
Fome de Deus?
Por Luiz Leite
Fome de Deus? O que vem a ser isso? É uma espécie de fome diferente de tudo. Assim como a fome física gera uma sensação de vazio no estômago, a espiritual produz uma sensação de vazio na alma. Esse vazio existencial reclama por algo que as pessoas nem sempre sabem o que é. Sabem apenas que está lhes faltando algo.
Foi com referência a essa modalidade de fome que Jesus se apresentou como Pão. Ninguém jamais falou como ele. Seu discurso foi desconcertante no dia que disse aos seus ouvintes: “Eu sou o pão da vida”. Jesus conhecia a miséria espiritual na qual os homens se encontravam. Sabia que padeciam de uma fome imensa que perdurava por eras e resolveu endereçar a questão da maneira mais frontal possível. Vocês tem fome, e eu não apenas tenho o pão, eu sou o próprio pão de que vocês necessitam!
Convida os homens a comerem da sua “carne”, o pão do céu que dá vida aos homens! Não é necessário dizer que seus ouvintes ficaram não só atordoados com aquelas palavras, mas também escandalizados. Nenhum líder em Israel ou em qualquer outra parte do mundo jamais dissera tamanhas loucuras! Pois aquelas palavras não poderiam soar como outra coisa senão loucura. O apóstolo João registra no capítulo seis de seu Evangelho como os judeus ficaram escandalizados com aquele discurso:
Então os judeus começaram a discutir exaltadamente entre si: “Como pode este homem nos oferecer a sua carne para comermos?” (Jo 6.52)
Para complicar ainda um pouco mais, após apresentar o seu corpo como pão para matar a fome do mundo, Jesus introduz também o seu sangue como bebida, dizendo que o seu sangue é verdadeira bebida (v.55). Sem precedentes era aquele discurso. Estava diante deles uma proposta que em tudo parecia proceder dos lábios de um lunático e não de um sábio. Naquele dia estabeleceu-se um grande muro entre os seguidores e os opositores de Jesus. Seus discípulos ficaram atordoados pelas palavras do mestre e comentaram entre si:
“Dura é essa palavra. Quem pode suportá-la?” (v. 60). “…e muitos o abandonaram, e já não caminhavam com Ele” (Jo 6.66) .
Após aquele discurso impossível, desenharam-se as linhas que divisariam os homens em seu relacionamento com o Judeu “marginal”. Comer a carne do Cristo e beber seu sangue implicava um rompimento radical das amarras da tradição. Os seus seguidores seriam por muitos anos contados como marginais, como foi seu Mestre, até que o aparato estatal encontrasse um meio de tragar a nova fé e mobilizar o seu incrível poder de subverter a ordem.
trecho do livro “A Inteligência do Evangelho” pela Editora Naós
Na verdade o que precisamos é ainda aprender e aprender a reconhecer que o saciar desta FOME acontece quando nos submetemos inteiramente a CRISTO,mas,deixar de lado o nosso eu é uma proesa muito dificil,necessitamos desesperadamente da miséricordia para caminharmos rumo à FONTE. ABRAÇOS LU.
Comentário por mariluiza — 24 24UTC Junho 24UTC 2009 @ 2:19 pm
essa é minha ovelha!! muito bem Lu. Belo e sábio comentário.
Comentário por luiz leite — 24 24UTC Junho 24UTC 2009 @ 10:54 pm
Oi Pastor Luiz,
Muito bom o texto Fome De Deus?
O livro A INTELIGENCIA DO EVANGELHO promete.
VAI SER UMA BENÇÂO.
Um grande abraço, Cristina de Contagem.
Comentário por Cristina v. Faria — 25 25UTC Junho 25UTC 2009 @ 5:25 am
obrigado cris. o livro promete mesmo. está muito bom. abraços.
Comentário por luiz leite — 25 25UTC Junho 25UTC 2009 @ 10:44 pm
Estamos esperando o novo livro, para aprendermos mais.
A fome de Deus é um presente dele para nós.
Ssaudades Lia.
Comentário por maria de lourdes leite garcia — 1 01UTC Julho 01UTC 2009 @ 6:34 pm
O livro já saiu mas só voltarei aí em setembro… na verdade setembro está às portas… nos vemos logo. abraços.
Comentário por luiz leite — 1 01UTC Julho 01UTC 2009 @ 9:49 pm