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	<title>um dedo de prosa</title>
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	<description>filosofia, teologia, psicanalise</description>
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		<title>um dedo de prosa</title>
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		<title>Poema da Vírgula</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 00:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[ABI]]></category>
		<category><![CDATA[poema da vírgula]]></category>

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		<description><![CDATA[
Como escritor, achei ser obrigação ajudar a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) nesta campanha.
Vírgula pode ser uma pausa&#8230; ou não.
Não, espere.
Não espere.
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.
Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&blog=3791436&post=1307&subd=luizvcc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://luizvcc.files.wordpress.com/2009/12/iparol.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1309" title="iparol" src="http://luizvcc.files.wordpress.com/2009/12/iparol.jpg?w=122&#038;h=90" alt="" width="122" height="90" /></a></p>
<p>Como escritor, achei ser obrigação ajudar a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) nesta campanha.</p>
<p>Vírgula pode ser uma pausa&#8230; ou não.<br />
Não, espere.<br />
Não espere.</p>
<p>Ela pode sumir com seu dinheiro.<br />
23,4.<br />
2,34.</p>
<p>Pode ser autoritária.<br />
Aceito, obrigado.<br />
Aceito obrigado.</p>
<p>Pode criar heróis.<br />
Isso só, ele resolve.<br />
Isso só ele resolve.</p>
<p>E vilões.<br />
Esse, juiz, é corrupto.<br />
Esse juiz é corrupto.</p>
<p>Ela pode ser a solução.<br />
Vamos perder, nada foi resolvido.<br />
Vamos perder nada, foi resolvido.</p>
<p>A vírgula muda uma opinião.<br />
Não queremos saber.<br />
Não, queremos saber.</p>
<p>Uma vírgula muda tudo.</p>
<p>ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/luizvcc.wordpress.com/1307/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/luizvcc.wordpress.com/1307/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/luizvcc.wordpress.com/1307/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/luizvcc.wordpress.com/1307/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/luizvcc.wordpress.com/1307/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/luizvcc.wordpress.com/1307/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/luizvcc.wordpress.com/1307/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/luizvcc.wordpress.com/1307/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/luizvcc.wordpress.com/1307/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/luizvcc.wordpress.com/1307/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&blog=3791436&post=1307&subd=luizvcc&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>O Brasil que decola</title>
		<link>http://luizvcc.wordpress.com/2009/11/28/o-brasil-que-decola/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 11:45:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[the economist]]></category>

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		<description><![CDATA[
O Brasil que decola
Por Luiz Leite
Muitas vezes me vi constrangido ao ver como a mídia internacional reportava o Brasil para o resto do mundo. Em várias ocasiões me encontrei absolutamente constrangido tentando responder à perguntas embaraçosas acerca dos nossos muitos problemas sociais&#8230; Ter o Brasil identificado com Ronaldô e Kaká, crianças de rua, samba e mulheres voluptuosas me causa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&blog=3791436&post=1298&subd=luizvcc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://luizvcc.files.wordpress.com/2009/11/dsc04733.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-1299" title="DSC04733" src="http://luizvcc.files.wordpress.com/2009/11/dsc04733.jpg?w=300&#038;h=168" alt="" width="300" height="168" /></a></p>
<p><strong>O Brasil que decola</strong></p>
<p><strong>Por Luiz Leite</strong></p>
<p><strong>M</strong>uitas vezes me vi constrangido ao ver como a mídia internacional reportava o Brasil para o resto do mundo. Em várias ocasiões me encontrei absolutamente constrangido tentando responder à perguntas embaraçosas acerca dos nossos muitos problemas sociais&#8230; Ter o Brasil identificado com Ronaldô e Kaká, crianças de rua, samba e mulheres voluptuosas me causa um tédio quase mortal.</p>
<p><strong>D</strong>ia desses, sacolejando num trem no interior da Índia, julgando-me o único cara pálida entre os morenos indianos, fui surpreendido por um espanhol da Catalunha que me abordou falando português, certamente por ter me bisbilhotado enquanto absorto escrevia em meu diário as impressões do último dia.<strong> </strong>Não condenei o espanhol. Jornalismo e curiosidade é mesmo uma combinação necessária. Certamente mencionará algo de nossa conversa em um de seus artigos. Aqui faço o mesmo.</p>
<p><strong>O </strong>espanhol, jornalista de profissão, estava, como eu, a caminho do Paquistão;  ele correspondente do jornal para o qual trabalha, eu pastor em viagem missionária. Depois de algum tempo de conversa animada sobre política e economia, o assunto  da religião tomou importante lugar na pauta. Ateu, questionou com argumentos ora razoáveis, ora pífios, os postulados da fé cristã; Viu-se em alguns momentos desarmado em sua intelectualidade, acabou cedendo aqui e ali e aos poucos, por falta de conhecimento teológico, viu-se obrigado a calar e ouvir as razões da fé.</p>
<p><strong>P</strong>assadas algumas horas tirou de entre as coisas um exemplar da THE ECONOMIST, conceituada publicação semanal britânica e, com mais conhecimento de causa, uma vez que é comentarista de economia e política, começou a falar da matéria imensa (de 14 páginas) acerca do Brasil, publicada pela revista. Ainda que esboçando certa desconfiança com respeito aos números impressionantes da economia brasileira, reconheceu que estamos nos levantando de forma surpreendente.</p>
<p><strong>P</strong>ela primeira vez nestas conversas de estrada e aeroporto fora do Brasil, ouvi comentários cuidadosos e uma expressão de respeito diante do país que há muito apresentava vocação para grandeza, mas que que pateticamente até a pouco continuava tão minúsculo como os biquinis das garotas em suas milhares de Ipanemas espalhadas generosamente por sua costa infindável.</p>
<p><strong>O</strong> Brasil mudou. E muito. Ainda que a oposição torça o nariz e desconverse, ainda que acuse os indicadores sociais como forjados, manobra populista e eleitoreira, ainda que desmereça o governo atual dando ao governo anterior os créditos pelas conquistas que temos colhido, o fato é que o Brasil de hoje é um país melhor, mais sólido, mais firme&#8230;</p>
<p><strong>V</strong>er o Brasil na capa da THE ECONOMIST e ler a imensa matéria louvando as conquistas de um país que há pouco tempo atrás estava chafurdado numa dívida externa enorme, olhado com desprezo por muitos como uma imensa república de bananas é realmente motivo para se orgulhar, mas que ninguém se engane, temos ainda muitas questões sérias a serem tratadas.</p>
<p><strong>A </strong>capa da THE ECONOMIST chamou a atenção pela criatividade. O lúdico inteligente faz rir, mas ao mesmo tempo envia uma mensagem bastante grave. Os países cristãos que experimentaram a prosperidade acabaram ejetando o Cristo vivo do cenário e, deslumbrados pelas riquezas, elegeram a Mamon por deus. Espero e oro que em nosso caso, apenas a ignorância da idolatria seja ejetada.</p>
<p>Lahore, Paquistão, novembro de 2009</p>
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		<title>Emil Brunner e Marcha pra Jesus</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 05:12:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Apostolo Hernandes]]></category>
		<category><![CDATA[Bispa Sonia]]></category>
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		<category><![CDATA[Senador Crivela]]></category>

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		<description><![CDATA[
Marcha para Jesus e Emil Brunner
Por Luiz Leite 
Muitos acham que a parada gay é uma manifestação acintosa. Os evangélicos, particularmente, consideraram uma provocação o fato de que a tal parada tenha acontecido exatamente no mesmo dia em que se realizou a Marcha para Jesus.
