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 20:49:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Aristóteles]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[mistério]]></category>
		<category><![CDATA[princípio motor]]></category>

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		<description><![CDATA[  Caro leitor, o texto que segue é continuação do primeiro capítulo do livro que está sendo postado em trechos aqui neste site. A viagem  que começa aqui vai nos levar a descobertas riquíssimas.- Boa viagem! Boa leitura!   A PEDAGOGIA DO DESERTO   Capítulo I (b)                          A VIDA NO MUNDO   “Três paixões simples, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&amp;blog=3791436&amp;post=2589&amp;subd=luizvcc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong></strong> <a href="http://luizvcc.files.wordpress.com/2011/11/tuaregs_no_deserto.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2596" title="tuaregs_no_deserto" src="http://luizvcc.files.wordpress.com/2011/11/tuaregs_no_deserto.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p><strong>Caro leitor, o texto que segue é continuação do primeiro capítulo do livro que está sendo postado em trechos aqui neste site. A viagem  que começa aqui vai nos levar a descobertas riquíssimas.- Boa viagem! Boa leitura!</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>A PEDAGOGIA DO DESERTO</strong></p>
<p><strong></strong> </p>
<p><strong>Capítulo I (b)</strong></p>
<p><strong></strong> <strong>                       </strong></p>
<p><strong>A VIDA NO MUNDO</strong></p>
<p><strong></strong> </p>
<p align="center"><em>“Três paixões simples, mas devastadoramente poderosas, governam minha vida: um ardente desejo de amor, a busca do saber e uma insuportável </em><em>piedade diante do sofrimento dos homens.                            </em>   </p>
<p align="center">(Bertrand Russell – autobiografia)</p>
<p><strong></strong> </p>
<p><strong>Vida, substantivo abstrato</strong></p>
<p>Se o mundo enquanto matéria é substantivo concreto, a vida por sua vez é substantivo abstrato. Descreve-se o mundo e seu arranjo de modo objetivo. Quer algo mais elegante e preciso do que uma molécula de água? A vida, entretanto, não se submete a uma descrição simples. Ou podemos por acaso explicar o mistério da vida, mesmo que seja na escala microscópica de uma ameba? Revestida de mistérios, a vida confunde nossos sentidos, deixando nossas faculdades intelectivas sem recursos para avançar, sem respostas óbvias.</p>
<p>Onde, exatamente, se esconde o princípio motor que anima os seres vivos? Dissecamos o sapo e compreendemos como ele se move ao estudar sua estrutura; desvendamos sua anatomia e a maravilhosa e complexa rede muscular que o capacita a dar pulos, mas foge-nos completamente à compreensão, o quê ou quem faz o sapo pular! Aristóteles quis saber sobre o princípio motor que coloca o mundo em movimento. Teorizou. Chegou a dar número aos motores que movem a magnífica engrenagem. Esses motores, imaginou, seriam deus, ou deuses. A obsessão de Aristóteles em desvendar o mundo não foi suficiente para facilitar o acesso ao mistério da vida.</p>
<p>Podemos saber do mundo e somos livres para esmiuçá-lo, mas a vida, ainda que se manifeste de forma grandiloquente por todos os lados, nos deixa perplexos. Simplesmente não se comporta segundo a elegância dos números, da lógica, antes, arisca, escapa-nos ao controle, fugidia, misteriosa, sempre. Podemos pegar, apalpar e definir objetivamente o substantivo concreto. Sabemos bem o que é um livro, uma cadeira; podemos descrevê-los com segurança e afirmar categoricamente o que são. Embaraçamo-nos, todavia, diante dos substantivos abstratos. Esta classe de substantivos nos deixa suficientemente inseguros em nosso esforço de explicar algo que não podemos tocar, manipular, quantificar.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>De tartarugas à lebres</strong></p>
<p>As verdades apreendidas pela inteligência consciente são rasas. A certeza dos números, das formulações da ciência, das argumentações lógicas, dos silogismos, perfazem apenas o <em>beabá</em> do grande mistério. A grande teoria da relatividade de Einstein, ainda hoje assombrosa, nos ajudou a formar as primeiras sílabas em nosso processo de alfabetização. Já conseguimos balbuciar, orgulhosos, os sons mais elementares das palavrinhas dissílabas do compõem o soberbo livro do universo. Arranhamos com essa e outras “grandes” conquistas da ciência, a superfície do grande mistério que concerne ao mundo. É tão assustador quanto estimulante saber que aquilo que logramos conhecer até hoje é tão minúsculo e o que ainda está por descobrir é tão largo e profundo!</p>
