
Richard Dawkins e a Última Fronteira
Por Luiz Leite
O mais ilustre e badalado dos ateus na atualidade, Richard Dawkins, professor da Universidade de Oxford, afirma que ainda pretende resolver o enigma da consciência. A consciência, para ele, apresenta-se como a última das fronteiras onde, supostamente, residem os “mistérios” que intrigam e impressionam os místicos de todas as ordens.
Dawkins diz esperar que durante o sec. XXI os vestígios da superstição religiosa sejam definitivamente sepultados. Já está convencido que a “vida é feita de moléculas” como qualquer outra coisa. Reduzindo o milagre da vida a um fato corriqueiro, diz que a mesma “não é mais misteriosa”, e afirma ter esperança “que a consciência siga pelo mesmo caminho.”
Não há lugar para o mistério na”religião” de Dawkins. Tudo se explica, e a deusa Ciência, numa espécie de revelação gradativa, a seu tempo vai lançar luz sobre a ignorância humana e esclarecer, cientificamente, como funciona a consciência.
Dawkins, que se diz ateu, não é ateu coisa nenhuma. Elegeu para si como divindade, a Ciência, a qual cultua e defende com tanto ardor, como eu cultuo e “defendo” a Jesus Cristo. Realiza uma “cruzada” já há muitos anos para provar os postulados da Evolucionismo Darwinista e, segundo sua religião, o absurdo da reivindicação do Criacionismo.
Desde que lançou o livro “O Gene Egoísta”, em 1976, onde leva o processo evolucionário para o nível genético, vem causando polêmica com suas posições. Se vai desbravar a última fronteira e desvendar o mistério da consciência, duvido, a menos que, dia desses seja derrubado do seu cavalo em sua campanha contra a fé do povo do Caminho!
Não será vencido pelo argumento dos teólogos. Não se deixará intimidar pelas ameaças dos fanáticos. Não será impressionado pela complexa e altamente sofisticada estrutura orgânica da vida. Somente um encontro com o Nazareno na estrada para Damasco lhe será fatal. Se me é lícito desejar mal a alguém, desejo que ele caia do cavalo da arrogância científica e, cegado pelo claro, desde o chão, ouça a voz lhe chamar pelo nome dizendo: “Richard, Richard, dura coisa é para ti recalcitrar contra os aguilhões…” Este, sem dúvida, será o mais feliz dos seus dias!
Perfeitamente perfeito. É isso e tão somente issso.
Comment por carlos babi — 25 25UTC Outubro 25UTC 2009 @ 4:33 am
é realmente somente isto, não Carlos?
abração
Comment por luiz leite — 26 26UTC Outubro 26UTC 2009 @ 7:39 pm
A inteligencia sucumbida pela pobreza de espirito.
Certamente o tombo será muito duro, quando no chão olhar para cima, se deparar com a verdade e ver que por tudo que lutou a vida toda para desmascarar é uma verdade.
Duro tombo, pesar levantar.
Comment por donizeti — 6 06UTC Novembro 06UTC 2009 @ 6:01 pm
é, sem duvida este tombo será duro… espero entretanto que seja logo. Pra o bem dele…
Comment por luiz leite — 7 07UTC Novembro 07UTC 2009 @ 6:34 pm