Fernando de Barros e Silva, em sua coluna no jornal Folha [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&blog=3791436&post=1290&subd=luizvcc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignnone size-medium wp-image-1292" title="sucesso_marcha" src="http://luizvcc.files.wordpress.com/2009/11/sucesso_marcha.jpg?w=244&#038;h=300" alt="sucesso_marcha" width="244" height="300" /></p>
<p><strong>Marcha para Jesus e Emil Brunner</strong></p>
<p><strong>Por Luiz Leite </strong></p>
<p><strong>M</strong>uitos acham que a parada gay é uma manifestação acintosa. Os evangélicos, particularmente, consideraram uma provocação o fato de que a tal parada tenha acontecido exatamente no mesmo dia em que se realizou a Marcha para Jesus.</p>
<p><strong>F</strong>ernando de Barros e Silva, em sua coluna no jornal Folha de São Paulo, escrevendo sobre o evento que anualmente mobiliza milhões de religiosos na capital paulista disse que, <em>“há um ar de família entre a marcha dos evangélicos e a marcha política”,</em> fazendo clara referência ao senador e bispo Marcelo Crivela, bem como a um deputado do baixo clero, e também pastor, presentes no evento em demonstração de apoio ao casal Hernandes, líderes de uma grande igreja e recentemente envolvidos em vários episódios constrangedores.</p>
<p><strong>M</strong>uito embora a parada gay tenha tido apoio e participação de políticos de peso como o governador do estado Sergio Cabral e o prefeito da cidade do Rio de Janeiro Eduardo Paes, não se fez nenhuma crítica mais séria à presença dos figurões da política carioca salvo uma piadinha aqui e ali. Uma parcela paranóica poderia interpretar o artigo como perseguição aos evangélicos. Prefiro crer que não seja.</p>
<p><strong>O</strong> articulista da Folha apontando para o conluio de pastores e políticos e pastores políticos, conclui seu artigo com uma precisa e dorida estocada: <em>“Diante da coalizão entre Jesus e Judas, querer legalidade hoje no país parece até coisa do Diabo.”</em> Eu que já estava com dificuldade para dormir, num vôo da Air France para Paris, fazendo o mesmo trajeto do vôo que caiu no Atlântico dias atrás, perdi o sono de vez.</p>
<p><strong>É </strong>lógico que a construção de Fernando de Barros e Silva, da maneira colocada, tem a intenção óbvia de provocar. Entende-se, todavia, que não é apenas uma provocação gratuita. A referência a Jesus e Judas, trata do relacionamento entre a igreja e a política. Uma modalidade de relação espúria, não oficial, escondida; ainda que se suspeite que naquele mato tenha coelho, as partes envolvidas não confirmam nem negam. Sem compromisso de “papel passado”, o relacionamento prossegue enquanto houver interesse para as partes. Mundano como qualquer outro contrato de “gaveta”.</p>
<p><strong>N</strong>ão sei se ficam claras para voce as dimensões da tragédia, mas quando o autor do texto desiste das aspirações por legalidade, causa uma impressão não apenas de desencanto, mas também de desespero; Não se pode desejar legalidade num país onde aqueles que deveriam ser os guardiões do estado de direito conduzem as coisas de maneira torta. Em sua análise perde-se a esperança de legalidade, de decência, quando pastores fazem do púlpito seu palanque e dos fieis seu eleitorado, e pior, utilizam-se das massas e de sua fé ingênua para realizar suas manobras.</p>
<p><strong>H</strong>á alguns anos eu propus aos meus amigos uma campanha cujo lema era: <strong>“Salve o seu pastor. Não vote nele!”</strong> Talvez seja esta a hora de ativá-la. Ninguém deveria fornecer munição para que a igreja fosse assim atacada, muito menos os sacerdotes! Não seremos poupados nem mesmo andando no direito, quanto mais errando para alem de suas fronteiras.</p>
<p><strong>E</strong>mil Brunner, um dos grandes teólogos do século XX ao lado de Karl Barth, disse em sua Teologia da Crise: <em>“A humanidade tem sempre diante de si uma dupla tarefa: Esquadrinhar o conteúdo e esquadrinhar as expressões de sua fé.” </em></p>
<p><strong>A </strong>marcha para Jesus é, seguramente, uma forma de expressão da fé de milhões de cristãos evangélicos. Como disse Brunner, esta expressão de fé precisa ser esquadrinhada. Antes, entretanto, de esquadrinharmos a expressão da fé, deveríamos esquadrinhar seu conteúdo, pois é o conteúdo que transforma, modela e dá as medidas da expressão pública da fé.</p>
<p><strong>O </strong>problema é que ninguém quer esquadrinhar nada. Este trabalhoso e enfadonho exercício de reflexão é por demais pesado; Deixem-no para os pensadores, resmungam os praticantes da religião irrefletida. As massas querem apenas uma fé sentida. Ficam, por causa dessa superficialidade, a mercê daqueles que, especialistas em identificar e manipular anseios conduzem-nas em uma experiência religiosa questionável e pior, absurdamente rasa.</p>
<p><strong>P</strong>ois se não refletirmos e esquadrinharmos o conteúdo e expressões da nossa fé, ficaremos encalhados nos bancos de areia de uma religiosidade desinformada e que inevitavelmente poderá vir a ficar deformada também. É preciso sim, como disse Emil Brunner, esquadrinhar nossa fé, ainda que este exercício possa trazer respostas que não desejamos ouvir.</p>
<p><strong>A</strong>ntes de Brunner, o apostolo Paulo nos chama a esse exercício de reflexão quando escreve aos Coríntios, uma igreja tristemente marcada por muitos escândalos e desvios de percepção doutrinária. Diz o apostolo: <em>“Se julgássemos a nós mesmos, não seriamos julgados”</em> (I Co 11.31). A orientação do apóstolo Pedro, por sua vez, chama a atenção para uma vida cristã refletida quando insta que <em>“pela prática do bem” façamos “emudecer a ignorância dos insensatos”. </em></p>
<p><strong>O</strong>s insensatos dizem em seu coração que não há Deus. Se aqueles que sustentam o testemunho de Deus continuarem municiando os incréus com uma postura carregada de poses suspeitas, veremos frustrado o esforço daqueles que labutam de sol a sol nessa seara imensa. Esse exercício de exame da fé em seu conteúdo e expressão poderá sem dúvida nos poupar de muito vexame, nos ajudando a evitar não só o mal, como até mesmo sua própria aparência.</p>
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		<title>Religião e Ética</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 01:26:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
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		<description><![CDATA[
Religião e Ética
 
Por Luiz Leite
Texto publicado pela revista Eclésia, edição de Outubro 2009


Religião e ética deveriam caminhar juntas como “unha e carne”, inseparáveis, pois o discurso desta utiliza-se dos postulados daquela, numa espécie de apelo à consciência dos homens a que se comportem de maneira ideal. O termo “ética,” em sua base etimológica, partindo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&blog=3791436&post=1270&subd=luizvcc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignnone size-full wp-image-1271" title="moneychurch" src="http://luizvcc.files.wordpress.com/2009/11/moneychurch.jpg?w=240&#038;h=240" alt="moneychurch" width="240" height="240" /></p>
<p><strong>Religião e Ética</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Por Luiz Leite</strong></p>