<p>Até a revolução industrial a humanidade caminhou a passo de tartaruga; as mudanças aconteciam de forma lenta. Após a referida revolução, um crescimento tecnológico estupendo vem se avolumando de maneira surpreendente. De tartaruga para lebre, sofremos um impulso incrível. Simplesmente não mais conseguimos acompanhar a velocidade com que as coisas estão mudando. Beiramos àquilo que alguns gostam de chamar de crescimento exponencial, mas, mais surpresas nos aguardam, dizem os cientistas, vem aí o famoso salto quântico, que vai nos levar ainda mais além em termos tecnológicos.</p>
<p>O mundo vai sendo sistematicamente esmiuçado, mas o código que dá acesso ao conhecimento dos mistérios da vida permanece, todavia, inviolado. A inteligência racional consegue compreender o mundo em muitos aspectos, reordenar a matéria e manipulá-la, todavia, o que se percebe por meio dessa inteligência é apenas fenômeno<em>, </em>rascunhos pálidos de uma realidade que parece estar além daquilo que nossos sentidos limitados possam captar&#8230;</p>
<p>Até o próximo trecho!</p>
<p><strong>Ps.: Se voce leu e deseja continuar a leitura deste livro aqui publicado em pequenos trechos por favor deixe um comentário simples tipo: gostei&#8230; será suficiente para o meu experimento.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
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			<media:title type="html">etiel</media:title>
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		<title>Convite a uma viagem</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 14:25:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento humano]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[iluminação]]></category>
		<category><![CDATA[luiz leite]]></category>
		<category><![CDATA[pedagogia]]></category>
		<category><![CDATA[teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Gostaria de convidar meus leitores e amigos  a participarem de uma viagem através do meu livro mais recente - A PEDAGOGIA DO DESERTO -  que resolvo publicar aqui em trechos ao estilo Folhetim. Boa leitura! Boa viagem!    A PEDAGOGIA DO DESERTO   Capítulo I (a)       A VIDA NO MUNDO   “Um dia, meu pai tomou-me pela [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&amp;blog=3791436&amp;post=2573&amp;subd=luizvcc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p style="text-align:left;" align="center"><strong><a href="http://luizvcc.files.wordpress.com/2011/11/vol_deserto_584px.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2574" title="vol_deserto_584px" src="http://luizvcc.files.wordpress.com/2011/11/vol_deserto_584px.jpg?w=300&#038;h=202" alt="" width="300" height="202" /></a></strong></p>
<p style="text-align:left;" align="center"><strong>Gostaria de convidar meus leitores e amigos  a participarem de uma viagem através do meu livro mais recente - A PEDAGOGIA DO DESERTO -  que resolvo publicar aqui em trechos ao estilo Folhetim. Boa leitura! Boa viagem!</strong></p>
<p style="text-align:left;" align="center"><strong>  </strong></p>
<p style="text-align:left;" align="center"><strong>A PEDAGOGIA DO DESERTO </strong></p>
<p style="text-align:left;" align="center"><strong></strong> </p>
<p style="text-align:left;" align="center"><strong>Capítulo I (a)  </strong> </p>
<p style="text-align:left;" align="center"> </p>
<p style="text-align:left;" align="center"> <strong>A VIDA NO MUNDO</strong></p>
<p style="text-align:left;" align="center"><strong></strong> </p>
<p style="text-align:center;" align="center"><em>“Um dia, meu pai tomou-me pela mão, minha mãe beijou-me a testa, molhando-me de lágrimas os cabelos e eu parti. Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu. Coragem para a luta.” </em></p>
<p style="text-align:center;" align="center">(Raul Pompéia – O Ateneu) </p>
<p style="text-align:left;" align="center"><em>“</em><em>V</em><em>ais encontrar o mundo&#8230; coragem para a luta.</em><em>”</em></p>
