
O Projeto Babel
Extraído do livro A INTELIGENCIA DO EVANGELHO de Luiz Leite
O nome de Nimrode está íntima e inseparavelmente vinculado à imagem da torre de Babel e ao seu forte conteúdo simbólico. Segundo a Jewish Encyclopedia (Enciclopédia Judaica) o nome Nimrode significa “aquele que faz todo o povo se rebelar”, ou, simplesmente, “vamos rebelar”. Teria sido o primeiro caçador que, por conseqüência, introduziu o consumo de carne após o dilúvio, e também o primeiro rei da era pós-diluviana.
O propósito em Babel é de contrariar a ordem que Deus havia dado a Adão e agora a Noé, de que se multiplicassem e enchessem a Terra. Para tanto precisariam espalhar-se, uma vez que havia espaço amplo para todos. Pois Nimrode propõe o contrário. Ao invés de se espalharem, eles deviam concentrar-se formando assim um só sistema, um só governo. Nasce em Nimrode o projeto de um governo mundial único. A globalização como hoje a conhecemos tem suas origens no projeto Babel, projeto esse que Deus embargou, mas o homem jamais abortou…
A plataforma política de Nimrode sinalizava uma mensagem clara:
“Não pereceremos como pereceram nossos antepassados nas águas do dilúvio; Construiremos uma torre alta, mas tão alta, que ainda que caia toda a água do mundo, não seremos atingidos.”
Nimrode, mesmo após o embargo de sua obra em Babel, prosseguiu poderoso e veio a se tornar um dos primeiros humanos a serem divinizados.
A ignorância profunda dos seus contemporâneos permitiu surgir e florescer, segundo a lenda, o embuste engendrado por sua mãe, Semirâmis, que após persuadir seus súditos de que o filho era um deus, aproveitou a onda e se fez deusa; ela que era a rainha-mãe, agora se torna também deusa-mãe, a primeira deusa-mãe da história. Após ela muitas outras viriam a surgir… Essa história te é possivelmente bem familiar.
Na verdade Deus não tem nada contra o homem construir torres. As motivações do coração é que, se tortas, determinarão a intervenção divina; As planificações que partem, desde os primeiros rabiscos de projeto, de conceitos doentes é que moverão a mão de Deus contra esses sonhos tresloucados.
Vemos nestes nossos dias o Projeto Babel sendo reativado. Autoridades políticas e até mesmo religiosas clamam por um governo mundial único. Há poucos dias noticiários do mundo todo veicularam as palavras do Papa Bento XVI que dizia que o mundo precisa de um líder único. À beira da falência, o homem busca amparo no próprio homem e despreza o socorro de Deus. A obra está a todo vapor. Deus observa em silêncio.
A torre de Babel representa a arrogância e auto-suficiência humana que insiste em tocar seu projeto solo sem a direção de Deus. Para a frustração de muitos, ainda hoje Deus continua interessado nos negócios da Terra, e vez por outra diz: “Desçamos e confundamos os homens.” Será que o nosso projeto pessoal de poder não é uma réplica daquela malfadada torre? Que não seja, porque se for a obra sem dúvida será embargada!
Ola Luiz Leite!
Estava lendo o livro Pentateuco – (Paul Hoff)Editora Vida.Fala sobre o “rol das nações”, e achei interessante seu texto resolvi dar meu pitaco aqui. Realmente eles buscavam unidade e você fez a pergunta “Será que o nosso projeto pessoal de poder não é uma réplica daquela malfadada torre?” Boa pergunta Luiz…fale a pena refletir! Um forte abraço, copiei seu link e postei no meu blog, apareça lá tomar um café será uma honra.
http://robsonsilos.wordpress.com/
Comment por Negrão de Silos Robson — 14 14UTC Outubro 14UTC 2009 @ 4:31 pm
valeu mano… apareço sim!
Comment por luiz leite — 14 14UTC Outubro 14UTC 2009 @ 8:40 pm