<p>Texto publicado pela <strong>revista Eclésia</strong>, edição de Outubro 2009</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>R</strong>eligião e ética deveriam caminhar juntas como “unha e carne”, inseparáveis, pois o discurso desta utiliza-se dos postulados daquela, numa espécie de apelo à consciência dos homens a que se comportem de maneira ideal. O termo “ética,” em sua base etimológica, partindo do grego <em>ethos, </em>significa costume, hábito, ou ainda, uso, regra. Não foram, todavia, os gregos que inventaram a ética. Todas as civilizações têm um código ético que compila as regras de conduta pelas quais seus membros devem se orientar.</p>
<p><strong>M</strong>uito embora a ética tenha suas origens mais remotas na própria religião, há uma forma de relativismo que afirma que a ética não é um ramo da teologia, e que não existe necessariamente tal coisa como conduta ideal que se aplique a todos. Para esta escola, <em>“dois pesos e duas medidas”</em> é uma idéia perfeitamente aceitável. Quando tratamos do relativismo na ética, pensamos, em termos práticos, nos liberais, e mais, nos libertinos. Repreensíveis? Talvez nem tanto quanto o rigorismo ético religioso que, com suas normas estreitas, tantas vezes descamba para uma <em>práxis</em> que destoa escandalosamente do próprio discurso despachado com veemência dos seus púlpitos.</p>
<p><strong>R</strong>eza o ditado popular que “o hábito faz o monge.” Os paramentos revestem o homem de uma misteriosa aura de poder, e este exerce sobre os outros certa respeitabilidade que tende a colocar-se acima de qualquer suspeita. As vestes e títulos proporcionam oportunidades sedutoras ao homem de religião. Ao vadiar por este terreno perigoso, muitos têm sucumbido nas lamas fétidas de charcos terríveis, tendo suas almas aprisionadas em cadeias inescapáveis.</p>
<p><strong>A</strong> religião sempre envolveu negócios. São negócios do “outro mundo”. Desde tempos imemoriais sacerdotes mancomunados com reis dividiram entre si o espólio das almas. A instituição religiosa, seja igreja, mesquita ou sinagoga, sempre flertou com o Estado. Poder religioso e político operam de forma simbiótica através da história das sociedades. Esta é um lição básica em qualquer curso de sociologia. O <em>sacrobusiness</em> pode até ser aqui apenas como neologismo, o conceito, entretanto, é mais velho do que a Serra da Mantiqueira.</p>
<p><strong>F</strong>oi veiculado de forma ostensiva há alguns dias a estratégia utilizada por uma grande organização religiosa para movimentar as cifras bilionárias advindas das contribuições dos seus fiéis. As transações evidenciam, segundo investigação do Ministério Público, as maquinações de uma organização criminosa, e não de uma instituição religiosa, isto porque uma organização que sustenta um discurso com as matizes pesadas da retidão deveria, supostamente, ter suas contas tão transparentes quanto sugere o sermão.</p>
<p><strong>V</strong>ivemos um tempo de crise em todas as instâncias. Um taxista amigo meu dia desses me falava da máfia que controla o seu segmento em Belo Horizonte.  Tudo devidamente amparado pelos homens de títulos e togas, naturalmente. Sem a canetada dos tais, aprendi com meu amigo taxista, a coreografia complexa da corrupção não seria o espetáculo que é! Muito se tem falado da crise mundial que precipitou o mundo inteiro num pesadelo de medo e incertezas, como se tal coisa fosse uma novidade histórica. Pois o mundo não está em crise. Sempre esteve. A crise não é de agora. Iniciou-se no Éden, há muito, muito tempo atrás. Foi lá que os vermes começaram a decompor a ética que hoje, mais que nunca, carcomida e combalida, cambaleia, com passos trôpegos, escondendo sob a indumentária vistosa as carnes roídas pelos gusanos.</p>
<p><strong>Q</strong>ue ninguém se iluda com o discurso sempre eleitoreiro daqueles que estão no poder e que anunciam que já estamos saindo da crise, expressando o desejo óbvio de administrar a situação em proveito próprio e permanecer ali, de preferência para sempre. Estamos chafurdados numa crise que tem precedentes imemoriais. Não foi precipitada pela ganância desmesurada e o apetite adoecido do sistema financeiro americano ou europeu. Vem, desde há muito, se alastrando como lepra por todos os quadrantes da vida social. Há cerca de três milênios atrás ouviu-se um grito lancinante ante a corrupção generalizada que ia apodrecendo as bases da sociedade judaica. O salmista angustiado exclamou: <em>“Socorro, SENHOR! Porque já não há homens piedosos; desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens.”</em> (Sl 12.1)</p>
<p><strong>J</strong>á não há esperança; já não dispomos de recursos para debelar a sanha da malignidade que se instalou e se espalhou pelo coração humano como metástase. Não, não sou um existencialista pessimista movido pelo desencanto. Tenho, contudo, que discordar de Leibniz que, não sei exatamente em que mundo vivia, afirmou que vivemos no “melhor dos mundos.” Talvez romântico demais, talvez tomado por uma paixão arrebatadora, disse a frase tão frequentemente contestada na história do pensamento. Não podia estar no melhor do seu juízo.</p>
<p><strong>M</strong>entiras, mentiras, mentiras nos palácios de Brasília, nos púlpitos das catedrais, nos auditórios dos hipnotizadores profissionais que entretêm e narcotizam as massas ignaras, que providenciam “pão e circo” para tornar a vida da plebe mais sentida e menos refletida. Resta o pasmo do salmista acima mencionado que, diante da crise nos seus dias pergunta alarmado<em>: “Ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo? </em>(Sl 11.3) Parece que os justos pouco ou nada poderão fazer, mas as rédeas da história estão nas mãos Daquele que se assenta no trono cujas bases são justiça e verdade. Ainda que pareça que tudo esteja perdido, a verdade ainda está de pé. Lembro-me das palavras de G. K. Chesterton: <em>“Enquanto as monótonas heresias estão esparramadas e prostradas, a furiosa verdade cambaleia, mas segue em pé.”</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><strong>O</strong> Senhor da história não está indiferente ao quadro de acinte e insulto à ética. O poeta sagrado parece ter chegado à mesma conclusão ao escrever: <em>O SENHOR está no seu santo templo; nos céus tem o SENHOR seu trono; os seus olhos estão atentos, as suas pálpebras sondam os filhos dos homens. O SENHOR põe à prova ao justo e ao ímpio; mas, ao que ama a violência, a sua alma o abomina. Fará chover sobre os perversos brasas de fogo e enxofre, e vento abrasador será a parte do seu cálice</em>. (Sl 11.4-6)<em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Cabeças vão rolar!</p>
<p><em> </em></p>
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		<title>Mitologia e Preconceito</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 02:26:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofando I]]></category>
		<category><![CDATA[epimeteu]]></category>
		<category><![CDATA[minerva]]></category>
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		<category><![CDATA[zeus]]></category>

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		<description><![CDATA[
A Caixa de Pandora
Por Luiz Leite
Ando mergulhado na mitologia nestes dias pelo fato de me encontrar às voltas com uma viagem para a terra de um dos povos mais místicos do mundo, a Índia; Mas não é da complexa mitologia Hindu que trataremos. Ainda não estou preparado. É confusa demais!