<p>O desafio de encontrar o mundo é grande demais. Tão grande quanto o próprio cosmo!  O mundo é vasto. A vida é ampla. Vastidão e amplitude de todo e de todos desconhecidas!</p>
<p>Ainda que incompreensivelmente vasto, o conceito de mundo é objetivo. Geograficamente localizável, num primeiro momento o mundo é a casa, que está numa rua, que fica numa cidade de certo país, que por sua vez localiza-se numa das porções de terra a que chamamos continentes&#8230;</p>
<p>As fronteiras deste nosso mundo, entretanto, já não se limitam à geografia da belíssima esfera azul onde estamos temporariamente radicados. Nossa imensurável curiosidade aliada a um avanço tecnológico inquieto e sempre crescente, tem nos levado a lançar o olhar para além do nosso quintal, como que movidos por uma estranha angústia, por uma fome por respostas para as quais nem mesmo formulamos bem as perguntas. O resultado deste movimento de inquirição frenética pelo espaço ao redor têm dilatado cada dia mais os nossos horizontes.</p>
<p>Nosso mundo tornou-se mais abrangente. Sabe-se hoje que aquilo que um dia se imaginou ser uma superfície plana apoiada sobre o dorso de elefantes, na verdade é um globo, de proporções mui humildes dentro da escala das grandezas celestes. Longe de ser a vedete e protagonista da trama cósmica, como já se creu, com os astros todos gravitando em torno de si, descobrimos para o nosso próprio espanto, que Terra não é o centro fixo do universo, antes, move-se, juntamente com milhões de outros atores num passo elegante e sincronizado numa imensa e estonteante ciranda.</p>
<p>O conhecimento empírico, baseado na experiência fornecida pelos sentidos, de que a Terra era plana e fixa provou-se enganoso e equivocado. Não deveríamos, todavia, ridicularizar o enorme erro de cálculo dos antigos pois, quem, a partir da simples observação, poderia dizer que a Terra não é plana? Ou que é esférica e se move? Parece que estamos imóveis em nosso lugar, mas, contrariamente à informação fornecida por nossos sentidos, movemo-nos a uma velocidade espantosa de milhares de quilômetros por hora em nossa órbita em torno da estrela que nos capturou em seu poderoso campo gravitacional.</p>
<p>As concepções equivocadas que nos fizeram crer, por séculos, que estávamos no centro, hoje desbancadas, são lembradas como motivo de riso. Temos endereço cósmico bem definido. Aprisionados pela inexorável lei da gravidade em uma órbita inescapável, com localização fixada com precisão, nos movemos, juntamente com nossos vizinhos imediatos, em torno do nosso sol, que por sua vez também gravita ao redor do centro de sua galáxia, que faz parte de um grupo de galáxias vizinhas, que também se movem, num movimento de aparente expansão&#8230;</p>
<p> <strong>O Centro Místico</strong></p>
<p>Permanecemos, todavia, no centro místico, sentindo-nos de alguma forma especiais. O princípio antrópico, que afirma que o planeta Terra foi propositadamente preparado para ser um berçário para diversas espécies e especialmente para o ser humano, aponta vários detalhes que parecem confirmar o fato de que a vida como a conhecemos por aqui não seria possível se o planeta não tivesse sido meticulosamente calibrado para tanto.</p>
<p>A menção da Terra, em destaque, na criação do universo, tem sido motivo de milenar discussão entre teólogos e filósofos. A teologia católica, adotando as concepções de Aristóteles (384-322 a.C) e Ptolomeu (90-168), colocou a Terra como centro do universo e em torno dela fez gravitar os astros todos… Sem instrumentos para verificar a veracidade do dogma, engoliu-se o <em>fato</em> forjado, a seco e sem contestação. Não se pode questionar o dogma!</p>
<p>Mas o mundo dá voltas, meu caro! E após tantas revoluções, apareceu Galileu (1564-1642) ameaçando a ordem modorrenta da sua época, afirmando que as coisas não eram exatamente como se pareciam… O homem da luneta ousou questionar o secular equívoco científico e teológico. A Terra não apenas se movia, afirmou, para escândalo dos seus minúsculos inquilinos que a queriam imóvel como uma múmia, como também não era a vedete universal como queriam as autoridades religiosas.</p>