A mitologia nasceu quando os primeiros [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&blog=3791436&post=940&subd=luizvcc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignnone size-medium wp-image-941" title="pandora1" src="http://luizvcc.files.wordpress.com/2009/03/pandora1.jpg?w=300&#038;h=245" alt="pandora1" width="300" height="245" /></p>
<p><strong>A Caixa de Pandora</strong></p>
<p><strong>Por Luiz Leite</strong></p>
<p><strong>A</strong>ndo mergulhado na mitologia nestes dias pelo fato de me encontrar às voltas com uma viagem para a terra de um dos povos mais místicos do mundo, a Índia; Mas não é da complexa mitologia Hindu que trataremos. Ainda não estou preparado. É confusa demais!</p>
<p><strong>A</strong> mitologia nasceu quando os primeiros homens assentaram-se ao redor de uma fogueira e puseram-se filosofar&#8230; filosofando embevecidos diante do fascínio arrebatador das estrelas, partiram para os primeiros rascunhos de uma cosmogonia que, para dar sentido a tamanha grandeza, exigia poderes sobrehumanos.  Eis aí pois, o berço dos mitos.</p>
<p><strong>V</strong>oce certamente já ouviu falar sobre a caixa de Pandora. Pois bem, para começo de conversa, a caixa não era de Pandora, pertencia a Epimeteu. O que Pandora tem com Epimeteu? Vamos lá então, dar um passeio pela mitologia dos gregos.</p>
<p><strong>S</strong>egundo a mitologia grega (uma das versões),  <strong> </strong>Pandora foi o nome da primeira mulher.  Foi feita no céu, e recebeu dos deuses os seus vários atributos.  De Vênus recebeu a beleza, de Mercúrio a persuasão, de Apolo a música e etc.  Foi, portanto, um verdadeiro presente, todavia, ainda que revestido de beleza, ocultava um intento maldoso. <strong> </strong>Presente de grego. Segundo o relato, teria sido criada e enviada a Prometeu e Epimeteu com o propósito de puní-los por terem roubado dos deuses o fogo.</p>
<p><strong>O</strong>s deuses incumbiram aos citados titãs, da criação dos animais e da raça humana.  Foram         incumbidos de equipar o homem e os animais com todas as faculdades necessárias à sua         preservação. Epimeteu ficou com a responsabilidade de conceder aos animais capacidades especiais e assim fez. Distribuiu aos animais qualidades como rapidez, sagacidade, força&#8230;  Ao chegar ao homem descobriu que havia esgotado todos os recursos com os animais. O homem, entretanto, deveria ser superior a todos os animais, mas nada de especial sobrara para dar-lhe a distinção devida.</p>
<p><strong>A</strong>o contar a Prometeu, seu irmão, este subiu ao céu, e com a ajuda de Minerva, roubou dos deuses o fogo e dotou o homem com o domínio sobre o mesmo. Com a capacidade de controlar o fogo o homem tornou-se  superior aos animais. A atitude de Prometeu precipitou entre os deuses mais uma de suas infindáveis refregas. Zeus, irado com Prometeu, para enfraquecer os homens, enviou a Epimeteu, irmão daquele, uma mulher como presente. <strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>M</strong>uito embora Prometeu houvesse advertido seu irmão Epimeteu que não aceitasse nenhum presente dos deuses, aquele, encantado, aceitou Pandora. Epimeteu guardava numa caixa vários objetos malignos.  Pandora, tomada de grande curiosidade , sem poder se conter, abriu a dita caixa. Assim, saiu da caixa e  se espalhou por         toda a parte uma multidão de pragas que atingiram o homem, fazendo-o adoecer de um grande número de males no corpo e na alma.</p>
<p><strong>P</strong>andora apressou-se em         colocar a tampa na caixa, mas, infelizmente, escapara         todo o conteúdo da mesma, com exceção de uma única         coisa, que ficara no fundo, e que era a esperança.         Assim, sejam quais forem os males que nos ameacem, a         esperança não nos deixa inteiramente; e, enquanto a         tivermos, nenhum mal nos torna inteiramente desgraçados.</p>
<p><strong>C</strong>onfesso que não me sinto à vontade diante da sugestão que confere à mulher <a href="http://luizvcc.wordpress.com/2008/08/12/mea-culpa/">a culpa pelos males da humanidade</a>.  Se Epimeteu (cujo nome significa: Aquele que age antes de pensar) tivesse sido mais diligente em seu trabalho, não teria cometido o erro que cometeu; Se Prometeu, (aquele que pensa antes de agir)  não tivesse feito nenhuma conspirata com Minerva para roubar o fogo dos deuses, estes não teriam ficado irados à ponto de fazer entornar a bile divina.</p>
<p><strong>P</strong>andora poderia ser indiciada apenas por sua irresistível curiosidade, e isto com atenuantes; agora, penalizar a moça pelos males todos que sobrevieram à intriga de deuses e semideuses, aí já é exagero&#8230; Agora, pensando bem, qual seria a graça do mundo se não fossem as Pandoras?? Nesta versão aparece como punição, mas outras versões dizem que foi dada ao homem como verdadeiro presente. Sem dúvida o mais sublime dos presentes.</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Richard Dawkins e a Última Fronteira</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 20:40:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[ateismo]]></category>
		<category><![CDATA[consciência]]></category>
		<category><![CDATA[Oxford]]></category>
		<category><![CDATA[Richard Dawkins]]></category>

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		<description><![CDATA[
Richard Dawkins e a Última Fronteira
Por Luiz Leite
O mais ilustre e badalado dos ateus na atualidade, Richard Dawkins, professor da Universidade de Oxford, afirma que ainda pretende resolver o enigma da consciência. A consciência, para ele,  apresenta-se como a  última das fronteiras onde, supostamente, residem os &#8220;mistérios&#8221; que intrigam e impressionam os místicos de todas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&blog=3791436&post=1252&subd=luizvcc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignnone size-medium wp-image-1256" title="Ser Humano" src="http://luizvcc.files.wordpress.com/2009/10/ser-humano.jpg?w=275&#038;h=268" alt="Ser Humano" width="275" height="268" /></p>
<p><strong>Richard Dawkins e a Última Fronteira</strong></p>
<p><strong>Por Luiz Leite</strong></p>
<p><strong>O</strong> mais ilustre e badalado dos ateus na atualidade, Richard Dawkins, professor da Universidade de Oxford, afirma que ainda pretende resolver o enigma da consciência. A consciência, para ele,  apresenta-se como a  última das fronteiras onde, supostamente, residem os &#8220;mistérios&#8221; que intrigam e impressionam os místicos de todas as ordens.</p>
<p><strong>D</strong>awkins diz esperar que durante o sec. XXI os vestígios da superstição religiosa sejam definitivamente sepultados. Já está convencido que a<em> &#8220;vida é feita de moléculas&#8221; </em>como qualquer outra coisa. Reduzindo o milagre da vida a um fato corriqueiro, diz que a mesma <em>&#8220;não é mais misteriosa&#8221;,</em> e afirma ter esperança <em>&#8220;que a consciência siga pelo mesmo caminho.&#8221;</em></p>
<p><strong>N</strong>ão há lugar para o mistério na&#8221;religião&#8221; de Dawkins. Tudo se explica, e a deusa Ciência, numa espécie de revelação gradativa, a seu tempo vai lançar luz sobre a ignorância humana e esclarecer, cientificamente, como funciona a consciência.</p>
<p><strong>D</strong>awkins, que se diz ateu, não é ateu coisa nenhuma. Elegeu para si como divindade, a Ciência, a qual cultua e defende com tanto ardor, como eu cultuo e &#8220;defendo&#8221; a Jesus Cristo. Realiza uma &#8220;cruzada&#8221; já há muitos anos para provar os postulados da Evolucionismo Darwinista e, segundo sua religião, o absurdo da reivindicação do Criacionismo.</p>
<p><strong>D</strong>esde que lançou o livro &#8220;O Gene Egoísta&#8221;, em 1976, onde leva o processo evolucionário para o nível genético, vem causando polêmica com suas posições. Se vai desbravar a última fronteira e desvendar o mistério da consciência, duvido, a menos que, dia desses seja derrubado do seu cavalo em sua campanha contra a fé do povo do Caminho!</p>
<p><strong>N</strong>ão será vencido pelo argumento dos teólogos. Não se deixará intimidar pelas ameaças dos fanáticos. Não será impressionado pela complexa e altamente sofisticada estrutura orgânica da vida. Somente um encontro com o Nazareno na estrada para Damasco lhe será fatal. Se me é lícito desejar mal a alguém, desejo que ele caia do cavalo da arrogância científica e, cegado pelo claro, desde o chão, ouça a voz lhe chamar pelo nome dizendo: <em>&#8220;Richard, Richard, dura coisa é para ti recalcitrar contra os aguilhões&#8230;&#8221;</em> Este, sem dúvida, será o mais feliz dos seus dias!</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/luizvcc.wordpress.com/1252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/luizvcc.wordpress.com/1252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/luizvcc.wordpress.com/1252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/luizvcc.wordpress.com/1252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/luizvcc.wordpress.com/1252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/luizvcc.wordpress.com/1252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/luizvcc.wordpress.com/1252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/luizvcc.wordpress.com/1252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/luizvcc.wordpress.com/1252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/luizvcc.wordpress.com/1252/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&blog=3791436&post=1252&subd=luizvcc&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Abre aspas&#8230;</title>
		<link>http://luizvcc.wordpress.com/2009/10/17/abre-aspas/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 22:17:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[
A dialética da ética (Lição I)

Pergunta ao deputado federal Paulo Maluf: &#8220;O senhor já roubou alguma coisa?&#8221;
Resposta: &#8220;Não necessariamente.&#8221;
***
A dialética da ética (Lição II)
No auge da campanha [política], a tentação do poder é demasiadamente forte para a fragilidade humana. O fato é que a classe política, com exceções, segue a máxima epicurista, [segundo a qual] [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&blog=3791436&post=1239&subd=luizvcc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignnone size-medium wp-image-1244" title="aspas1" src="http://luizvcc.files.wordpress.com/2009/10/aspas1.png?w=186&#038;h=156" alt="aspas1" width="186" height="156" /></p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>A dialética da ética (Lição I)<br />
</strong></span></p>
<p>Pergunta ao deputado federal Paulo Maluf: <em>&#8220;O senhor já roubou alguma coisa?&#8221;</em></p>
<p>Resposta: <em>&#8220;Não necessariamente.&#8221;</em></p>
<p>***</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>A dialética da ética (Lição II)</strong></span></p>
<p>No auge da campanha [política], a tentação do poder é demasiadamente forte para a fragilidade humana. O fato é que a classe política, com exceções, segue a máxima epicurista, [segundo a qual] quando a tentação chegar, ceda logo antes que ela vá embora.<br />
<strong>(Carlos Ayres de Britto</strong>, ministro do Tribunal Superior Eleitoral.)</p>
<p>***</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Hedonismo radical I<br />
</strong></span></p>
<p>Em termos morais, os norte-americanos substituíram o cristianismo por uma nova religião de sucesso. Essa religião não tem vida após a morte nem consideração pelas gerações futuras, pois, sem credo, consiste em consumir o máximo possível aqui e agora.  <strong>(Kenneth Serbin</strong>, professor de história na Universidade de San Diego, nos Estados Unidos, e autor de “Padres, Celibato e Conflito Social”)</p>
<p>***</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Hedonismo radical II</strong></span></p>
<p>Nunca se viu em toda a história da humanidade um culto ao ego tão exacerbado como nos dias atuais. <strong>(Robert Swarav</strong>, psicólogo)</p>
<p>***</p>
<div><span style="text-decoration:underline;"><strong>Das über mensch</strong></span></div>
<p>O indivíduo do século 21 tem declarado sua independência de modo a ser alguém além do bem e do mal, em que a autonegação, a solidariedade e o partilhar têm sido suplantados pela exaltação de si mesmo, bem ao sabor nietzschiano.<strong> (Lourenço Stelio Rega</strong>, diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo)</p>
<p>***</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Noção torta</strong></span></p>
<p>A noção de velhice associada à ideia de decadência e feiura dificulta a cada um o seu próprio envelhecimento.<strong> (Jacob Pinheiro Goldberg,</strong> psicanalista)</p>
<p>***</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Poeta da pesada</strong></span></p>
<p>Punição não é crueldade nem vingança, mas o recurso que resta para deter quem não aceita submeter-se às normas do convívio social. (<strong>Ferreira Gullar</strong>, poeta)</p>
<p>***<span style="text-decoration:underline;"><strong> </strong></span></p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Este é um país que vai pra frente&#8230;</strong></span></p>