<p>Condenado, retratou-se, mas a Terra nunca mais seria a mesma. Foi deposta. O sistema geocêntrico estava com os dias contados. Aos poucos descobriríamos que, por mais de mil anos, havíamos crido numa inverdade tão imensa quanto as suas pretensões! Destronada de sua tão grande importância cósmica, destinaram-lhe o humilde lugar que lhe cabe, num logradouro distante na periferia do grande tabuleiro de galáxias e corpos celestes…</p>
<p>Ainda que o progresso das ciências tenha avançado para muito além das regiões da fantástica ilusão mítica, parece que nada consegue dissuadir a criatura humana de um senso de importância que a faz sentir-se aparentada com o próprio Criador. Nada poderá mover o homem do centro.</p>
<p><strong>Decifrando Mistérios </strong></p>
<p>Apesar das grandezas e distâncias, o mundo, pra todos os efeitos, é concreto, mensurável, tangível, de magnitudes verificáveis. Numa marcha firme e resoluta, embora não tão rápida quanto gostaríamos, aos poucos vamos investigando e decifrando seus “mistérios”. Temos feito progresso. Não somos mais embalados por fábulas.</p>
<p>O fantástico gradativamente tem dado lugar ao científico. As três principais avenidas do saber, das chamadas ciências exatas, humanas e biológicas, hoje estão muito mais movimentadas do que há um século. Incrementada por novas disciplinas, a ciência tem especialidades para tudo. Já não há lugar para especulações da imaginação, senão nos livros dos ficcionistas.  Marchamos cada vez mais livres da névoa mística, com a firme resolução de destrinchar o mundo.</p>
<p>Demos um salto gigantesco nesses últimos tempos. Uma expectativa eletrizante de um verdadeiro salto quântico está tomando corpo no ambiente acadêmico; as possibilidades reais de conquistas que há tempos eram tidas como produtos de ficção, estarão dentro em pouco invadindo as vidas e prateleiras do cidadão comum, o que certamente vai alterar dramaticamente o modo como as coisas hoje são conhecidas.</p>
<p>A impressão que se tem é que já não haverá limites para tudo quanto intentarmos fazer, mas essa é apenas uma impressão. Mesmo que se tenha por certo que continuaremos avançando no controle dos expedientes do mundo, manipulando a matéria com nosso gênio criativo, ainda esbarraremos no mistério fundamental que é o enigma indecifrável da vida.</p>
<p><strong>Mundo, substantivo concreto</strong></p>
<p>O mundo pode ser quantificado, submetido a equações científicas, explicado por meio de fórmulas. Matematicamente exato, tudo ao nosso redor está numérica e elegantemente organizado! Os números e as fórmulas enquadram o mundo numa moldura e o tornam lógico. É substantivo concreto e por essa razão descritível.</p>
<p>Há um padrão de ordem no universo que despacha a necessidade de qualquer espécie de contorcionismo para explicá-lo. As leis químicas, físicas e demais, nos proporcionam os fundamentos que tornam o mundo racionalmente compreensível.  Não há lugar para o subjetivismo. É verdade que muito ainda não está satisfatoriamente explicado por nossas teorias. São departamentos sob constante e densa neblina. Mas isto é apenas uma questão de tempo, garantem os apaixonados e insones decifradores de enigmas. Continuaremos avançando e decifrando o que um dia foi “mistério”.</p>
<p>É inegável que temos progredido, e muito. A ciência aos poucos vai desvendando os segredos do micro e do macrocosmo. O projeto Genoma, uma das mais fantásticas conquistas da ciência em séculos, segue fazendo revelações surpreendentes do código genético. As possibilidades da engenharia genética, em virtude dessas descobertas, tornam-se inimagináveis. A mecânica quântica, por sua vez, segue fazendo descobertas não menos surpreendentes no campo das partículas subatômicas. A compreensão da estrutura esquemática da matéria orgânica e inorgânica está gradativamente lançando luz sobre o mundo ao nosso redor.</p>
<p>Os livros da natureza que, selados, escondiam os &#8220;mistérios&#8221; da criação, estão sendo abertos. Avança-se, rápido, em todos os campos. Compreendemos cada dia mais e com mais detalhes, como as coisas funcionam, todavia, não conseguimos esmiuçar o porquê de as coisas funcionarem dessa ou daquela maneira. Ficamos barrados na fronteira entre o mundo e a vida. É-nos permitido acessar os domínios do mundo, mas permanecemos sem a senha que permita adentrar os recintos reservados da vida.</p>
<p>Até o próximo trecho.</p>
<p><strong>Obs. Se voce deseja continuar a leitura desse livro em trechos deixe seu comentário aqui expressando seu interesse. De acordo com o retorno dos leitores o projeto terá continuidade.</strong></p>