<p>Não é exagero dizer que o Brasil está à beira do status de superpotência+<br />
<strong>(“Financial Times”</strong>, jornal inglês)</p>
<p>***</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Sem medo do medo</strong></span></p>
<p>Entre os 30 e 40 anos de idade, minha atitude em relação à morte ficou calma e equilibrada. Sinto que ela é um marco de nossa existência, mas de modo nenhum o último.<br />
(<strong>Alexander Soljenitsin</strong>, escritor e dissidente russo, Nobel de Literatura em 1970)</p>
<p>***</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Valha-nos Deus!</strong></span></p>
<p>Observando a realidade do cristianismo no Brasil, posso chegar também a uma honesta e sincera conclusão: estou horrorizado com grande parte desse mundo evangélico.<br />
<strong>(Maurício Price</strong>, médico e pastor)</p>
<p>***</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Valha-nos Deus! II<br />
</strong></span></p>
<p>&#8220;Comigo ninguém pode – A  maior corrente do Brasil” (campanha numa <strong><span style="text-decoration:underline;"><strong>igreja</strong></span></strong> da Grande São Paulo).</p>
<p>***</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Valha-nos Deus! III</strong></span></p>
<p>&#8220;Peguei a igreja com US$ 25 mil e deixei com quase US$ 40 mil de doações mensais. Aprendi a extorquir o povo, tenho até vergonha de falar” (depoimento de um <strong>ex-pastor  da Universal</strong> em reportagem na revista <em>Época</em>).</p>
<p>***</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Civilização suspeita</strong></span></p>
<p>O ser humano é controlado por uma civilização e pelas leis. Ele não mata, não porque não tenha vontade, mas porque sabe que será castigado. Somos todos potencialmente assassinos.<br />
<strong>(Caterina Koltai</strong>, psicanalista e socióloga, professora na PUC–SP)</p>
<p>***</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Maranata</strong></span></p>
<p>“Talvez, quando Jesus voltar, ele me faça  entender o que aconteceu” (<strong>Farah  Jorge Farah</strong>, médico que matou e esquartejou a ex-amante. A Justiça lhe  concedeu o direito de recorrer da condenação em liberdade).</p>
<p>***</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Isca da natureza</strong></span></p>
<p>O sexo tem um propósito e uma intenção procriadora. O prazer sexual é uma isca da natureza que leva ao ato procriador. O prazer, o companheirismo duradouro e todo o bem-estar dele decorrentes são altamente significativos, todavia não o esgotam, nem justificam o hedonismo excessivo de ontem, de hoje e de sempre. <strong>(Guilhermino Cunha</strong>, pastor da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro)</p>
<p>***</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Poodle de divã</strong></span></p>
<p>Dê à sua filha uma chance de casar com um rapaz decente (e não estou falando dessas malditas classes sociais) em vez de casar com um “pit bull” de boate ou “poodle” de divã.<br />
<strong>(Fausto Wolf</strong>, colunista do “Jornal do Brasil”)</p>
<p>***</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Santa salada</strong></span></p>
<p>Antigamente você se dizia católico. Hoje você é batizado na Igreja Católica, joga flores a Iemanjá, tem a casa decorada pelos princípios do Feng Shui e segue o budismo.<br />
<strong>(Luli Radfahrer</strong>, professor na USP)</p>
<p>***</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Teologia em casa<br />
</strong></span></p>
<p>&#8220;A própria Bíblia diz que Deus escreve certo por  linhas tortas&#8221; (diálogo na novela <em>Alma  Gêmea</em>).</p>
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		<title>Duas Palavras e um Abismo</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 03:11:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Duas Palavras e Um Abismo

Por Luiz Leite
Ao ouvir uma entrevista do jovem Piquet dando esclarecimentos acerca do seu desempenho no grande picadeiro do circo da Fómula Um, uma palavrinha me chamou a atenção. Perguntado pelo entrevistador sobre o que gostaria de dizer para o público brasileiro, ele respondeu: &#8220;Gostaria de pedir desculpas&#8230;&#8221;
É curioso como é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&blog=3791436&post=1229&subd=luizvcc&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p><strong>Duas Palavras e </strong><strong>Um Abismo<br />
</strong></p>
<p><strong>Por Luiz Leite</strong></p>
<p><strong>A</strong>o ouvir uma entrevista do jovem Piquet dando esclarecimentos acerca do seu desempenho no grande picadeiro do circo da Fómula Um, uma palavrinha me chamou a atenção. Perguntado pelo entrevistador sobre o que gostaria de dizer para o público brasileiro, ele respondeu: <em>&#8220;Gostaria de pedir desculpas&#8230;&#8221;</em></p>
<p><strong>É</strong> curioso como é fácil pedir desculpas&#8230; difícil mesmo é pedir perdão! São duas palavrinhas que se parecem tão próximas, mas ao mesmo tempo podem distar anos luz uma da outra. Um pedido formal de desculpa, como o do jovem piloto, é tão vazio e questionável quanto o choro sem lágrimas, uma vez que são estas que caracterizam aquele, ainda que nem sempre brotem sentidas na proporção exata do dano ou da fraude cometida.</p>
<p><strong>P</strong>ara pedir desculpas não é necessário rasgar o coração; admite-se um erro, mas não se chora por ele&#8230; Um pedido de perdão, entretanto, não sai espontânea e suavemente dos lábios de ninguém; vem sempre através de um trabalho de parto difícil que envolve contrações e muita dor.</p>
<p><strong>U</strong>m pedido de desculpa é comum no mundo dos homens civilizados; faz parte do protocolo das boas maneiras, mas não carrega em si dor alguma, lamento algum, e por essa mesma razão, ainda que sob o verniz da etiqueta social, não produz homens melhores.</p>
<p><strong>H</strong>á um verdadeiro abismo entre os dois vocábulos. Se ao pedir desculpas eu reconheço um erro, ao pedir perdão eu reconheço um pecado. Um erro ocorre como resultado de imperícia, imprudência, desatenção&#8230; Pecados, por sua vez, são maquinados na mente, gestados no coração e por fim executados a partir de uma malignidade, negada, mas intrínseca a todos os  homens.</p>
<p><strong>N</strong>uma prece antiga da igreja romana conhecida como <strong>Confiteor</strong> (<em>Eu confesso</em>) os fiéis rezavam dizendo: <em>&#8220;Confiteor Deo omnipotenti (&#8230;) quia peccavi nimis cogitatione verbo, et opere: mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa&#8230;&#8221; </em>&#8220;Eu confesso Deus onipotente que tenho pecado em palavras e atos&#8230; Minha culpa, minha máxima culpa.&#8221;</p>
<p><strong>É</strong> relativamente fácil pedir perdão a Deus. Difícil é pedir perdão ao próximo. Coisa mole é se humilhar diante de Deus numa prece chorosa; Dureza, entretanto, é humilhar-se diante do outro e conceder que ele está certo. Justificamos enquanto podemos, mesmo quando sabemos que delinquimos. Assim muitos vão vida a fora, qual delinquentes existenciais, reincidindo, incorrigíveis&#8230;</p>
<p><strong>R</strong>econhecer que erramos não exige esforço demasiado; falseamos bem estas coisas. além do mais, como já ventilado, um erro pode ser atribuido a um acidente qualquer, de cálculo, seja aritmético, geométrico ou trigonométrico&#8230; Assim conclui-se o por que da ponte que caiu, do prédio que caiu, do avião que caiu&#8230;</p>
<p><strong>A</strong>dmitir o pecado, todavia, é levantar o hábito da suposta santidade e expor-lhe as vergonhas. Por que o casamento caiu? por que a parceria ruiu? por que&#8230;? bem, nestes casos, não foi por conta de uma conta mal feita; Não cabe aí pedidos de desculpa. O elemento que faz ruir relacionamentos, que rompe alianças, que violenta a sociedade e defenestra as almas se chama pecado!</p>
<p><strong>N</strong>ão há pedido de desculpas que possa expiar a culpa pelo pecado. Enquanto o jovem piloto, e todos nós com ele, não aprendermos esta lição, continuaremos sendo um fracasso, ainda que cobertos pelo falso brilho que inebria a tantos no grande picadeiro deste circo imenso.</p>
<p><strong>Q</strong>ual seria o resultado se, ao invés de tentarmos esconder nossas vergonhas com as folhas de parreira da desculpa, viéssemos à público e confessássemos: <em>&#8220;Tem misericórdia de mim porque pequei contra ti!&#8221;</em></p>
<p><em> </em></p>
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		<title>Explicando o Inexplicável</title>
		<link>http://luizvcc.wordpress.com/2009/09/30/explicando-o-inexplicavel/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 20:39:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[contigência]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[tomás de aquino]]></category>

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		<description><![CDATA[
Explicando o Inexplicável
Por Luiz Leite
Texto publicado na Coluna Pastoral da Revista Eclésia, edição Set/09
É imenso o desafio de se dar explicação ao inexplicável. A filosofia, para lidar com esses becos aparentemente sem saída e para colocar uma mordaça na boca da irrequieta razão que quer fazer sentido de tudo, inventou a contingência. Todos os eventos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&blog=3791436&post=1185&subd=luizvcc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignnone size-full wp-image-1225" title="pesquisa_opiniao_01" src="http://luizvcc.files.wordpress.com/2009/09/pesquisa_opiniao_01.jpg?w=200&#038;h=199" alt="pesquisa_opiniao_01" width="200" height="199" /></p>
<p><strong>Explicando o Inexplicável</strong></p>
<p><strong>Por Luiz Leite</strong></p>
<p>Texto publicado na<a href="http://eclesia.com.br"> Coluna Pastoral da Revista Eclésia,</a> edição Set/09</p>
<p style="text-align:justify;">É imenso o desafio de se dar explicação ao inexplicável. A filosofia, para lidar com esses becos aparentemente sem saída e para colocar uma mordaça na boca da irrequieta razão que quer fazer sentido de tudo, inventou a contingência. Todos os eventos que estão além da nossa capacidade de processamento podem enfim ser enfiados no escaninho da contigência, deixados pra lá&#8230; não há por que, nem pra quê&#8230; Esquece!</p>
<p>Resta aos pobres e limitados pensadores considerar a contigência, pois há muita coisa para as quais simplesmente não há explicação. Conclui-se que temos que nos resignar diante do fato de que coisas ruins acontecem, que o universo é um sistema aberto em termos de possibilidades e que essas não obedecem a um padrão claro ou lógico. Afinal, diria o existencialista ateu, tudo é absoluta e absurdamente despropositado. Não há nenhum padrão nos acontecimentos. Não há nenhuma inteligência superior e amorosa governando nada!</p>
<p style="text-align:justify;">A inescapável e ardilosa armadilha da contingência permanece com sua boca aberta, pronta a tragar filósofos e teólogos. O acaso nos deixa perplexos quando nos afeta direta e friamente sem consultar a quem quer que seja. As coisas simplesmente acontecem e ponto final. Homens honestos sofrem, pessoas ruins &#8220;prosperam&#8221;, crianças são abusadas&#8230; Estamos sujeitos ao desprazer, ao dissabor, indefesos diante da dor, do abandono&#8230; Os existencialistas se irritam e denunciam o mundo como absurdo! Tem hora que dá vontade de fazer coro com eles.</p>
<p style="text-align:justify;">Por duas vezes essa semana fui convidado a olhar para o abismo através de um artigo de Ricardo Gondim, sobre o sinistro da Air France, e uma pregação de Ed Renê, que vim ouvindo no trajeto de São Paulo para Belo Horizonte. Devo concordar com Ed Renê, que se refere ao autor do livro bíblico de Eclesiastes como possivelmente o primeiro dos existencialistas. Ele flagrou o absurdo daquilo que acontece &#8220;debaixo do sol&#8221;, e pior, para horror dos crentes que tem a mania de querer defender Deus, o publicou!</p>
<p style="text-align:justify;">Para os filósofos é bastante fácil e até mesmo confortável falar sobre a contingência. Para um teólogo crente (qual a razão do espanto? voce acha que todo teólogo é crente?), todavia, a matéria se torna bastante indigesta. Não é fácil conciliar contingência e providência. Fica difícil para o pensador teísta aceitar a contingência porque um dos seus pressupostos mais fundamentais é aquele que afirma que Deus tem o controle sobre todas as coisas e que, como disse Jesus, nem um pardal cai do céu sem o seu consentimento.</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo a afirmação de Jesus nada acontece por acontecer. Se &#8220;<em>até os cabelos de vossas cabeças estão contados&#8221;, </em>então o mundo não foi abandonado pelo Criador como querem os deistas com o seu conceito de um deus indifente e ausente. Por quê o avião caiu no mar? por quê a bomba explodiu no mercado? Por quê&#8230;? Ora todas essas ocorrências, funestas ou não, tem uma explicação sim; Nós, entretanto, nos embaraçamos para responde-las, mas o fato de não sabermos como fazê-lo não significa que sejam inexplicáveis.</p>