<p align="center">“</p>
</div>
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		<title>Provocação</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 22:30:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://luizvcc.files.wordpress.com/2011/11/932816c607160d975977ef98506d599b1ae936c0.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2561" title="932816c607160d975977ef98506d599b1ae936c0" src="http://luizvcc.files.wordpress.com/2011/11/932816c607160d975977ef98506d599b1ae936c0.jpg?w=300&#038;h=180" alt="" width="300" height="180" /></a></strong></p>
<p><strong>Por Luiz Leite</strong></p>
<p><strong>A</strong> interpretação errada de uma situação comumente reconhecida como &#8220;provocação&#8221; pode trazer muito desconforto e nenhum benefício. É curioso como cedemos fácil e rápido  a essas provocações e como, na maioria das vezes, reagimos de modo equivocado. A provocação em si não é grande coisa. O problema reside na forma como respondemos a ela. Se não fôssemos tão emocionais lidaríamos melhor com tais situações. </p>
<p><strong>S</strong>ermos emocionais não é um problema pois a emoção é um elemento fundamental na composição da nossa humanidade; o problema é sermos &#8220;tão&#8221; emocionais&#8230; Como esse adverbiozinho faz diferença!  Ser humano significa, entre outras coisas, ter a capacidade de emocionar-se, mas quando a dose da emoção ultrapassa os níveis considerados normais, o equilíbrio estará comprometido.</p>
<p><strong>S</strong>em equilíbrio, essa sintonia fina necessária para mediar as relações sempre complexas do mundo intra e interpessoal,  o sono vira insônia. O caos intaura-se. A resposta a qualquer provocação deve ser conduzida de modo inteligente. Como sal, a emoção deve ser usada sob medida e com o cuidado de um <em>chef</em>, de outro modo põe-se a perder a iguaria.</p>
<p><strong>S</strong>er emocional é tão natural em mim como produzir insulina. Entretanto,  o excesso ou a falta, em ambos os casos, vai resultar em algum dano. Responder com emoção às provocações &#8220;faz parte&#8221;; empregar muita emoção, todavia, certamente causará distúrbios. Controlar esse fluxo de emoções é tarefa difícil pra maioria das pessoas.</p>
<p><strong>O</strong>s Estóicos valorizavam muito a moderação, o equilíbrio, e conduziam a emoção na corda curta, mas de um modo extremado, a ponto de o termo estóico tornar-se sinônimo de insensível. Cultivavam a <em>apathea, </em> valorizavam a indiferença a tudo&#8230; Pois como se percebe através da doutrina dessa escola filosófica do terceiro século antes de Cristo, o homem antigo já havia descoberto que quem não controla suas emoções concede às circunstâncias o direito de determinar como ele ou ela vai se comportar.</p>
<p><strong>N</strong>isto acertou em cheio o velho Zenão de Cítio (334-262 a.C.), pai da escola filosófica referida. Concordando com ele, pelo menos neste ponto sou estóico.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/luizvcc.wordpress.com/2559/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/luizvcc.wordpress.com/2559/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/luizvcc.wordpress.com/2559/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/luizvcc.wordpress.com/2559/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/luizvcc.wordpress.com/2559/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/luizvcc.wordpress.com/2559/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/luizvcc.wordpress.com/2559/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/luizvcc.wordpress.com/2559/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/luizvcc.wordpress.com/2559/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/luizvcc.wordpress.com/2559/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/luizvcc.wordpress.com/2559/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/luizvcc.wordpress.com/2559/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/luizvcc.wordpress.com/2559/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/luizvcc.wordpress.com/2559/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&amp;blog=3791436&amp;post=2559&amp;subd=luizvcc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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