<p style="text-align:justify;">A contingência é possivelmente um dispositivo esperto forjado pela razão para nos ajudar a eximir a humanidade das responsabilidades que lhe cabem. Indo além, a contingência não apenas absolve o homem da sua participação no sinistro, como também o vitimiza, nutrindo a milenar rebeldia deste contra o Criador; Este sim, é o vilão, responsável pelo caos, afinal tudo não é feitura Dele?</p>
<p style="text-align:justify;">Admitamos: Não temos resposta para tudo. Não controlamos todas as variáveis.  Na verdade não temos o controle de nada! Isto nos irrita grandemente, ferindo de morte nossa estúpida e desmedida pretensão. Inoculados com a peçonha da serpente, ainda hoje mantemos uma pose soberba, acreditando na suprema mentira em vez de rendermo-nos humildemente aos pés da Suprema Verdade. A nossa imensa fragilidade e limitação é flagrante. Insistimos, todavia, em manter uma pose que projeta uma imagem enganosa de nós mesmos. Por nos avaliarmos por esta escala equivocada é que cometemos os tantos erros que resultam em tantas expressões de pasmo.</p>
<p style="text-align:justify;">Aviões caem, tetos de igrejas caem, navios afundam, balas perdidas encontram alvos inocentes&#8230; a meningite mata, a gripe suína mata, a AIDS mata&#8230; morre-se no atacado, em grandes conflitos bélicos, morre-se no varejo, no recesso da família, morre-se a prestação, inalando a fumaça do tabaco, do crack ou dos gases expelidos por automóveis e chaminés&#8230; Todas essas ocorrências são em si suficientes para nos deixar prostrados, confusos e infelizes.</p>
<p style="text-align:justify;">Sem respostas para explicar o inexplicável, resumimos o desconforto a um golpe da contingência. Ora, se tudo fosse contingencial não haveria plano algum, e por extensão não haveria também  necessidade de Deus algum. Se não há propósito, como poderíamos dirigir nossas preces a Deus e clamar: Guia-me. Por quê oramos então? Se existe um Deus que guia, então há um propósito por trás da grande trama! Assim cremos. Assim pregamos!</p>
<p style="text-align:justify;">O autor do livro biblico de Eclesiastes diz que <em>&#8220;Deus fez todas as coisas perfeitas a seu tempo&#8230;&#8221; </em>Ainda que os céticos torçam o nariz quando se relaciona o surgimento do mundo a um criador, o que sustentamos é que assim mesmo foi que tudo se fez, por força do ato de vontade Daquele que criou todas as coisas, e isto, com propósito.</p>
<p style="text-align:justify;">São Tomás de Aquino em sua Suma Teológica afirma:</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;<em>A criação das coisas por parte de Deus é a melhor, pois é próprio de quem é o Melhor fazer tudo da melhor maneira. Ora, é melhor fazer uma coisa em vista de um fim do que fazê-la sem visar uma finalidade. Por conseguinte, Deus fez as coisas com vistas a uma meta.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em><br />
</em></p>
<p style="text-align:justify;">
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/luizvcc.wordpress.com/1185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/luizvcc.wordpress.com/1185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/luizvcc.wordpress.com/1185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/luizvcc.wordpress.com/1185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/luizvcc.wordpress.com/1185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/luizvcc.wordpress.com/1185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/luizvcc.wordpress.com/1185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/luizvcc.wordpress.com/1185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/luizvcc.wordpress.com/1185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/luizvcc.wordpress.com/1185/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&blog=3791436&post=1185&subd=luizvcc&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>De Ore Dei</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 01:57:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[
De Ore Dei
Por Luiz Leite
&#8220;Non in solo pane vivit homo, sed in omni verbo quod procedit de ore Dei.&#8221;
Ainda que essencial para a manutenção da vida, o pão não é tudo. Nem só de pão vive o homem, disse Jesus, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. Jesus revela algo tão curioso [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizvcc.wordpress.com&blog=3791436&post=1192&subd=luizvcc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignnone size-medium wp-image-1193" title="pao" src="http://luizvcc.files.wordpress.com/2009/08/pao.jpg?w=300&#038;h=225" alt="pao" width="300" height="225" /></p>
<p><strong>De Ore Dei</strong></p>
<p><strong>Por Luiz Leite</strong></p>
<p><em>&#8220;<strong>N</strong>on in solo pane vivit homo, sed in omni verbo quod procedit de ore Dei.&#8221;</em></p>
<p><strong>A</strong>inda que essencial para a manutenção da vida, o pão não é tudo. Nem só de pão vive o homem, disse Jesus, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. Jesus revela algo tão curioso quanto poderoso nessa que é uma das passagens bíblicas mais largamente difundidas e decoradas.</p>
<p><strong>P</strong>recisamos do pão, alimento orgânico, mas a vida nao se resume a esta esfera de necessidade. Temos outras necessidades, que não aquelas intrínsecas à nossa materialidade. Precisamos de palavras para viver!</p>
<p><strong>S</strong>omos alimentados, sobretudo, por mensagens! Palavras nos alimentam. São as palavras que nos animam a prosseguir, a perseverar, a acreditar&#8230; A criatura humana, diferentemente das demais, que vivem sob o impulso do instinto, reage ao poder da palavra.</p>
<p><strong>M</strong>ensagens nos afetam num nível tão profundo que são capazes de reprogramar nossas mentes e nos reorientar na vida, alterando dramaticamente o curso de nossa existência. Tanto para bem quanto para mal, as palavras produzem efeitos impressionantes! Podem tanto devastar a alma, precipitando-a para os substratos mais sombrios do abismo, quanto turbina-la, emprestando-lhe propulsores poderosos que a lançem nas maiores alturas.</p>
<p><strong>N</strong>ão vivemos apenas de pão! <em>Non in solo pane vivit homo&#8230; </em> Precisamos de pão espiritual, para o sustento do espírito, onde reside o princípio ativo da vida.  Jesus disse ser ele mesmo esse pão.<em> &#8220;Eu sou o pão vivo que desceu do céu&#8230;&#8221; </em>e ajuntou<em>: &#8220;Quem de mim se alimenta por mim viverá.&#8221;<br />
</em></p>
<p><strong>S</strong>e voce tem comido o pão que o diabo amassou, experimente comer do PÃO que amassou o diabo! Coma das palavras de Jesus e viva por elas.</p>
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